30 de maio de 2012

Trabalha


Há estudos que deviam ser alvo de estudo. Um recente, diz que o aumento da carga laboral faz sofrer mais as mulheres e as "pessoas de esquerda"! Parece-me óbvia a constatação sobre o desgaste de uma mulher "trabalhadora", especialmente, se está grávida ou tem filhos menores, contudo, afirmar que um trabalhador de esquerda sofre mais do que um de direita ou do centro é um despautério; e é, de facto, tão disparatado que vai, exactamente, ao cerne do complexo sociológico que tem sido incutido pela falange do "Portugal não pode parar". Um verdadeiro "trabalhador de esquerda" não sofre a trabalhar, trabalha e não é pouco, trabalha para não trabalhar, trabalha para reivindicar, trabalha para a greve, trabalha para reduzir a carga laborar, trabalha para aumentar as regalias, trabalha para os direitos universais, trabalha para incrementar os direitos adquiridos, trabalha para derrubar o fascismo, trabalha para acabar com a exploração dos trabalhadores... Bem, vou fazer uma pausa para não aumentar a carga de escrita, e vir a sofrer com isso.

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