25 de maio de 2012

TV no WC


Há dois dias, num jantar com o Professor António José de Brito falamos sobre a propaganda, o que é, para que serve. É sempre bom aprender com um filósofo, sem preconceitos. Tanto eu como ele, e os outros convivas, tecemos muitas reservas sobre os "programas de opinião" (essas "mesas" cheias de nada), não sobre o tema das "opiniões" mas sobre quem faz a opinião! De gravatinha, de ar entendido e bem encenado, o circo de paineleiros e opinadeiros não se faz rogar a nenhuma pergunta. E é aqui que me suspendo; os fazedores de serviço respondem a todas as questões com o ar de sofistas ante a carinha compenetrada das meninas "jornalistas". Ao invés de convidar cursados, e interessados, nas matérias, as TV's presenteiam os téle-espectadores com uma série de canivetes-suíços que se abrem em delongas sobre tudo e mais qualquer coisa, do futebol à especificidade económica. De facto, a televisão é o melhor meio de propaganda de um regime, de um governo, de um estado de espírito, vazio, comum. A opinião talhada é medíocre para conseguir chegar à maioria da audiência, de si, já viciada nos conteúdos de difusão. Ora, sabemos que a sofística é sabedoria apenas aparente, aparenta ser, mas não o é.

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