21 de junho de 2012

Perceber


Se o estado se portasse com os seus empregados da mesma forma que se comporta com os fornecedores o país vinha abaixo, escarafuncháva-se na constituição, nos direitos do homem e do gato sapato. É inaceitável a mudez dos sindicatos face ao descalabro das dívidas do estado às empresas. Uma das razões dos despedimentos e do encerramento das empresas são as dívidas e a obrigatoriedade, agiota, de cumprirem ao milésimo de segundo com o pagamento dos inúmeros impostos. Mês após mês. Disso os sindicatos não falam, das empresas, porque isso era falar dos empresários, esses corruptos, apenas importa aclamar os "trabalhadores". Tudo está bem desde que o sindicalismo público funcione – de facto, é o único que tem tempo e prazer em participar nas marchas avenida acima e abaixo. O estado é ignóbil na moral tributária. Eu sinto na pele isto que escrevo. Não paga, mas exige receber. Se não tem dinheiro não encomenda, se encomenda tem de pagar tão atempadamente como paga o salário dos seus empregados. No fundo, o estado vive à custa dos fornecedores, porque está meses, anos, sem pagar os serviços, que é o mesmo que dizer que, este estado republicano é uma esponja chupadora que seca, pela sua intrínseca estructura, sem nunca chegar a pingar. Tanto na matéria fiscal como na matéria de conflito comercial, o grande amigo deste estado é a justiça. Percebem agora porque a justiça não funciona bem?


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