31 de outubro de 2012

O ressabiamento é o ponteiro da balança


Porque é que o povo acha que quem possui muito dinheiro deve transferi-lo para outrém? São as "sagradas escrituras" como exemplo, neste país de laicos ateus? Pretender que quem possui deve doar implica reconhecer o mérito de quem doa. Ao invés, os artigos noticiosos sobre este tema referem com tom crítico quem foi ambicioso e com coragem para investir, quem é "rico". Só quem é "rico" é que deve ajudar e dar dinheiro? Costumo ajudar várias instituições e não somente com dinheiro mas com bens, artefactos que já não necessito, com o meu tempo. Ser generoso está ao alcance de qualquer um. O altruísmo é um valor que se possui, não se adquire com a abastança da conta bancária. A partir de que quantia eu devo ter como "obrigação" ser generoso? A partir de que "fortuna" eu sou obrigado pelo senso comum a distribuir o meu pecúlio? Estou em crer que o ressabiamento é o ponteiro da balança.


30 de outubro de 2012

A Lei


Ontem, na homilia da missa de 7º dia pelo Professor Victor Wladimiro, o padre franciscano fez uma leitura de S. Lucas para falar sobre a Liberdade. Citou uma escritura que descrevia a cura de uma mulher enferma por Jesus numa sinagoga. O milagre suscitou a revolta dos presentes pelo facto de ter sido a um "Sábado", dia sagrado para os judeus. Jesus gritou "hipócritas" e criticou os presentes dizendo "as pessoas são mais importantes que a lei". O evangelho não se foca, em demasia, no milagre mas na tolerância e pertinência das leis dos homens, das leis que sonegam a liberdade de agir, por bem. Sim. A Lei deve servir as pessoas, quando não o faz é uma má lei, desadequado da realidade. Não quero pretender que as leis não sejam para cumprir, as boas leis as que são adequadas para todos e fazem parte da praxis, resultado da nossa comunhão social. A homilia foi oportuna e fez-me meditar no pouco que eu conheci da vida de Victor Wladimiro. De nada me interessam as gentes que se dizem "lutar" pelo fabrico da Liberdade, pelo menos da liberdade ideológica, do quero, posso e mando, do somos todos iguais. Dessa "lei" que nunca será possível colocar na forma de letra. Admiro os que são e partilham a Liberdade, como o professor, pelo espírito, pela vontade, pelo afecto próprio dos homens livres e justos. Dessa Liberdade que nos faz sentir vontade de voar, de sonhar, para junto daqueles que a são.


* uma palavra de apreço pela presença na igreja de Rosarinho Vaz Pinto Mendes e do Carlos Velasco, entre outras pessoas que, concerteza, se associaram à eucaristia de 7º dia, o que me fez sentir mais confortado na evocação.


28 de outubro de 2012

Sou um desnaturado desnacionalizado


Sei que é um defeito meu, algo imperfeito, concerteza, mas quando confrontado com a morte dos que gosto, busco descobrir o que não descobri em vida dos que partiram. Não que eu não necessite de fruir a essência dos meus escolhidos, dia a dia, mas porque acho que os que amo nunca poderão partir! E nunca aprendo, como se um lapso de memória varresse a consciência. Nos últimos dias tenho lido a vintena de cartas/mails que o Professor Victor Wladimiro generosamente me escreveu e sinto-me assaltado pelos remorsos – pelo destino não me ter feito cruzar coma sua ínclita família mais cedo, por não ter sabido aproveitar melhor a sua cultura e a confiança com que me abriu as suas portas, por não ter conseguido concretizar uma promessa que lhe fiz. 
Sem querer desvendar a sua intimidade ou expôr desabafos que devem ficar na áurea da amizade, não me retraio em citar algumas palavras que o Professor Wladimiro me dirigia. São palavras que me fazem sentir feliz pela recordação:


"Caro João
Desculpe estar a escrever-lhe a uma hora tão imprópria. Faço-o porque tenho a certeza que o João Borges é pessoa de auto-misericórdia e bom senso e não anda por estas horas a "vadiar" pelo computador. Sabe, é mais uma das minhas insónias. (...) Voltando ao Douro. Sou capaz de apanhar a boleia do Nuno e de ir ver, pela última vez, o Douro, uma das duas paisagens portuguesas que mais me impressionam; a outra, talvez já lho tenha dito, é a planura seca e triste do Alentejo… que me faz lembrar as terras secas e ardidas do Sul de Moçambique. Se assim acontecer, sempre arranjarei motivo para lhe dar um abraço, se é que arranja tempo para me oferecer uma míngua de água. Aproveitarei a sua festa para passear pelas cercanias pois, como pode calcular, assustam-me as multidões e já não tenho idade para me fazer convidado, nem para as tais multidões. Queria, a terminar, esclarecer. Não se trata de um qualquer amor filial, o que me leva à Barca d´Alva, pode crer. Não tenho lá ninguém da minha família paterna e se lá houvesse, por certo que nunca lá voltaria. Sou, em verdade, um desnaturado desnacionalizado."

Também eu.





26 de outubro de 2012

Missa de 7º dia - Porto - Victor Wladimiro Ferreira


Vai ser realizada uma missa de 7º dia em memória do Professor Victor Wladimiro Ferreira, no dia 29 de Outubro, pelas 19h00 na Igreja de Cristo Rei, à Foz, no Porto.

Agradece-se a replicação desta informação.




23 de outubro de 2012

Luto - VICTOR WLADIMIRO FERREIRA (1934-2012)



Este blogge, pelo seu autor, ficará de luto nos próximos três pela memória e figura de Victor Wladimiro Ferreira, um amigo tardio, uma das pessoas mais inteligentes, cultas e sinceras que conheci. 

Ao invés da procura de leitura neste espaço, agradecemos a visita, atenção e divulgação de uma brevíssima biografia da ínclita personalidade no blogge Combustões, cuja edição é da responsabilidade de um dos filhos do Professor Victor Wladimiro, Miguel Castelo Branco.







Justiça exacta


A nota maior desta notícia é a dubialidade que se constacta entre a exactidão da ciência e a exactidão da justiça. Pode a justiça ser exacta, tal qual ciência? Não. Não poderá porque, do mesmo modo que  a ciência não é exactamente absoluta, estanque, a justiça não se rege pela científicidade mas pelo reboque de valores face à lei – que hoje é uma coisa amanhã é outra. O que exalta a apreciação deste julgamento é um plenário não exacto julgar intervenientes que se criticam por não terem sido exactos na apreciação de uma previsão. Se este caso fosse julgado em Portugal e se rebatessemos o objecto para a política teríamos de esperar uma década para formar magistrados capazes de julgar a totalidade de indivíduos que erraram previsões e promoveram acções que resultaram em danos. Ou não. Já me esquecia que na república portuguesa a justiça não é exacta, não "é".

19 de outubro de 2012

Jorge, o violado


Não passa um mês que o "pai da constituição" não venha à imprensa alertar que a constituição está a ser..., digo, que o estão a violar. Este constitucionalista acha que a "constituição da república" é inalterável, infinita, que não se deve adaptar à realidade. Não, antes pelo contrário, ele acha que deve ser a realidade a adaptar-se à sua constituição. É indiferente o capítulo a abordar, qualquer que seja o tema, principalmente se lançado pela "direita", o constitucionalista, queixa-se, que lhe foram à constituição. As farmácias têm um producto que o pode ajudar!


Urbanidade


Eu consigo reconhecer qualidades em todas as pessoas, que as têm. Mesmo os mais insuspeitos são portadores de virtudes e características próprias, muitas vezes únicas. A qualidade intelectual é uma coisa a moral é outra. O maior defeito da apreciação superficial que se faz das pessoas é confundir argumentos com valores. Vem isto a propósito do egocentrismo de Urbano Tavares Rodrigues, cuja técnica de colocar palavras vale bem mais do que as ideias políticas. Ele acha-se tudo e mais que muito bom. A auto-psicanálise fica com ele, tem todo o direito. O que acho despudorado é a conjugação dos predicados literários, que julga ter, com a vivência Comunista. Para este escritor dizer-se comunista é bom. É limpo. Concerteza deve ter saudades dos tempos em que a camarilha controlava as edições dos jornais, as editoras, os "prémios", as comissões das Fundações. Só aceito o encadeamento deste auto-proclamado vencedor do Prémio Camões num país muito sujo. Porco. Conspurcado pela mentalidade de esquerda e cujos complexos atrasam a libertação das novas gerações. 
Para este escritor a religião é uma farsa. E o Comunismo o que é?

18 de outubro de 2012

A mediatização dos Pedros


O Pedro que se vai embora deu uma entrevista à Lusa e diz que "está a ser expulso". O Pedro é novo. Se já sofreu muito na vida tenho pena, mas pela idade parece-me que acabou o curso e fez as malas. Pedro é outro dos jovens indignados a estar na berra, é mais um jovem que se acha mais lesado que os outros porque "tem um curso". As suas quinze horas de fama devem-lhe encher o curriculum que antevejo saltitante. Ao invés da poetisa Maria, o Pedro não mostrou as mamas, mostrou uma carta/missíva ao presidente da república. É mais educado. Todo este enfoque em volta dos imigrantes só me sugere que andam todos distraídos. Desde o século XV que somos um país de imigrantes. Há os que vão e ficam, há os que voltam. O Pedro devia escrever uma carta às pessoas que ama e reservá-la para si. Escrever uma carta ao Presidente a desfiar o choradinho da situação, no mesmo tom que os camaradas, é a prova de que a mudança não se fará com estes Pedros  educados a exigir sem construir, a exigir sem sacrifícios, a exigir regalias, estatutos, subsídios e bons empregos. O Pedro seria um revolucionário se escrevesse aos "trabalhadores" a exigir empregos, a exigir que se transformassem em empresários e lhe dessem um emprego. Seria um revolucionário se escrevesse ao Partido Socialista e lhes exigisse um emprego em virtude do dinheiro dos impostos que devia ser redistribuido estar a ser canalisado para pagar a monstruosa dívida do socialismo de dinheiro emprestado. O Pedro seria um visionário se exigisse do presidente a sua capitulação e a instauração de uma monarquia livre e moderna, isenta. Pode ser que o Pedro consiga ver isto, de longe, com uns bons binóculos, instalado na maior democracia que existe.



17 de outubro de 2012

Maria, a poeta, as mamas da República e a ousadia


Uma das manifestantes (ver foto em baixo) que mostrou as mamas (eu, se fosse à outra desnudada punha um processo à comunicação social por depreciação)  contactou o Correio da Manhã e enviou estas palavras: "aquilo que conta dizer é a ousadia do amor de quem o diz. Que ele é que é o verdadeiro operante da mudança que já está em curso no meio de nós". "Estamos aqui, não temos medo quando amamos. Peço por todas as nossas relações!", "Maria. Manifestante. Poeta. 30 anos." Também ficamos a saber que a Maria tem apelido e chama-se Archer e é, para o dito jornal, o novo "busto da República"! O diário constacta que ela pertence à "alta burguesia Lisboeta". – Peço, desde já, daqui, que o jornalista explicite o que quer dizer "alta burguesia Lisboeta" porque eu gosto de ser concreto com as palavras e neste momento de igualitarismo republicano não posso ficar a pensar que afinal as classes sociais existem! – Maria intitula-se "poeta". Poetisa? Não interessa, também sabemos que é artista plástica, actriz e argumentista. Os amigos disseram ao jornalista que ela nem costuma ir a manifestações e que tudo aconteceu por acaso "A ideia não foi dela, começaram a despir-se e a Maria aderiu espontâneamente.". Bem me queria parecer... mas, eis que outro jornal, o JN, adianta: "A artista plástica, natural de Lisboa, "estava a meditar", exercício que "pratica para matar o que é supérfluo", em frente às grades, antes de se despir"...
Ocorre-me uma pergunta: o que é que mostrar as mamas na rua, no meio de uma manifestação política, tem a ver com o amor? O que é a ousadia do amor de quem o diz? Será que é aquilo que a Maria nos quis dizer quando mostrou as mamas?
Ficamos à espera das novas ousadias de Maria nas próximas manifestações.

16 de outubro de 2012

Haja alegria


Segundo as notícias, ontem à noite foi um fartote junto à Assembleia da República; canções, slogans, garrafas atiradas contra a polícia, casas pintadas com grafitis, contentores do lixo virados e queimados, gorros, muita "espontâneidade", correria rua acima rua abaixo, polícias feridos e, já tardava, as inevitáveis mamas ao léu, tão típico de quem protesta com arte e sabedoria. Os defensores da agitação de rua devem estar a ficar excitados com tal actuação e prova de maturidade das massas. Haja alegria.

Adenda: espero bem que os automóveis danificados sejam propriedade dos meninos que andaram lá a manifestar-se cordialmente!

Apresentar alternativas e justificar com números


Eu procuro, procuro e não consigo descobrir, para além da crítica avulsa, ressabiada e insultuosa contra o terrível orçamento de 2013, um só "analista", "paineleiro" ou comentador, com maior ou menor anonimato, que exiba uma lista de alternativas para a resolução do nosso défice e da nossa gigantesca dívida mas que seja apresentada e justificada com números e estatística plausível, que não seja apenas diagnosticar. A maioria dos cortes que a "opinião pública" inflamada propõe, cortes nos ordenados dos políticos, carros, cartões, não baixaria o défice nem seria expressivo. O país está a afundar-se em críticas, a maioria reveladoras de um autismo preocupante, mas onde estava este povo, onde estavam estes sindicalistas, quando o socialismo com dinheiro emprestado endividava e enterrava o país? À vista de todos...!

15 de outubro de 2012

Do céu para a terra


Numa altura em que andam todos alucinados com os défices e a austeridade, alguns pós de alegria são depositados, nesta terra cada vez mais infértil, por actos, isolados, que desafiam o nosso comodismo e facilitismo. A proeza deste páraquedista (sem esquecer os pesquisadores e produtores, de tecnologia, que se envolveram) fê-lo entrar para a minha galeria de heróis, que desfio nos dias mais conturbados ou de insatisfação. O Homem sempre desejou voar, como um acto de liberdade. Felix Baumgartner voou no sentido mais poético, mais filosófico, dessa nossa aspiração-viagem, porque não o fez da terra para o céu mas do céu para a terra. Sempre que em criança olhava o espaço estrelar sempre me vi a viajar num regresso, numa viagem de encontro a mim, onde estou, pelo espaço da memória, desse longínquo passado de que nunca nos libertaremos. Ver Baumgartner a planar de braços abertos voando ao nosso encontro foi um dos mais maravilhosos abraços que recebi e uma das maiores demonstrações de rusticidade. No nosso "espaço" também, nós, todos, somos capazes de conseguir ultrapassar desafios.

Foto: Público


14 de outubro de 2012

A estrelinha


Mais um sábado de manifestações "por todo o país". Aqui no Porto, dizem, estavam uns bons milhares na praça D. João I com muitas panelas e muito ruído. Gritavam a exigir empregos, o fim da crise, o não pagamento da dívida e mais dinheiro para a cultura. Ora cultura é muita coisa, diria, é quase tudo. Outra questão, que emana das reinvidicações, é perceber se a cultura é apenas feita pelos cultos (os "artístas") e se a cultura pertence aos homens ou aos estados, digo, deve ser paga pelos estados. Noutra altura emitirei a minha opinião sobre isto. 
Pelas imagens e fotos reparo que uma cultura-moda está a instalar-se: é a boina com uma, só, estrelinha, assim, a modos de Che Guevara. Os meninos à volta da fogueira que há uma década atrás eram contra o serviço militar obrigatório (cujo fim é a causa de muito quanto se passa na delinquência juvenil) e eram a favor da "objecção de consciência", por recusarem a experiência militar, usam agora boinas militares... ... a estes só lhes falta o charuto cubano! .".. firme... podem descansar...."

13 de outubro de 2012

A paz esteja connosco


Depois de Obama ter ganho o prémio Nobel da Paz eu pensei que este só faltava ser dado ao presidente da União Europeia. E por pouco falhei! Perante as lágrimas que correm nas entrevistas de alguns dos construtores da "união", sinto que faz falta o Nobel do Amor – a UE seria candidata! A União Europeia é uma ideia messianica da família socialista dos idos 50's e foi o arrasto das ideologias "sociais" e subsidiárias das últimas décadas mas... a "Europa comunitária" está mais unida? Está mais altruísta? Os seus cidadãos estão absorvidos pelo ideal comunitário? Não. Quanto à paz, essa está dissimulada nas tranches de dinheiro que chegam e não chegam, camuflada no conselho da Europa que arbrita na defesa dos interesses dos maiores contribuidores. Mais coerente era o Nobel ter sido atribuído à NATO. Não tarda esta terá de ser chamada a pôr algum dos países na ordem tal é a paz que se desenha na "comunidade". 



12 de outubro de 2012

O calhambeque, pi, pi


Os deputados do PS que criticam hoje, na assembleia, a "bomba atómica fiscal", são os mesmos que encetaram a compra de 4 novos carros – um leasing que custará 210.000 euros a bem da democracia – e que vociferam como alternativa aos impostos o "corte na despesa"...!


Ruína


Não há dia que passe que não surja um novo imposto, que não surja a notícia de aumentos perante os que já existem. A partir do próximo ano, lá para Março, Abril, vamos começar a olhar para as dezenas de auto-estradas de outra maneira, vamos começar a pensar no que é feito dos triliões de euros que, supostamente, nos foram cedidos, a fundo perdido, para ajudar ao "desenvolvimento", vamos começar a abrir os olhos e discernir a verdadeira paisagem que pisamos. Uma ruína. Uma imensa ruína que se iniciou há três décadas e cujo telhado caiu nos últimos meses. Resta-nos olhar para o céu e pedir, tão somente, para nunca deixar de ver. A reacção tumultuosa que se prevê, face ao desumano aumento fiscal, é o abrir de olhos doloroso de um país que nunca se incomodou em viver num edifício construído com mentiras e com um socialismo feito de empréstimos.


11 de outubro de 2012

Ai, Ai


O chinês Ai, o artista dissidente, da moda, disse que acha intolerável dar o Nobel a um "alinhado" com o regime. Por cá é o contrário. Os alinhados com o regime são os premiados, ouvidos e lambidos. A china vive um comunismo histórico, fixe para muitos milhões de camaradas espalhados pelo mundo. Um regime da "esquerda", sem dúvida. O Ai, se conseguisse sair da china alinhava com quê? Não lhe perguntaria se com uma monarquia, é demais para um "artista dissidente", mas estou certo que quando se passear em França, EUA ou Inglaterra o artista é um Ai se te avias a alinhar com a rive gauche. Ai, ai.


10 de outubro de 2012

De um anónimo, como eu

Comentário de um leitor no decurso desta notícia:

"DIGO EU, 10.10.2012/14:10

Certamente a minha opiniao sera duvidosa, mas numa Monarquia como a que se vive no Reino Unido, S.A.R. recebeu intrucao para tal cargo ao contrario das Republicas onde um simples Licenciado em Direito, Medicina ou Engenheiro, Contabilista ou Economista pode ser Presidente...da Republica e mesmo nunca tendo feito servico militar ser Chefe Supremo das Forcas Armadas. Especificamente em relacao a Duquesa de Cambridge, tambem existem diferencas entre a Monarquia e a Republica: estes representantes do poder nao andam fugidos do povo, nao saem por portas das traseiras, nao sao assobiados no desempenho das suas funcoes e nao chegam 1 1/2h mais cedo as inauguracoes para fugiram aos apupos. Ah e verdade: E nunca ergueram a bandeira ao contrario!!!"

(Os erros ortográficos não são meus, mas mesmo com erros o comentador acerta mais do que as crónicas impestadas do seguidismo militante.

Os mesmos


Os mesmos funcionários públicos e sindicatos que não concordam com o corte de três dias de "subsídio" nos primeiros 3 dias de falta/baixa por doença, tal como acontece no privado, são os mesmos que exigem a igualdade e pedem o corte dos subsídios de férias e Natal nos privados.



9 de outubro de 2012

Um momento de descontracção


O sub-link "Vidas" do jornal "Correio da Manhã" é um calmante se soubermos ler para lá das palavras. Eis um texto para uma boa descontracção e cujos pontos chave são:

– É notório o crescente leque de novos apelidos reconhecidos e aceites pelos Registos Civís.
– "Conhecimento"!
 – Há "princesas" na República!; elas crescem aí.
– Ser aplicado nos "estudos"!


"Jessica tem dado que falar na ‘Casa dos Segredos’, da TVI, pelas cenas quentes que protagoniza com Cláudio, mas não só. Mais uma vez, a Voz colocou os conhecimentos da jovem de Almada à prova, e a nota voltou a ser negativa.
À pergunta "Bruxelas fica em que país?", Jessica respondeu: "Não faço a mínima ideia." E nem no continente acertou. "Não sei se fica na Europa ou em África. Prefiro não dizer coisas parvas", justificou.
Momentos depois, o tema mudou para ortografia e a ‘princesa rebelde’, como é conhecida, voltou a perder pontos. Escreveu ‘enchoval’, em vez de ‘enxoval’.
Recorde-se que dias antes, a concorrente tinha perdido dinheiro por não saber o significado da sigla IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado).
Com 19 anos, Jessica está a terminar o Secundário e, ao que parece, quando deixar o programa, terá que ser mais aplicada nos estudos". 

Força Jessica, esta República espera por ti



Gaspar?


Ao ler esta notícia editei a memória visual e vi a cara do ministro das finanças Vitor Gaspar! Perdoe-me, senhor ministro, compreendo, até certo ponto, a sua obra, mas a culpa é do ênfase na prisão do maior "carteirista" de Lisboa...


Os profissionais da arruaça


Pela primeira vez vi e ouvi na televisão, em directo, uma sujeita, rude, dizer alto e bom som: " O filho da pu.... do Passos anda destruir os rendimentos.....". Esta mal educada fazia parte da manifestação embandeirada pela CGTP, em frente à Fundação Dr. António Cupertino de Miranda. Não sei se as televisões já captaram em directo algo parecido, mas, quando se chega a este nível de comportamento e sendo um comportamento apoiado e sussurrado por outros profissionais da arruaça, que ladeavam a estupor, estamos no ponto de partida para todos os meios sejam justificados pela ralé. Importa criticar e apontar estes incidentes com o risco de a incivilidade instalar-se e percorrer as ruas e subtrair a segurança individual de cada um. Sem ministro ou com ministro.


8 de outubro de 2012

Ai, que saudades

O PCP anda inchado e em ebulição. Os tempos de rua estão a voltar, a palavra "alternativa" salta de boca em boca. Saudosos tempos, esses, em que os camaradas queriam tomar conta disto, e de nós.
Com carinho, envio aos camaradas um lembrete desses tempos e dos ambientes que teimam em nos fazer voltar. Não perder os diálogos.

O balde

A governação está nos limites e a imprensa nacional inicia o seu predilecto ofício: escarafunchar, insinuar, cruzar "informações", linchar. Foi assim no passado e é um fartote nos presentes anos. O que mais excita os "jornalistas" é insinuar, insinuar antes de provar. A República tem uma longa história neste tipo de jornalismo. A fase 2 será a perseguição por vias paralelas à actividade jornalística. Os jornais vendem mais quando vendem sangue e ódio. Os portugueses precisam de expiar a sua frustração, precisam de reagir (sem reacção), porque não há tempo para pensar. Nem tempo nem miolos.
Não é novidade para ninguém que os políticos profissionais, os que fazem carreira desde novos, conhecem-se todos, protegem-se muitos. Os mais novos aprenderam com os mais velhos e o país é um balde exemplar de como a partidocracia assaltou o país e inundou de esterco os sentimentos pátrios. Basta o facto de uma maioria fazer parte da maçonaria para não haver lugar a pasmo ou arroto que justifique o sobressalto dos "jornalistas". Se os jornaleiros se derem ao trabalho de cruzar todos os negócios, conversas, factos, eventos e outrém, não haveria um só político, da assembleia às autarquias, que não esteja em posição de ser invejado e injuriado pelo exigente público do circo da República. E de injuria em injuria todos os cidadãos acabariam nesse balde.

5 de outubro de 2012

Afinal, houve festa


O trapo içado ao contrário, cantatas, a srª Luísa a expressar o desalento da situação, um pátio privado, seguranças, um "público" pouco entusiasmado, afinal houve festa da República. Não era isto que os mentores das comemorações do centenário queriam? A República vai defunta, podre de mau cheiro e o corpo ainda não se apercebeu. A coisa tem-se mantido pelos radicais e os complexos de esquerda mas não tarda as consciências vão despertar. Quanto à bandeira direita, ei-la.

4 de outubro de 2012

Infalível


A ciência económica é falível por vários factores. No limite, todos os cálculos dependem do desejo do agente comprador, ou seja, por exemplo, um negócio, que gera um producto gerado pelo transformador/artífice, só se concretiza por vontades e disponibilidades. Gerir uma empresa é difícil, muito mais difícil na situação actual em que os desejos prevalecem mas a disponibilidade financeira é muito rara. Gerir um país é difícil. Gerir um país endividado ainda mais difícil é. E porquê? Porque nenhum ministro, neste momento, está preocupado em gerir o país mas sim em lançar ordenados e pensões, em desviar as sobras para os encargos com a máquina política. O país, esse, espera como até aqui tem esperado nos últimos 38 anos. O país, nos entretantos, mudou de denominação e agora é apelidado de "estado". Este moribundo terreno está impestado de gente que nunca cavou uma ideia, nunca regou uma redação, mas que acha que sabe fazer contas, isto, fazendo contas ao despesismo alucinante que o "estado" processou no orgásmico socialismo social. A contas com um défice impagável – 500 biliões de euros, fora juros –, os contabilistas vão aumentando impostos para terem caixa para transferir ordenados para a "máquina" e, assim, evitar um "novo" 25. A ciência económica é falível. Em Portugal deixou de ser ciência e passou a ser infalível tal é a previsão de derrapagem em derrapagem. Na óptica dos sociólogos e politólogos de serviço, dos defensores de piquete ao "estado social", as soluções são outras: não pagar o que devemos, aumentar salários e pensões, nacionalizar tudo, cuecas, marmitas, triciclos, o "grande capital", perseguir e humilhar os "ricos". Espero que a ciência política seja falível, também. No limite, todo um pais depende do desejo de reconhecer o passado e corrigir os erros ou só "olhar o futuro" e repetir a proeza, quase cientifica, da irresponsabilidade vigente.

2 de outubro de 2012

A Insustentável Leveza do Ser


Começou suavemente com o Liberalismo, depois acentou-se com o pós-Ultimatum, aferroou-se com o covarde Regicídio, assumiu-se com o golpe de estado terrorista de 5 de Outubro, demonstrou-se com a anarquia de rua e o terrorismo carbonário e miliciano, consumou-se com a ditadura Salazarista. A República é um regime bastardo que foi-se entranhando no âmago das rotinas e monotonia dos cidadãos, fracos para lutar contra a força opressora da I República e a anemia vigilante da II. A porca gorda, criada para dar de mamar aos seus predilectos defensores, está magra, na menopausa e nunca foi prato consensual nem aceite pela maioria. Resta o cheiro insustentável para todos, mesmo para os que estão nomeados como governantes da mesma. É o anátema, a insustentável leveza do ser. Do ser que não foi nem é.

A fasquia


Segundo esta notícia os exames do 12º ano vão passar a incidir sobre a matéria dos últimos 3 anos, ou seja, a matéria do 10º do 11º e do 12º ano. Entretanto, os alunos vão passar o ano lectivo a estudar a matéria do 12º ano. Depois terão um mês para estudar a matéria dada acrescida de dois anos lectivos anteriores. Parece-me que o mistério da "educação" está-se a treinar colocando a fasquia acima das "marcas nacionais"! Para o governo, não se trata apenas de escrutinar mas de apurar estatisticamente o "universo", da satisfação dos "progressos". Será um salto arriscado e muitos irão cair com as costas no chão o que me leva a perguntar: qual o objecto dos exames? Qual a lógica da sua calendarização? Porque não o prolongamento desta lógica no ensino superior, porque não a obrigatoriedade de exames transitórios com recurso obrigatório a fontes dos anos precedentes? Como estamos habituados à anarquia dos curriculums escolares poucos se indagam sobre as nuances na vida escolar. Eu dou uma ajuda. Porque não o exame de 12ºano deste ano incidir sobre a matéria dos últimos 8? Ou será que na forma de extensão de conhecimento esta já incide? 


Falar por símbolos


Foto da manifestação de 29 de Setembro no Terreiro do Paço
In "Estado Sentido"

Este país não é para novos


Ontem à noite, quinze minutos a ouvir Medina Carreira e VillaVerde Cabral sobre o que penso há vários anos: Portugal não tem gente para garantir a constituição socialista a caminho da sanita que nos impingiram. A demografia é um problema grave e ninguém dá por ela, talvez, porque andam entretidos com o resquício das lutas de classes. Importa debater o papel das famílias, do apoio à natalidade, do apoio às mãe, da fiscalidade sobre as famílias numerosas (digo, com mais de 2 filhos!), da desertificação das cidades do interior, do que pretendemos como essencial para o "estado social" porque sustentar o que temos – saúde, educação, reformas – não vai dar para mais do que uns dez anos! Também, porque faz sentido, convém não esquecer que foi esta geração dos recém-reformados que votaram e sustentaram este estado falido de coisas. Os mais novos pagam sempre pelas asneiras dos mais velhos. Os mais velhos não se querem reformar aos 65 anos porque anseiam a jogatana de cartas nos bancos de jardim e as minis nas esplanadas, os mais velhos descontaram 10 para usufruírem 20 porque lhes foi dito que a vida é progressiva e o socialismo era amigo dos amigos. Estamos a viver o resultado, quer queiram quer não, de uma propaganda política a favor do indivíduo e dos seus direitos egocêntricos em desdém dos deveres em comunidade –  aberta ou familiar – e dos seus deveres altruístas.