22 de abril de 2012

"Revoluções bem sucedidas"


Um sujeito escreveu num blogge que "as revoluções bem sucedidas como a revolução francesa"... e mais adiante que "basta 15% da população para se consumar uma revolução (bem sucedida)"... ora, o que foi bem sucedido na revolução francesa? inventaram a guilhotina, limparam o sebo a muita ralé, assassinaram cidadãos por "crime de sangue azul", deram azo a um genocidío, meticuloso, substituíram uma Nobreza por outra, nobreza, com poderes de ditadura absolutista (sim, pior do que a precedente que os extremistas criticavam), "acabaram" com as classes sociais vigentes mas elevaram outras convenientes. Não tenho qualquer dúvida que após o terrorismo da bastilha a primeira palavra que tenha assolado os criminosos foi: fraternidade; depois lá acrescentaram liberdade e igualdade. Ficou a teoria. É bonito. Na prática, nos cem anos seguintes à "revolução bem sucedida" a França viveu várias incursões sanguinárias, ditaduras jaconinas, umas quantas "monarquias" até à terceira república que só sobreviveu com a ajuda de uma constituição que considerava crime (tal como a nossa actual constituição d'Abril) qualquer oposição à forma republicana de estado que é o mesmo que dizer: ide fazer revoluções bem sucedidas para o carago.

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