21 de novembro de 2012

Metade


Dizem os censos de 20111 que metade da população não gera riqueza, não produz, não trabalha. Não é de 2011 vem de trás, muito de trás. Uma das coisas que não vejo os sociólogos justificarem é se a falta de empregos corresponde à falta de ambição para gerar o seu próprio emprego! O Portugal pós-25 de Abril foi um Portugal de facilidades e de esperanças no "crescimento" e "riqueza". O Socialismo apareceu num trenó e o pai Soares e os alces sucedâneos atiraram presentes com dinheiro emprestado, traulitando os amanhãs que cantam. A cultura do empreendorismo, do mérito, do esforço individual, do esforço colectivo, do risco por conta própria, foi substituído por uma conversa de garantias, direitos e subsídios: o ESTADO faz tudo, vela por tudo, protege tudo, dá fatos-macacos a todos. O dito ESTADO acabou... Num país sério, com "elites" honradas, os políticos da façanha despesista e da lenta destruição da nossa indústria deviam dar a cara e assumir o projecto falhado e colaborar na discussão do estado social presente, possível. Não é a Troika a responsável pelo nosso endividamento ou pelos aumentos os impostos. O nosso défice desmesurou com a gordura do estado e o FMI apenas veio ajudar a pôr a banda gástrica. Cabe a cada um pensar o que pode fazer por si e, se houver espaço a valores, o que pode fazer pelos outros. Pelo menos que parte da metade possa encontrar lucidez e forças para agir – ressurgir.



2 comentários:

Paulo Cunha Porto disse...

Os vários Governos são criticáveis pelo pedado capital, a troika só pelo dos juros.

Abraço, Meu Caro João

João Amorim disse...

... e o povo pelo ónus da cegueira na avaliação do sistema vigente.

abraço, caro Paulo