6 de julho de 2012

Um passo à frente da Constituição hipócrita


A ser verdade que o "Tribunal Constitucional" – esse velador do rolo higiénico a caminho do Socialismo – exige a apropriação dos subsídios de férias e Natal aos empregados das empresas privadas, em nome da "igualdade", então, esse passo à frente terá de corresponder à verdadeira igualdade entre os empregados públicos e privados no que às regalias e direitos assume, ou seja, o fim dos contractos a tempo indefinido e demais regalias de presença, doença e "progressão" na carreira. 
A lógica, infeliz, do corte nos subsídios era a de que um patrão/empresa falido/a não podia pagar aos seus empregados. A extensão destes cortes a funcionários de empresas sólidas ou estáveis a ponto de poder manter os mesmos é mais uma prova do que foram – e porque foram – as conquistas de Abril. Sim. Que ninguém tenha dúvidas, e prova-o esta hipócrita Constituição, que Abril foi um passo, interrompido, para a criação de um estado totalitarista povoado por um hermético aglomerado de empregados públicos de fato-macaco (e bico-calado).

2 comentários:

Textículos disse...

Já que estamos numa de Leão da Estrela: "Ou comem todos ou há moralidade...", despedimentos na função pública já!

João Amorim disse...

O paradoxo é esse. Os "sócios" da empresa/estado falida têm de pagar para manter os empregos da empresa, falida, mesmo que seja à custa dos seus próprios despedimentos...Pode parecer egoísta e miope tal visão mas, de facto, é o que sucede.