30 de outubro de 2012

A Lei


Ontem, na homilia da missa de 7º dia pelo Professor Victor Wladimiro, o padre franciscano fez uma leitura de S. Lucas para falar sobre a Liberdade. Citou uma escritura que descrevia a cura de uma mulher enferma por Jesus numa sinagoga. O milagre suscitou a revolta dos presentes pelo facto de ter sido a um "Sábado", dia sagrado para os judeus. Jesus gritou "hipócritas" e criticou os presentes dizendo "as pessoas são mais importantes que a lei". O evangelho não se foca, em demasia, no milagre mas na tolerância e pertinência das leis dos homens, das leis que sonegam a liberdade de agir, por bem. Sim. A Lei deve servir as pessoas, quando não o faz é uma má lei, desadequado da realidade. Não quero pretender que as leis não sejam para cumprir, as boas leis as que são adequadas para todos e fazem parte da praxis, resultado da nossa comunhão social. A homilia foi oportuna e fez-me meditar no pouco que eu conheci da vida de Victor Wladimiro. De nada me interessam as gentes que se dizem "lutar" pelo fabrico da Liberdade, pelo menos da liberdade ideológica, do quero, posso e mando, do somos todos iguais. Dessa "lei" que nunca será possível colocar na forma de letra. Admiro os que são e partilham a Liberdade, como o professor, pelo espírito, pela vontade, pelo afecto próprio dos homens livres e justos. Dessa Liberdade que nos faz sentir vontade de voar, de sonhar, para junto daqueles que a são.


* uma palavra de apreço pela presença na igreja de Rosarinho Vaz Pinto Mendes e do Carlos Velasco, entre outras pessoas que, concerteza, se associaram à eucaristia de 7º dia, o que me fez sentir mais confortado na evocação.


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