12 de dezembro de 2012

Da dívida


Da esquerda à direita, muito mais da esquerda, ouço coisas que me fazem lembrar alguns velhos teóricos de coisas ainda novas. Falo de uma reacção ao pagamento da dívida portuguesa aos empréstimos "estrangeiros", um crescente ódio anti-germânico, num contracenso entre a europa-da-mama e um anti-europeísmo. No fundo, este ódio ao pagamento da dívida é um ódio indissociável do emprestador. Retirando a questão financeira do cerne, esta reacção é uma mostra dos hedonismo modernos. Portugal, e os países abrangidos pelas ajudas externas, denota um crescente xenofobismo exercido naquilo que podemos definir como um suave nacionalismo assente na "cultura" endógena. Ora, se raça é uma noção essencialmente cultural, o extremismo de recentes atitudes trazem à agenda a compreensão/extensão do que é a "miscenização" e o "multiculturalismo", essa coisa tão bem amada pelos eternos anti-germânicos



3 comentários:

Paulo Cunha Porto disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Paulo Cunha Porto disse...

O ódio não deve ter lugar, mas quem se quer o "Motor da Europa" tem responsabilidades e deve dar o litro para puxar a carruagem. Quando se não mostra à altura...

Abraço, Meu Caro João

João Amorim disse...

caro Paulo

Esta "europa" não é viável; a principal causa é a natureza dos povos e os seus interesses. Actualmente, não podemos competir com os mais ricos nem com os mais pobres. Haver regras iguais para todos é desigual à partida. Por outro lado, quantas ideias de "europa" já tivemos anteriormente? A mais profícua, a romanização, deu o que deu.

abraço