30 de novembro de 2012

A gaivota que voava voava, voava voava...


Olá camaradas, aqui do Porto um abraço para Almada directamente para o pavilhão onde se concentram os camaradas do Partido Comunista Português, filhos herdeiros herdados do Comunismo totalitarista, marxista, leninista, estalinista, assassino-coveiro de dezenas de milhões a bem do progresso e da liberdade. Daqui vos envio uma pergunta para o comité analisar – sabendo que o congresso não serve para mais nada pois desde o último já se sabe que o mega-camarada Jerónimo está eleito – que me assola desde os idos anos de setenta e quatro: a gaivota que voava voava,voava voava, voava voava, voava voava, ainda continua a voar, camaradas?*


* Ou será que se cansou de ser usada e abusada pela utopia e foice para a Praia dos Tomates no Allgarve?

O Costa Pai Natal vai deixar mais uma factura no sapatinho


O político António Costa, presidente da Câmara de Lisboa, disse que o orçamento de estado para 2013 tem de ser fiscalizado pelo Tribunal Constitucional. Este mesmo político vai gastar nas iluminações, acções e brincadeiras interactivas de "Natal", na capital, perto, ou mais, de 500 000 euros! Este é o exemplo do Socialismo fiscalizador. Não se trata de enriquecer uma festa católica – que apela à austeridade material – mas sim um devaneio pagão e materialista. É o Costa Pai Natal que vai deixar mais uma factura no sapatinho.

29 de novembro de 2012

Proibir o direito à greve


Recomendo ao governo da República-Verde-Tinto que avance com as políticas do elogiadíssimo Afonso Costa da I República e proíba o direito à greve. Proibir é um emblema do regime por isso não seria muito grave. Se os grevistas reclamarem é atirar-lhes com a historia. Os estivadores queixam-se por receberem pouco nas horas extraordinárias? Não façam horas extraordinárias! Mas as horas extraordinárias duplicam o salário? Então que se faça greve que o direito a trabalhar fora de horas e bem pago foi prometido enquanto houvesse vida na terra pelo Socialismo de Dinheiro Emprestado. Aliás, que toda a gente entre em greve imediata e exija o pagamento de horas extraordinárias, ao estado, ao patrão (esse eterno faxista, pois claro!), ao senhorio, ao carteiro,  que o trabalho não é para se fazer é para se ir fazendo.




Foto: sindicalistas presos na I República. Dá-lhes Coelho. Viva a República.


28 de novembro de 2012

Dentes


Ontem ouve manifestação em frente à Assembleia. A CGTP apareceu com as suas bandeirinhas e outros "anónimos" se associaram. O clima, para além da crise, é de festa. Que o diga esta mulher que encena para os fotógrafos e televisões uma performance que vai para além da minha compreensão. Tenho pena da cenoura. Quanto à manifestante parece não ter dentes para digerir a coisa. É melhor pedir um tacho.

Foto: JN


27 de novembro de 2012

O negócio dos submarinos é tão submersível como os submarinos


Porque razão está um negócio com dinheiros públicos em tribunal? Será que com mais denúncias não estariam em tribunal muitos dos negócios com dinheiros públicos? A resposta sempre esteve à tona d'água.


26 de novembro de 2012

Não esquecer - uma factura com 37 anos


Numa altura em que todos fazem contas, eu cuido dos meus cêntimos no fundilho da carteira mas, não esqueço contas que estão para pagar e que não podem prescrever. Com a conivência do Socialismo do sr. Soares, os gestores da coisa pública, como o Rosa Coutinho, deram largas à ventura e não se compadeceram com os custos humanos das suas revoluções. Que ninguém, por um só segundo, tenha dúvidas que a "descolonização possível" foi um negócio. Triste e abastardado país que nunca soube ser credor desses custos e sofrimentos ante os responsáveis pelo descalabro.
Aqui fica uma notável entrevista de um homem de esquerda, um dos responsáveis por uma factura que matou milhões e levou à morte antecipada centenas de milhares de portugueses.

24 de novembro de 2012

Margrette


Margarida Rebelo Pinto diz numa entrevista, quando questionada sobre a crise, que teve de "fazer um downsizing do (meu) lifestyle". Eu sei que a "internacionalização" das pessoas leva a um tipo de folclore mas concerteza a, dita, escritora teria palavras em português para exprimir o conceito. A globalização veio para ficar, veja-se a crise bem globalizada, e os tiques multiplicam-se e somam-se ao provincianismo latente. Não há projecto ou nova "industria criativa" que possua um nome português, ou francês, tão pouco, acrescenta-se logo um world - show - light - movie - on - com - dot disto e daquilo. É o "valor acrescentado" do novo conhecimento. Margrette não foge aos tempos, é uma nadadora na vaga do frívolismo indígena. Um milhão de livros vendidos? É power. É boss.

21 de novembro de 2012

Falar de Cristo é bom para esquecer a crise


Se calhar amorfas, porventura apagadas, muitas pessoas enchem-se de energia e vitalidade (do Vitinho) quando deparam com notícias sobre o cristianismo ou catolicismo. É a oportunidade do dia, do mês, do ano, se calhar, para soltar umas palavras, cruzadas, sobre o grande e eloquente espaço do "ser ateu". Não querendo interpretar os comentários desta notícia – os argumentos são variados e por vezes roçam a genialidade científica –, vejo com um sorriso a breve alegria que alguns exortam e berram como que a sair do estado depressivo em que se encontram. Falar de Cristo é bom para esquecer a crise? Pelos vistos é.



Metade


Dizem os censos de 20111 que metade da população não gera riqueza, não produz, não trabalha. Não é de 2011 vem de trás, muito de trás. Uma das coisas que não vejo os sociólogos justificarem é se a falta de empregos corresponde à falta de ambição para gerar o seu próprio emprego! O Portugal pós-25 de Abril foi um Portugal de facilidades e de esperanças no "crescimento" e "riqueza". O Socialismo apareceu num trenó e o pai Soares e os alces sucedâneos atiraram presentes com dinheiro emprestado, traulitando os amanhãs que cantam. A cultura do empreendorismo, do mérito, do esforço individual, do esforço colectivo, do risco por conta própria, foi substituído por uma conversa de garantias, direitos e subsídios: o ESTADO faz tudo, vela por tudo, protege tudo, dá fatos-macacos a todos. O dito ESTADO acabou... Num país sério, com "elites" honradas, os políticos da façanha despesista e da lenta destruição da nossa indústria deviam dar a cara e assumir o projecto falhado e colaborar na discussão do estado social presente, possível. Não é a Troika a responsável pelo nosso endividamento ou pelos aumentos os impostos. O nosso défice desmesurou com a gordura do estado e o FMI apenas veio ajudar a pôr a banda gástrica. Cabe a cada um pensar o que pode fazer por si e, se houver espaço a valores, o que pode fazer pelos outros. Pelo menos que parte da metade possa encontrar lucidez e forças para agir – ressurgir.



19 de novembro de 2012

A internet não será o que queremos


A propósito desta nota dada no Público on line, eu vejo com interesse a entrevista a Jef Jarvis e Clay Shirky, que conheço de vários artigos na Wired. Não teria ficado mal ao jornal ter convidado o Professor Manuel Portela (UC) que tem investigado as culturas digitais. 
Não sendo um empenhado no fenómeno da internet sou um apaixonado e estudioso em antropologia da comunicação estando mais focado no papel das linguagens visuais e gráficas, nos aspectos verbais e de análise da comunicação, especialmente a proxémia e kinésica; nos gestos ilustradores. Outra das coisas que muito me importa é a análise da linguística, a palavra, e no seu desenvolvimento em tipografia e design. Dito isto, não sou um histérico com a internet mas percebo-a bastante bem, trabalho com ela, bem ao ponto de ainda não ter trocado os meus hábitos de pesquisa e grande parte dos meus rituais e prazeres de leitura de livro na mão.  Já uma vez aqui referi, a internet induz-nos na literacia digital que se contrói por hyperlinks e por associação de ideias, afastando-se do raciocínio concreto e profundo. Sendo a reprodução digital processada por texturas gráficas a estética subrepôe-se ao conteúdo e a organização da informação é mentalmente conduzida pela forma de prazer icónico ante a concentração. Por outro lado, vejo com mais optimismo a relação da internet com os diferentes media do que a importância desta nas relações humanas. 
Não nos podemos iludir, a internet fascina os adultos como se fossem crianças, permite processos de "transporte" digital combinatórios e muito eficazes, tira muito tempo aos preguiçosos com ferramentas como a pobre "Wikipédia" mas, ao contrário do que sugere o Público (acerca da "partilha" (!) da vida), a nossa maneira de sentir, a nossa presença, enquanto corpo, não prescinde de canais afectivos de endosso e retorno de mensagem; e não é um mail, um SMS ou um link que poderão substituir o toque numa folha, o cheiro de um perfume numa roupa, um esboço a lápis num guardanapo, o som de uma voz, o ar de uma paisagem, o inconsciente sentir do tempo numa carta, num olhar, num aceno de adeus.


Agora somos todos "iguais", isso era no "antigamente"


Um bom excerto do que eu classifico de "cultura de chinelo".

"Deste modo foram desaparecendo do nosso vocabulário, afugentados pelo medo de incorrer na incorrecção política, os limites que mantinham a cultura separada da incultura, os seres cultos dos incultos. Hoje já ninguém é inculto ou, melhor dizendo, somos todos cultos. Basta abrir um jornal ou uma revista para encontrar, nos artigos de comentaristas e articulistas, inúmeras referências à miríade de manifestações dessa cultura universal da qual todos somos possuidores, como por exemplo «a cultura da pedofilia», «a cultura da marijuana», «a cultura punk», «a cultura da estética nazi» e coisas do estilo. Agora somos todos cultos de alguma maneira, ainda que não tenhamos lido nunca um livro, nem visitado uma exposição de pintura, ouvido um concerto nem adquirido algumas noções básicas dos conhecimentos humanísticos, científicos e tecnológicos do mundo em que vivemos."


18 de novembro de 2012

Vide Freitas Maya


O vidente saltitante Freitas Maya tirou as cartas e vê que "entre o quarto e o nono mês de 2013 é inevitável haver eleições". Ele é bom. Para a semana vai atirar as pedrinhas e conchas e num ritual maconhado vai proferir o vencedor dessas eleições. Ah, Freitas, não lhe faltarão clientes. Passa recibo?

16 de novembro de 2012

O rejúbilo dos covardes


Soa a hora dos covardes agarrados à satisfação dos "resultados". A flácida esquerda masturba-se com a agitação do povo, das massas; tanto prazer na destruição das vias públicas, tanto orgasmo pela insurreição de umas dúzias de encostados à desilusão de uns milhares. Não é difícil ver os covardes a espumar de felicidade e a apanhar os cacos dos outros para si. No dia das eleições muito deve doer-lhes a parte de baixo da espinha. 


15 de novembro de 2012

AI, que me doeu


A AI (Amnistia Internacional) enviou um mail, fax ou recado ao MAI (Ministério da Administração Interna) a criticar a "carga policial", "desproporcional", sobre os manifestantes que "protestavam pacificamente" em frente à Assembleia da República. Disse também que deseja averiguações e "reprovou", simplesmente, os comportamentos violentos por parte de "um pequeno grupo de manifestantes"! Como fonte, utilizou testemunhos (dos manifestantes!! apenas, presumo), o que se publicou nos meios de comunicação social e nas "redes sociais". Espero que tenha vindo auscultar este blogge. E, para o efeito, digo à AI, que o comunicado desta doeu tanto como se fosse uma bastonada da polícia. Reprimir os actos, e ensejos, de violência deve estar em primeiro lugar!! Para amnistias já basta a do traidor Soares aos crimes de sangue da escumalha das FP25. Ai, AI. 

Ainda não vi


O dia acordou, os arménios e os jerónimos dão entrevistas na rádio e TV disco, falando de "sucesso", mas ainda não vi ninguém "responsável" pelas manifestações junto à assembleia, sejam sindicatos ou "indignados", a distanciarem-se das cenas de violência e vandalismo que ocorrerem ontem!
Está tudo dito!

14 de novembro de 2012

Uma hora


Durante uma hora os oficiais da polícia pediram aos manifestantes para pararem com o arremesso de pedras. Uma hora. Após isso, o corpo de intervenção carregou, na minha opinião com pouca força. A escumalha dispersou e foi atear fogos uma centena de metros aquém. Há feridos, a grande parte vítima das pedras dos correlegionários. Os meus parabéns à polícia.


Greve particular


Os sindicatos, sindicalistas, extremistas, marambistas, situacionistas, alarmistas e outras tostas mistas, falam e afirmam que o país está em greve geral. Face ao teor da ideologia impregne e assumidamente política, nunca uma greve, como esta, foi tão de cariz particular. Ninguém, de bom senso, pode acreditar que o aumento dos ordenados e a recusa de impostos traga prosperidade quando o défice público atingiu o alarmante valor de, quase, 130% do fracote PIB. O fisco abusa e vai abusar ainda mais dos cidadãos porque quem empresta dinheiro para o estado funcionar assim o exige. Por muito que os sindicatos digam o contrário, nunca a sociedade esteve tão dualizada como agora, no que são os funcionários por conta própria, de outrém, e os funcionários públicos que são mantidos com o esforço de todos, por força da constituição. Esta não é uma greve geral, é uma greve de contestação dos que estão particularmente aptos para a fazer pois os congéneres "trabalhadores" do privado, por muito que estejam em desacordo com as políticas impostas, não encontram nas suas empresas razão válida para aderir contra a sua entidade. Os que não querem ou não podem fazer greve são os mais prejudicados nas, já velhas, andanças grevistas.

13 de novembro de 2012

Angela pela verdura, vai fermosa e mui segura


Calçada vai para a "fonte"
Angela pela verdura;
Vai rigorosa, e muito segura.

Leva na cabeça a austeridade,
Exige um orçamento de ferro,
Cinta de grossa autoridade,
Não liga a nenhum berro;
Traz a continha a pagar,
Ó Socialismo! Olh'á factura.
Vai fermosa e muito segura.

11 de novembro de 2012

A crise do Natal


Ainda só vamos em Novembro e a crise já leva a pensar nas prendinhas e no pedófilo-mor vestido de vermelho. Atento a esta fotografia, aquando de uma manifestação anti-troika, pergunto o que a austeridade tem a ver com o Natal? De facto, tem. O Natal é um período, por excelência, de austeridade material, de reserva para com os sentimentos de altruísmo, amor, de envolvimento com o renascimento espiritual que se deve proporcionar a cada um de nós. O povo anda triste por não dar prendinhas no Natal. É a "crise", não a económica mas um sintoma da crise do espírito natalício.

8 de novembro de 2012

Ciúme xéxé


O actual empregado-mor da república foi convidado a inaugurar um hotel que vai gerar empregos e trabalho. Os jornalistas situacionistas assediaram o empregado-mor. O califa veio criticar o empregado-mor por este ter "quebrado o silêncio", dito umas coisas, num hotel de luxo!! É o ciúme xéxé. O califa que queria ser califa no lugar do califa esqueceu-se que usufrui do luxo da sua fundação – luxo estendido à fundação da sua esposa – do seu motorista, gasóleo, despesas de representação, ordenado, carro topo de gama. É um peregrino de luxo na pobreza desta república portuguesa.

A natureza humana

Incompreensível?





É admirável


É admirável o mundo tecnológico que temos ao nosso dispôr. A investigação técnica cresceu ao ritmo desmesurado da ganância do lucro e o globo é um caldo tecnológico, real e virtual, pronto a ser comprado e vendido. Há quem muito compre, há quem muito venda. Do mesmo modo, há pessoas compradas e vendidas. O facto de uns contadores estarem atrasados ou adiantados não subtrai admiração à energia que corre dentro de uns fiozinhos. Devíamos estar gratos por termos contadores, isso é mais relevante do que um atraso de 3 minutos no sistema dos ditos. Se nós erramos porque não pode um pobre contador errar!? A electricidade não está cara o que exalta a factura são os impostos. Por dinheiro discutimos, pelo resto nada se discute. Noventa por cento dos casos em tribunal são processos relacionados com dinheiro. Admirável mundo novo em que o preço é tudo. Para quem compra, vende, corrompe; para quem rouba.

6 de novembro de 2012

Uma ideia prostituta


Este candidato a presidente de câmara (ainda falta um ano para as eleições) em vez de fazer o seu serviço público e administrar Gaia já tece miragens sobre o Porto. Ao invés do candidato, eu suporto que transformar uma cidade numa marca é uniformizar as diferenças que potenciam a sua identidade. O "Porto" material não é o único valor da cidade, pelo contrário o peso imaterial da cidade é a sua índole. Temo que o "Porto" se transforme numa ideia prostituta de cidade. Resta saber, posta "a render" para quem?

5 de novembro de 2012

"Acredito num Portugal vencedor"


Portugal lembrado


A bandeira portuguesa hasteada na Marinha Grande!

Mais do menos


Segunda feira, início da semana, as televisões arrancam com a mesma lenga-lenga e a marcha dos paineleiros. Portugal, terra fértil para os opinadores televisivos, vive encurralado na letargia do estado, falido, na letargia dos cidadãos, empobrecidos e na lata dos políticos. Todos opinam contra a austeridade mas 90% dos que clamam são funcionários do sistema. Entretanto, espero, até hoje, para ouvir, ver, um só paineleiro/politiqueiro que avance com uma alternativa concreta e justificada! Mas nada, só paleio gasoso e incendiário. Mais do menos.

2 de novembro de 2012

Não é nada estranho


Esta notícia diz, entre outras coisitas, que o chef Michel da Costa utilizava os alunos da sua escola para confeccionar e servir jantares da maçonaria. Sabe-se que cozinhar é arte da maçonaria e não é para menos que usam o avental. A carapuça, usamos nós e pagamos as rendas deles.

Não é estranho


Não soa a estranho ver num evento trocar Egas Moniz de Paço de Sousa pelo Egas Moniz de Avanca. São "pormenores" que não interessam numa sociedade da informação onde o que é relevante é o nome – especialmente se forem os primeiros nomes de baptismo, tem mais pinta. Que interessa o que está por detrás dos Sampaios, Soares, Saraivas de Carvalho, Cunhais, Coelhos, Silvas e demais cidadãos? Vivemos pela superfície e é a superfície que interessa mostrar.