8 de setembro de 2012

O funeral da República


A "artista" Miguel Januário talvez nem saiba como e porque forma foi instituída a GNR em 1910. Se soubesse saberia, saberá, que a GNR é um símbolo do poder armado do terrorismo republicano e a actuação desta "força", nos primeiros anos, foi de tal forma original que pela primeira vez assistiu-se a uma polícia cujo fito não era velar pela segurança dos cidadãos mas sim salvaguardar o regime pondo fim a todas as manifestações ou protestos, tais como a "performance" que o "artista" fez na "capital europeia da cultura". Manuel Januário quis encenar o "funeral de Portugal" e para isso chamou a GNR, só não contou que esta, sentindo-se tão bem na pele, actuasse de forma tão teatral, com salvas de tiro para o ar, fora o ar de gala. E fez bem. Que esta performance seja a autointuição do funeral da República. Portugal, esse, mesmo que amado por poucos, sobreviverá à escumalha que a tem vindo a enterrar.

Sem comentários: