14 de novembro de 2012

Greve particular


Os sindicatos, sindicalistas, extremistas, marambistas, situacionistas, alarmistas e outras tostas mistas, falam e afirmam que o país está em greve geral. Face ao teor da ideologia impregne e assumidamente política, nunca uma greve, como esta, foi tão de cariz particular. Ninguém, de bom senso, pode acreditar que o aumento dos ordenados e a recusa de impostos traga prosperidade quando o défice público atingiu o alarmante valor de, quase, 130% do fracote PIB. O fisco abusa e vai abusar ainda mais dos cidadãos porque quem empresta dinheiro para o estado funcionar assim o exige. Por muito que os sindicatos digam o contrário, nunca a sociedade esteve tão dualizada como agora, no que são os funcionários por conta própria, de outrém, e os funcionários públicos que são mantidos com o esforço de todos, por força da constituição. Esta não é uma greve geral, é uma greve de contestação dos que estão particularmente aptos para a fazer pois os congéneres "trabalhadores" do privado, por muito que estejam em desacordo com as políticas impostas, não encontram nas suas empresas razão válida para aderir contra a sua entidade. Os que não querem ou não podem fazer greve são os mais prejudicados nas, já velhas, andanças grevistas.

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