2 de outubro de 2012

Este país não é para novos


Ontem à noite, quinze minutos a ouvir Medina Carreira e VillaVerde Cabral sobre o que penso há vários anos: Portugal não tem gente para garantir a constituição socialista a caminho da sanita que nos impingiram. A demografia é um problema grave e ninguém dá por ela, talvez, porque andam entretidos com o resquício das lutas de classes. Importa debater o papel das famílias, do apoio à natalidade, do apoio às mãe, da fiscalidade sobre as famílias numerosas (digo, com mais de 2 filhos!), da desertificação das cidades do interior, do que pretendemos como essencial para o "estado social" porque sustentar o que temos – saúde, educação, reformas – não vai dar para mais do que uns dez anos! Também, porque faz sentido, convém não esquecer que foi esta geração dos recém-reformados que votaram e sustentaram este estado falido de coisas. Os mais novos pagam sempre pelas asneiras dos mais velhos. Os mais velhos não se querem reformar aos 65 anos porque anseiam a jogatana de cartas nos bancos de jardim e as minis nas esplanadas, os mais velhos descontaram 10 para usufruírem 20 porque lhes foi dito que a vida é progressiva e o socialismo era amigo dos amigos. Estamos a viver o resultado, quer queiram quer não, de uma propaganda política a favor do indivíduo e dos seus direitos egocêntricos em desdém dos deveres em comunidade –  aberta ou familiar – e dos seus deveres altruístas.


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