23 de agosto de 2012

Integridade


A nossa empregada doméstica anda numa azáfama por causa da gravidez. Nesta fase anda a pensar num nome para a menina. Pediu às minhas duas filhas sugestões para o nome e na área onde mora não carece de pedir opiniões. O companheiro já sabe que "estilo" quer, um nome bem alegre e que marque a "diferença"! Vi a lista e não fiquei admirado. Apesar de ser cabo-verdiana o nome da progenitora é bem português assim como o do pai, mas agora, na terceira filha, ela quer dar o salto para um nome mais apelativo. Os nomes que mais gosta estão entre Tiara e Emma. Eu não tenho nada que me meter, só pretendo ajudar, pelo que me tenho mantido calado. De facto, se a lei permite um indivíduo tatuar-se, alterando partes do tecido, digo, alterando a integridade física não pode ser irredutível em querer manter a integridade dos nomes próprios da cultura lusitana, de si já alterada com a miscigenação fruto dos fenómenos demográficos. Bem sei que os nomes a atribuir às criançinhas passam por um conceito de moda, embora na minha família sempre foram atribuídos por conceitos de tradição e afecto. Não querendo estar a parecer démodé lanço para o espaço nomes que hoje não assustam ninguém – apesar de não terem o toque de uma Lyonce Viktórya – que foram usados por minhas ancestrais avós e que bem podem ser repescados: Joaquina, Maximiana, Felícia, Rego, Felicitas, Ludovina, Josefa, Caetana, Feliciana, Antonieta.

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