19 de outubro de 2012

Urbanidade


Eu consigo reconhecer qualidades em todas as pessoas, que as têm. Mesmo os mais insuspeitos são portadores de virtudes e características próprias, muitas vezes únicas. A qualidade intelectual é uma coisa a moral é outra. O maior defeito da apreciação superficial que se faz das pessoas é confundir argumentos com valores. Vem isto a propósito do egocentrismo de Urbano Tavares Rodrigues, cuja técnica de colocar palavras vale bem mais do que as ideias políticas. Ele acha-se tudo e mais que muito bom. A auto-psicanálise fica com ele, tem todo o direito. O que acho despudorado é a conjugação dos predicados literários, que julga ter, com a vivência Comunista. Para este escritor dizer-se comunista é bom. É limpo. Concerteza deve ter saudades dos tempos em que a camarilha controlava as edições dos jornais, as editoras, os "prémios", as comissões das Fundações. Só aceito o encadeamento deste auto-proclamado vencedor do Prémio Camões num país muito sujo. Porco. Conspurcado pela mentalidade de esquerda e cujos complexos atrasam a libertação das novas gerações. 
Para este escritor a religião é uma farsa. E o Comunismo o que é?

4 comentários:

Anónimo disse...

"Concerteza" escreve-se separado. Já agora, quer ser você a receber o Prémio Camões?

João Amorim disse...

caro anónimo

Nunca tinha pensado nisso, no "prémio".

Anónimo disse...

Pense nisso. Num país sujo, porco e conspurcado, os erros ortográficos são o passaporte para prémios, literários ou outros.

João Amorim disse...

Concerteza, anónimo.