3 de abril de 2012

To be alive

De vez em quando percorro uma série de sítios internáuticos. A sensação que eu tenho é que a maioria das pessoas on-line exalta uma vaidade de estar vivo. Cada um, como cada qual, gosta da sua página, de se distinguir, de se afirmar em fotografias com chapéus, cãezinhos ao colo, poses de mãozitas na cara, ares de intelectual, cigarrinho a olhar o infinito ou de calções num jardim com um recorte de piscina. Nas "redes sociais" a grande maioria "comunica" entre si, numa onda: é tudo primo; e muitas vezes: ó tia, é tudo primo. Este fervilhar de comunicação encerra vários factores comuns, aliás, demasiado comuns. Todos falam do mesmo, todos partilham o que o primo partilha, as mesmas fotos, o mesmo escárnio, a mesma onda. No fundo estar na net – passar a ter uma foto on-line-como-se-fosse-um-jornal-ou-revista – é o "importante". Todavia, o que vejo é que no meio de tanta comunicação pouco, muito pouco, se distingue do silêncio.

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