6 de junho de 2012

A abgnação


Sou obrigado a escrever estas breves palavras. Atarantado pelo trabalho não tenho dado muita atenção ao que sai do meu redor e, inclusive, se há algo de que tenho fugido é das televisões para não me autoflagelar com a verborreia sobre a "selecção" nacional. Mas, uma coisa não me tem escapado, as novas sobre o Jubileu da Rainha Isabel II. Ainda há instantes vi um pequeno filme no blogge "Estado Sentido", colocado pelo ilustre Nuno Castelo Branco. Se há algo que me tem entusiasmado têm sido as festividades que se vivem por toda a Inglaterra. Não é uma festa elitista. Não é uma festa para convidados ou de club. A festa, a verdadeira festa, do jubileu é promovida por cada família, por cada um, nas ruas, nas instituições, nas empresas. Um amigo meu que vive em Londres, perto de Barkston Gardens, diz-me que está estupefacto, ele republicano, sem convicção. Na tarde das comemorações no Tamisa ele não conseguiu tirar o carro do passeio tal era a confusão. Disse-me ontem que, na rua, loiras e morenas pintavam a cara, com as cores da Union Jack, vibravam bandeirinhas na mão, brancos, pretos, amarelos, snobs, tatuados, numa verdadeira amálgama de culturas e estilos. Eu, só me posso emocionar, talvez, um pouco, por frustração, porque eu desejaria esta emoção pátria para o meu Portugal. Mas tal calor, tal fé, nunca será possível declarar a um presidente, avençado de 5 em 5 anos e "eleito"(!) por uma parte, de uma parte, da população, emanado dos interesses partidários. Quem participa no jubileu fá-lo pela abgnação, pela cedência dos interesses pessoais noutrém, nesse outro que é a Instituição, o País; ceder para/pelos outros.




Sem comentários: