11 de setembro de 2012

José Bénard Guedes

O dia começou bem acabou mal. Acabei de saber que faleceu José Bénard Guedes. Ainda há cerca de dois meses falei com ele para o seu atelier no Palácio dos Coruchéus. Gostava muito de conversar com ele. Portugal acaba de perder um génio artístico sem substitutos à altura da sua ciência. A bom tempo foi editada a obra "José Bénard Guedes - Obra Heráldica", editada pela Dislivro em 2005. Desde os tempos de bolseiro em Roma, o mestre investigou e estudou meticulosamente a Armaria portuguesa e europeia; entre uma obra vastíssima, fica o Inventário Artístico do Patriarcado de Lisboa, os trabalhos para o Gabinete de Heráldica Naval, os desenhos e artigos para a revista "Armas e Troféus", os desenhos heráldicos para numerosos eventos, centenas de armas para particulares e instituições públicas,  Misericórdias, as armas heráldicas para as principais Casas Reais da Europa, desenhos gráficos em numismática, medalhística, trabalhos em pedra, para além de inúmeros brasões autárquicos em Portugal. Membro do ex-Conselho de Nobreza, da Comissão de Heráldica da Associação de Arqueólogos Portugueses, do Instituto Português de Heráldica, a sua simpatia e cultura cativou e ensinou gerações no que à ciência heráldica constitui de técnica plástica, de ciência, arte e paixão.

Neste tempo de petições, marcações, manifestações, o seu nome será obrigatório no panorama toponímico de Lisboa. Espero que haja humildade e generosidade para que a sua obra seja reconhecida pela edilidade lisboeta.

Deus o guarde, caro José Bénard Guedes.

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