10 de dezembro de 2012

Se o ridículo matasse


A jornalista Marisa Soares devia investigar um pouquinho o que foi a arquitectura portuguesa de foro particular e estatal no período que tenta abarcar. Digo, assim de cor, o desenho de uma arquitectura com "curvas" de Januário Godinho, Mário Abreu, Cassiano Branco, da ARS-Arquitectos, não falando nas "curvas" do actual Pavilhão Rosa Mota (foto), antigo denominado Pavilhão dos Desportos (erguido nos jardins do "Palácio de Cristal") de José Carlos Loureiro. Se juntarmos a estes exemplos de autores a arquitectura de engenharia de Edgar Cardoso, não faltam "curvas arrojadas" na excelente arquitectura modernista no período do Salazarismo. O que este artigo enuncia é, tal como escreve de forma demolidora o ínclito Miguel Castelo Branco, uma propensão para a rasteira demagógica sobre a nossa história, uma vertigem para os espaços vazios da ignorância, quando se fala em Portugal nos anos 1929-1974, preferindo a comodidade do pensamento uniformizado e imbecilizado ante o pensamento livre e rigoroso. Fica bem, é chique, dizer mal do Portugal de 1929 a 1974; foi tudo mau, muito mau, exceptuando a vida dos senhores vigilantes da historia, tão na moda, claro e os seus pais. Se o ridículo matasse...

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