1 de dezembro de 2012

A verdadeira revolução


Um ex-primeiro ministro assume numa entrevista que tem responsabilidades no estado do país. Diz, também, que não é o único e que "todos terão tentado fazer melhor ou pior" (!). É humilde, é lindo, é de carácter, mas torna-se fácil assumir culpas quando daí nada resulta a não ser o travo a "honradez". As acções dos detentores de cargos políticos não são responsabilizadas criminalmente porque a noção da democracia acenta na legitimidade do voto. Então, que se punam os votantes nos partidos. Que ninguém ajuíze os políticos em que votou com a pena de merecer maior castigo. 

É com democracias destas e regimes destes que o dia de hoje, 1º de Dezembro, ganha especial significado. Como diz o Nuno Castelo Branco, "o plano B falhou, temos o plano A". O "plano B" trouxe-nos a repressão, o medo, a mentira, o partido único, o despotismo, a miséria, os complexos sociais, o ressabiamento e a inveja pelo próximo, a frustração dos idiotas, a ditadura, a falta de patriotismo, a traição e entrega à morte de conterrâneos, o ignóbil oportunismo dos democratas que se aviltaram dos bens públicos, a maior desigualdade social de que há memória, e por fim o nosso fim, pela ausência de esperança. Talvez por isso, a restauração da Monarquia seja a verdadeira revolução que está por fazer.

2 comentários:

Paulo Cunha Porto disse...

Meu Caro João,
não tão mal comparadinho como isso, é a diferença que vai das receitas ancestrais para a fast food, com cobsequências cancerígenas incluídas e tudo...

Abraço

João Amorim disse...

caro Paulo

Como bem diz, certas "receitas" fazem mal à saúde.

abraço