18 de julho de 2012

Desligar


Este blogge vai-se desligar por uns dias para retempero de energias!
Bom descanso a todos.

Diz o pai


O pai Soares – pai da guerra civíl em Angola, Moçambique, Guiné; padastro de centenas de milhares de mortos de portugueses-africanos – clama que é "inaceitável" a licenciatura de Miguel Relvas. Convém lembrar a Mário Soares que a mesma universidade Lusófona atribuiu há uns meses um Doutoramento honoris causa à sua esposa Maria (o honoris foi proposto pelo reitor que assinou as equivalências a Miguel Relvas). Se Soares tivesse utilizado outro termo como "indecoroso" eu concordava e mais concordava se o Soares tivesse tido o mesmo critério denunciador para com o José Sousa, vulgo Sócrates. Sim, é inaceitável a forma como as universidades dispõe de poder para oferecer licenciaturas, mestrados e doutoramentos. De uma forma ou de outra um honoris causa é um grau de conveniência social – supérfluo e ôco.

17 de julho de 2012

Continuem


Sempre que aparece uma notícia sobre uma família real os portugueses abrem a boca para a inveja e o palavrão, mesmo que a notícia seja de índole económica. Não tenho a mínima dúvida que a larga maioria dos portugueses padece de fúria ressabiada, de inveja cega e de ódio ao próximo. O português é um filho da República e nunca percebeu a história, nunca estudou, nunca se interessou pelo seu próprio país, ao contrário, vive de exclamações e sobressaltos igualitários porque julga-se melhor que os outros e muito melhor do que aqueles que ele supõe melhor. A maioria deve pensar que o golpe de estado republicano foi feito para "acabar com as desigualdades", com os "títulos", para obter a "liberdade". Coitados. Continuem, devem sentir-se a enriquecer com o escárnio.

16 de julho de 2012

A maior hipócrisia



A partir de uma denúncia do Centro Simon Wiesenthal (vulgo associação caça nazis) descobriu-se mais um "nazi" que não merece viver; não um general ou ministro mas um polícia do gueto de Kassa, na Húngria. Os criminosos devem ser perseguidos. Todos. Sou da opinião que os crimes nunca devem ser esquecidos; a "prescrição" técnica é uma imoralidade que se paga cara. Mas devem ser perseguidos todos os criminosos, todos, não apenas os de conveniência política ou ideológica, e convém de uma vez por todas declarar (unívocamente pelos Estados) o que é a "guerra" e "crimes de guerra". Que as associações judaicas se entretenham a manter viva as "chamas" de Auschwitz é um assunto deles mas que também não esqueçam os milhares de judeus que morreram às mãos do comunismo, as deportações, violações e trabalho escravo no Cazaquistão e na Ucrânia. Convém, também, nunca esquecer que um larga maioria dos membros do partido comunista, à época de lenine, eram judeus e, por ironia, o "mentor" da ideologia comunista era um judeu de nome Karl Marx. Quem quiser, e ousar, pode constactar que numerosos judeus foram criminosos na II Grande Guerra, mas como se envolveram em vários pactos com o regime soviético não convém falar nem expandir a propaganda anti-comunista. 
A dualidade, a subjectividade, a tensão, a paixão com que certa gente trata a epopeia nazi ante a epopeia comunista é uma das maiores hipócrisias da linguagem moral contemporânea.
Tenho asco do nazismo de Hitler mas mais asco tenho do comunismo silenciosamente apoiado pelos nojentos hipócritas que se escusam no "holocausto" para lavar as suas mãos. Só ouvirei e olharei de facto para a léria do "extermínio" quando os mesmos moralistas começarem a sangrar o comunismo e a julgá-lo imparcialmente. Eu sei que custa. O nazismo durou 10 anos. O comunismo continua hoje em dia a lavrar os seus crimes e os seus apoiantes mascaram-se, "tranquilamente", sem vergonha, no termo "esquerda", essa praia onde desagua tudo quando é demagógico e decadente. Tão nazis que os actuais comunistas eram se pudessem.

13 de julho de 2012

Significância


Ao ler isto, fiquei com uma dúvida que nunca me havia assolado (para mim, apaixonado pela antropologia da comunicação, o sentido é a significância). O que significa a palavra "conhecimento"?


Revolução parda


MRB. Um novo "movimento" à procura de mediatismo que o ponha a mexer. Pelo que li na reportagem, apenas culpar os "políticos" de 1998 a 2011 é uma hipócrisia moral, procurar culpados por "traição à pátria" no que respeita à "perda de soberania" é uma sobranceria. Os mentores deste movimento só merecem o meu afastamento ante tanta objectividade. "Traição à pátria" fizeram-na todos aqueles que participaram no assassinato de um chefe de estado, em 1910, todos aqueles que fizeram e ampliaram o terrorismo da I República, todos os que se quedaram no golpe de 1928, todos aqueles que deixaram à morte portugueses no ultramar, todos aqueles que participaram no "processo de descolonização" e participaram no "PREC", todos aqueles que escreveram uma constituição como se fosse uma coutada particular, para todos afocinharem. A história deve ser a jurisprudência. 
Quando o Mário Soares, em 1978 e 1983, assinou os tratados com a troika do FMI perdemos a soberania?

12 de julho de 2012

Enquanto pau vai e vem as costas descansam


Há gente que gosta de se colocar nas linhas da frente de uma boa manifestação. Com a idade que tenho, quarentão, já conheci e falei com alguns destes profissionais, ora em casas confortáveis, ora como convidado de um plenário esquerdista onde um amigo meu militava. Esta mesma gente que gosta de provocar a polícia e incendiar a  propriedade alheia é a mesma que, no meu tempo, se recusava a ir para a tropa pois era anti-violência! Estes mesmos, e passo a especificar, são profissionais das causas de rua, indo buscar forças às putéfias revoluções genocídas, e podem, muito bem, ir a uma manifestação contra os transgénicos de manhã e à tarde protestar contra a "precariedade". Esta gente tem ainda um outro fito: o de aparecer e fazer agenda nem que para isso tenham de por a cabeça mesmo, mesmo, mesmo debaixo de um cacetete e enquanto o pau vai e vem (como diz o ditado) as costas descansam! 
– Olá mamã, olá tribo, aqui estou eu, toda equipada, com cascol e tudo, bem cheia de sangue pronta a mostrar o meu piercing, na língua, e a provar ao mundo que o neo-liberalismo-fascismo não pode passar... ... ... sem mim!! 

(Foto: Público; Cesar manso /AFP)



11 de julho de 2012

Partir uma perna


Não foi falta de educação, usurpação de "funções" ou megalomania de povo promovido, a mulher do presidente da república sentou-se na cadeira, desenhada propositadamente para o eleito, para ver se a perna estava estável e não partia. Salazar caiu abaixo de uma e esta primeira-"dama" dá-se bem no Palácio...

9 de julho de 2012

O raio que os parta


O filme "300 of Sparta" é um dos mais bem conseguidos filmes de sempre. Realizado com recurso a cenários digitais, a natureza plástica do filme é tocante e inebriante. O filme relata o mito dos Espartanos e a cidade-reino de Esparta, focando o espírito de sacrifício e coragem do Rei Leónidas. É um dos meus filmes e porquê? Tem uma prole de conceitos digitais que me cativam (é um filme e pode ser apreciado também pela técnica envolvida), tem uma história emocionante, faz apelo a uma série de valores que hoje, quase diria, são vestígios arqueológicos. Educados para serem guerreiros, com uma rusticidade desenvolvida pela dor, os espartanos (deste filme) vivem em torno do que chamo a noção de Pátria e é nessa vivência que ganham valores que colocam acima do egocentrismo e do materialismo. A continuidade, a permanência, o passado e o futuro são um pilar orgânico no desenho de Esparta. Frases cirúrgicamente proferidas como: " (espartanos) tomem o vosso pequeno-almoço com vontade porque esta noite vamos jantar no inferno" ante um cenário de morte certa, perfazem a dimensão clássica de uma antiguidade próxima dos deuses e dos homens guerreiros, heróis pela sua coragem e pela cruel objectividade da sobrevivência; épocas distantes, incertas, onde os Homens não tinham meias medidas, selvagens, por certo, comparativamente com o "admirável mundo novo" e do "a caminho do socialismo" em que vivemos, onde cada palmo de terra era conquistado, e perdido, com o sangue. Convém alertar os distraídos que o mundo foi "construído" com mortandades e ditames que hoje envergonhariam muitos puritanos e vegetarianos. Mas, o que mais destaco no enredo do filme é a verdadeira ficção que comporta o "300". Onde, hoje, veríamos homens prontos a serem guerreiros pela pátria sem medo de arranhar os joelhos, homens que – já nem digo com espadas – não tenham medo de ferir o politicamente correcto, de rasgar os conceitos dos "direitos universais" e transversais do pequeno homem em que nos tornamos? Os poucos que eu conheço e admiro não chegam a 300. Olhando para a escumalha que se tem governado nesta república este país nunca será "Esparta", é mais "o raio que os parta".

Profissão


Há dias tive uma pequena conversa com um dos melhores profissionais que conheci. É mais novo que eu e é um técnico de serralharia como nunca vi. Quando lhe perguntam a profissão diz que é um "faz tudo" e , na verdade, faz tudo muito bem. Não é uma serralharia qualquer, implica conhecimentos de métrica, resistência de materiais, comportamentos e manufacturação. É uma serralharia integrada em processos de construção de stands, displays, exposições e instalações onde o resultado visual deve ser irrepreensível. Disse-me que conseguiu fazer o 9º ano através das "Novas Oportunidades" pois cedo abandonou os estudos para ajudar a família com o seu trabalho. Eu disse-lhe que estudar não tem idade mas que nenhuma universidade lhe poderia ensinar uma profissão e muito menos doar-lhe a experiência que resulta da experimentação. Senti que ele estava arrependido por ter desistido dos estudos mas a sua simplicidade e humildade não lhe permite ter complexos de não ser doutor. O mais relevante é que o Vieira é uma pessoa realizada e a forma como o expressa é pelo seu rigor e entusiasmo. Ser realizado com uma profissão é muito importante. Um título académico não realiza, adorna e deve ser visto (e sentido) como uma parte muito pequenina de um todo/percurso e não como o todo em si.



7 de julho de 2012

Ajustes sem contas


Um sujeito que publica um roteiro de restaurantes, no Porto, puxou uma orelha ao presidente da câmara Rui Rio porque não gostou que o edíl processasse a sua publicação. Em causa está uma frase inserida artificialmente na capa do roteiro. Rui Rio enfiou uma carapuça que foi feita à sua medida. O que este sujeito fez foi agredir outrém porque sim, apesar de ser um ajuste sem contas feitas. Se toda a gente proceder da mesma forma a civilidade fica comprometida pela violência e pela gratuituidade do ressabiamento. Neste caso, aparentemente, Rui Rio parece ter razão. O Manuel Leitão, que lhe puxou uma orelha, provou com este gesto que é um energúmeno  e o provável autor da frase difamatória. É necessário que o governo não fique moderado com o espectro da "crise" e tenha mão pesada para com a escumalha que espera a todo o momento para se exibir com a desculpa mal cheirosa da "liberdade" e "o povo é quem mais ordena".


6 de julho de 2012

Convém lembrar


... e, convém lembrar que o mesmo Tribunal Constitucional que arrota um parecer sobre a igualdade dos cidadãos nunca ter posto cá fora um parecer sobre o facto de os cidadãos empresários não terem direito ao subsídio de desemprego quando a empresa de que são gerentes abre falência. Subsídios e "direitos de igualdade" só para os que não arriscam com o seu cabedal.

Um passo à frente da Constituição hipócrita


A ser verdade que o "Tribunal Constitucional" – esse velador do rolo higiénico a caminho do Socialismo – exige a apropriação dos subsídios de férias e Natal aos empregados das empresas privadas, em nome da "igualdade", então, esse passo à frente terá de corresponder à verdadeira igualdade entre os empregados públicos e privados no que às regalias e direitos assume, ou seja, o fim dos contractos a tempo indefinido e demais regalias de presença, doença e "progressão" na carreira. 
A lógica, infeliz, do corte nos subsídios era a de que um patrão/empresa falido/a não podia pagar aos seus empregados. A extensão destes cortes a funcionários de empresas sólidas ou estáveis a ponto de poder manter os mesmos é mais uma prova do que foram – e porque foram – as conquistas de Abril. Sim. Que ninguém tenha dúvidas, e prova-o esta hipócrita Constituição, que Abril foi um passo, interrompido, para a criação de um estado totalitarista povoado por um hermético aglomerado de empregados públicos de fato-macaco (e bico-calado).

5 de julho de 2012

Três em um - II


E bem diz o Miguel. O "doutor" é o título da República. Pelos vistos um título alheio ao mérito e ao altruísmo. Indo mais além, eu sempre me apresentei pelo nome. O nome, é o mais potente e importante símbolo, a mais abrangente definição do que somos. Ninguém, nas minhas relações profissionais (já lá vão 22 anos) me trata por doutor. Ao invés eu apresento-me com o nome de baptismo e o apelido. O que me custa é tratarem-me por "Senhor joão" – então eu não tenho pai e mãe? Podia ser pior. É uma questão de educação embora possa ser atenuada por um "desejo" de proximidade de quem o diz, não de presunção. Mas isso já é outra conversa.

4 de julho de 2012

Vontade de


Numa pequena conversa com uma empregada doméstica fiquei a saber que o "estado", por via da junta de Campanhã, tem ATL e campos de férias para os meninos. Perante o meu torcer do nariz, fiquei a saber que os ATL são um direito. E mais, ouvi, bem alto, que o "estado" "dá pouco a quem merece a dá muito a quem não merece nada". Retorqui, com algum humor, que a frase proferida ia contra os beneficiados. E só não ouvi mais, em resposta, porque quando ouço a palavra "estado" dá-me as voltas à barriga... quando é que o "estado" vai começar a dar de graça papel higiénico? ... devia ser um direito.

Três em um


O ministro testa-de-ferro "concluiu" a sua licenciatura – três anos, 36 disciplinas – num só ano. É bom augúrio. Se ele conseguir resolver os problemas que o nosso país atravessa num prazo mais reduzido de tempo venham mais destes ou venham mais secretarias destas. É de homens assim que o país precisa. A nossa situação é urgente. Quando acabar a legislatura o ministro já deve estar jubilado.

2 de julho de 2012

Cantemos


Um árbitro português apitou a final do campeonato da europa de futebol , digamos, representou Portugal na final. Não ouvi os jornais chorarem, os críticos, chorarem, os analistas chorarem, o povo "enternecido" nas praças e quiosques. Não vi os cachecóis com a cor do terrorismo carbonário (e, para quem não sabe ou nunca quis saber, a cor vermelha também era a cor do partido republicano do Porto e a verde era a cor do partido republicano de Lisboa), nem os trapos à janela. Todavia, o árbitro Pedro Proênça fez um feito. Assim como qualquer profissional de excelência, também ele, honrou o "nome do país". Constato isto só para referir que a publicidade e a imbecilidade, quando andam juntas, podem ter um efeito perigoso na cabeçinha dos distraídos. Foi-se o ruído artificial que cantem agora os que realmente amam a pátria.