5 de junho de 2012

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Bastaram 10 minutos de televisão ligada para eu me aperceber do anedótico das notícias sobre a "selecção nacional". Não, não se trata de uma reportagem sobre uma selecção de cientistas, médicos, gestores, economistas, historiadores, empreendedores, engenheiros, arquitectos, actores, músicos, deste país, trata-se da "selecção" de futebol. Foi um fartote, "almoçaram" na Fundação Champalimaud, uma fundação com tudo a haver com o desporto e que parecia ser uma Fundação com boa saúde mental. Chegaram ao ridículo de filmar em directo o transporte de autocarro até ao aeroporto e, daí, até a partida, descolagem, do avião. Tudo isto seguido de "painéis", comentários, mesas redondas e mesas quadradas. Antes da partida a paragem no Palácio de Belém. Nada que não se previsse. Lá dentro, no agora ocupado pelos republicanos, CR7 afirmou que vai estar "concentradíssimo" ao que o presidente retorquiu "os portugueses agigantam-se". Não me surpreende, muito pelo contrário, a colagem da República à festarola de uma equipa de futebol, muitíssimo bem paga com dinheiro do erário público, pode ser que em caso de vitória o povo incauto vá para a rua gritar "viva a república" e continue a esquecer as culpas que o regime tem no cartório! O ramalhete ficou airoso e expressivo com a prenda que a selecção ofereceu ao presidente: uma camisola. Apesar de nas costas aparentar ser o 0, dizem que na frente tem impresso o número 1! Com alguma razão, um presidente da república é mais um jogador do que um treinador.

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