4 de setembro de 2012

Come ter


Os "jotas" (PCP-PS-PSD-CDS) andam a fervilhar com o final das universidades de verão, dos congressos e das jornadas de campo (a festa do Avante é um misto de universidade de campo com sandes e álcool à mistura), tudo a saber a "sonho" e a "esperança no futuro". De pequenos trabalhos nas associações de estudantes a amanuenses, todos os cargos contam para o curriculum e para encher página. Os "jotas" não são burros, são empurrados pelas famílias e pela força interior que os  faz pensar ser os Jedi pátrios. No actual elenco governativo andam pelo menos uns quarenta com menos de 30 anos, são adjuntos que almejam chegar a secretários, depois ministros, sempre juntos, juntos das ligações. Um profissional destas lides-jotas diz que passar pelas "jotas" evita cometer erros. Ora, eu constacto que é precisamente o erro que faz crescer, faz evoluir, molda o carácter, especialmente, saber reconhecer o erro, perante todos, saber delinear diagnosticando os erros. O "erro" de que fala este líder-jota é o desagradar ao eleitorado! No fundo, estas universidades de verão são o princípio da aparência com que se veste todo o hemiciclo; os partidos políticos confirmam – com as suas gerações mais novas – que a barriga e o bolso ocupam o espaço primordial da acção governativa, digamos, escarafunchar para o come e ter. Quanto ao discurso ideológico, com coragem e identidade, a espremedora do politicamente correcto não deixa os meninos cometer erros.

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