13 de março de 2012

Um pequeno espaço


Enquanto os políticos e os "legisladores" andam entretidos com as suas cadeiras a sociedade anónima lá vai construindo um outro país, aliás, um outro edifício com demasiadas portas e alçapões. É o país das caçadeiras, do gamanço, do desprezo, da desculpa conveniente, do quero posso e mando bala. É o país da fachada moral, dos "brandos" costumes, do deixa andar que trabalhar faz calos, do sr. doutor. É o país moderno moderníssimo que goza com as tradições e os conservadores, o país do chinelo chique que come só com uma mão porque a outra está a segurar um télé 4G. É o país do ódio e da inveja por decreto, dos coitadinhos, da luta de classes, do rolo ideológico compressor pronto a esmagar quem pretenda ir contra as "conquistas" arreadas com dinheiro emprestado e sol à beira mar. Este outro país edificado por todos não deseja ver-se ao espelho. Sem uma referência afectiva e histórica, central, este país tem divergido como um todo e vagueia perdido e desintegrado, sem o saber. Estamos a caminhar para um espaço onde pequenas coisas deixaram de ter importância! Um espaço pequeno para os que ainda vivem com esperança de construir uma pátria, um espaço grande para aqueles que lucram por serem apátridas.

1 comentário:

Textículos disse...

«Moses arduously led the Jews for 40 years through the desert — just to bring them to the only country in the Middle East that had no oil. But Moses may have gotten it right, after all. Today, Israel has one of the most innovative economies, and its population enjoys a standard of living most of the oil-rich countries in the region are not able to offer.»
http://www.nytimes.com/2012/03/11/opinion/sunday/friedman-pass-the-books-hold-the-oil.html