6 de novembro de 2012

Uma ideia prostituta


Este candidato a presidente de câmara (ainda falta um ano para as eleições) em vez de fazer o seu serviço público e administrar Gaia já tece miragens sobre o Porto. Ao invés do candidato, eu suporto que transformar uma cidade numa marca é uniformizar as diferenças que potenciam a sua identidade. O "Porto" material não é o único valor da cidade, pelo contrário o peso imaterial da cidade é a sua índole. Temo que o "Porto" se transforme numa ideia prostituta de cidade. Resta saber, posta "a render" para quem?

2 comentários:

Joaquim Carlos disse...

Meu caríssimo amigo, vamos esperar que não, que seja bom e afirmativo do nosso Porto.

João Amorim disse...

caro Joaquim

Relativamente à proposta do Meneses de fundir Porto e Gaia, a zona ribeirinha de Gaia (incluindo a Afurada) sempre pertenceu ao Porto até o decreto lei de 1835 que veio a dar corpo ao 1º Código Administrativo de Portugal, aprovado por Passos Manuel e editado em 1836 e que dividiu as duas partes desde então! A fusão proposta não me parece adequada a não ser que o Meneses só queira fundir a zona ribeirinha o que não me parece. O Porto herdaria um colosso défice e com isso resolveria a consciência pesada deste PSD gastador!!! Temo, também, que esta ideia peregrina da "marca" Porto e da a "fazer render" seja mais um pretexto de megalomania sem o apoio de qualquer estudo que não o de esbanjar proveitos públicos.