6 de dezembro de 2012

Os fregueses


O governo propôs a redução do número de freguesias no país. Neste naco de terra qualquer reforma tem opositores; está tatuado na pele dos que velam pelos "valores" da revolução d'Abril. De facto, após o dia 25 o número de freguesias aumentou e nalgumas localidades duplicaram, fruto das "conquistas democráticas". De lá para cá o país pensou que era rico mas empobreceu ainda mais e chegou-se à idade dos cortes. Se antes da ruína era consensual a obrigatoriedade dos cortes nas despesas do estado agora torna-se fundamental para a sobrevivência dos nativos dependentes dos fundos do estado. Mas as "freguesias" não querem, não concordam. Gritam argumentos, acicatam as "populações" contra o isolamento e a distância até a mais próxima junta. Mas, bem vistas as coisas, não são as "freguesias" que reclamam!... Como eu não me canso de afirmar, esta República verde-tinto é um tasco a abarrotar de "fregueses". 

2 comentários:

Paulo Cunha Porto disse...

Meu Caro João,
o trocadilho faz-me lembrar a história com barbas da prostituta que, presente ao Polícia do posto e inquirida sobre a freguesia (de residência), responde:
Ah, felizmente, não tem faltado, Sr.Guarda!
O Medina Carreira diz que isto são amendoins e prova da falta de coragem do Governo, que voltou para trás na tenção de mexer nos Concelhos, muito mais poderosos, quando estes arreganharam a dentuça.
Eu sou hostil a centralizações e diminuições de poderes autárquicos. Mas sobre o meu Município tenciono falar em breve.

Abraço

João Amorim disse...

caro Paulo

Não tarda, depois da "freguesia" teriamos o "quarteirão". Eu sou a favor do descentralismo mas numa óptica de mini-câmaras com poderes de juntas e Administrações de Distrito com poderes de Câmaras. É que gestão administrativa tem pouco a ver com "identidades locais". Estas não desaparecem só porque a Junta se foi ou se fundiu, que é o que vai acontecer.

abraço