23 de outubro de 2012

Justiça exacta


A nota maior desta notícia é a dubialidade que se constacta entre a exactidão da ciência e a exactidão da justiça. Pode a justiça ser exacta, tal qual ciência? Não. Não poderá porque, do mesmo modo que  a ciência não é exactamente absoluta, estanque, a justiça não se rege pela científicidade mas pelo reboque de valores face à lei – que hoje é uma coisa amanhã é outra. O que exalta a apreciação deste julgamento é um plenário não exacto julgar intervenientes que se criticam por não terem sido exactos na apreciação de uma previsão. Se este caso fosse julgado em Portugal e se rebatessemos o objecto para a política teríamos de esperar uma década para formar magistrados capazes de julgar a totalidade de indivíduos que erraram previsões e promoveram acções que resultaram em danos. Ou não. Já me esquecia que na república portuguesa a justiça não é exacta, não "é".

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