8 de agosto de 2012

Ter queda


Uma notícia na primeira página do jornal "Correio da manhã" alerta-nos para o problema da queda "acentuada" de cabelo do primeiro ministro Passos Coelho. Estou certo que a ser verdade deve ser algo que preocupe, provavelmente, o sr. Passos Coelho mas acho que o enfoque é de mau tom e não é caso para "notícia" – não falta, na primeira página falarão sobre a queda acentuada das bochechas do sr. Soares ou da flacidez dos glúteos máximos da sra. ministra tal e tal. Eu sustenho-me perante outras quedas. No que a figuras de estado respeita, alguns dos nossos "máximos" representantes tiveram notórias quedas. Realço a queda para o desenho a carvão e a pastel do Rei D. Carlos de Bragança, da sua notável queda para a decoração de interiores, sendo que pouca gente sabe que parte da renovação de interiores (espaço e mobiliário) feita no palácio de Belém, antes do seu casamento, teve a concepção ideacional do futuro Rei. Grande parte do mobiliário que o Presidente da República mostra aos seus convidados foi escolhido, organizado, encomendado, modificado e implantado (segundo estudos a carvão que podem ser apreciados no Museu da Presidência da República) por D. Carlos. Seria na designação actual um designer de interiores. A escolha dos artistas que iriam executar as pinturas decorativas (portas, sobreportas, tectos) no palácio foi escolha pessoal sua assim como os fornecedores que produziram as porcelanas integradas na decoração. Todas estas quedas não livraram o chefe de estado de um tiro traiçoeiro na nuca. Desse perigo o nosso primeiro ministro está livre. Muitos seus antecessores tiveram quedas, de rasca arte, que originaram víctimas e prejuízos para o bem comum e ainda estão com a nuca bem bronzeada.

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