24 de novembro de 2012

Margrette


Margarida Rebelo Pinto diz numa entrevista, quando questionada sobre a crise, que teve de "fazer um downsizing do (meu) lifestyle". Eu sei que a "internacionalização" das pessoas leva a um tipo de folclore mas concerteza a, dita, escritora teria palavras em português para exprimir o conceito. A globalização veio para ficar, veja-se a crise bem globalizada, e os tiques multiplicam-se e somam-se ao provincianismo latente. Não há projecto ou nova "industria criativa" que possua um nome português, ou francês, tão pouco, acrescenta-se logo um world - show - light - movie - on - com - dot disto e daquilo. É o "valor acrescentado" do novo conhecimento. Margrette não foge aos tempos, é uma nadadora na vaga do frívolismo indígena. Um milhão de livros vendidos? É power. É boss.

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