29 de abril de 2012

Prescreveu


O nobel camarada tinha problemas com o fisco em Espanha. Desde os finais dos anos noventa que vinham notícias na imprensa espanhola mas por aqui só se davam brados aos livros contra o catolicismo e os coitadinhos dos fieis, que Saramago tanto gostava de criticar. Aqui dizia que pagava impostos em Espanha, por lá dizia que pagava aqui. O camarada viveu numa permanente crítica ao mundo capitalista, num permanente juízo moral. A moral diz que uma sentença do ministério das finanças espanhol, no valor de mais de 700 000 mil euros, contra o camarada, foi anulada por ter prescrito o prazo de fiscalização e ficou por escrito a total obstrução do camarada, enquanto foi vivo, ao desenrolar do processo. A herdeira espanhola, também ela uma moralona, agradece.

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