22 de dezembro de 2012

Take it easy Joe


O CCB tem uma das maiores colecções de arte contemporânea da europa, que é pertença do Joe. O Joe, bom português da Madeira, gosta de ser tratado por comendador e gosta de ser conhecido pela sua colecção. Porventura terá coleccionado outras coisas que não estão expostas. Quando posa para a máquina gosta de ter aquele ar de entrosamento com a arte, digo, com o mais ínfimo detalhe dos pintados. Um dia gostaria de falar sobre estética de arte, na sua vertente filosófica, com o Joe. Transvanguardas quentes e frias, por aí fora. Mas hoje o que despertou nesta notícia foi outra arte. Joe não falou mal! Mas não falou bem, também. O que Joe devia ter proferido era a apetência lusa na inveja pelo alheio e na ostensiva falta de cultura de mérito nesta sociedade em desfalecimento. A inveja dos "ricos" vem de longe e na maior parte dos casos são os medíocres que só cagam, comem e dormem que mais criticam e apontam! Contudo, o que me caiu mal na frase do Joe é a cena do fisco! E, aqui, Joe não tem toda a razão, principalmente, se o fisco procura perseguir e conquistar fundos na especulação financeira, aquela que não cria só amealha e trafica. Quando Joe avisa que pode ir para fora, em certas "camadas sociais", isso soa a "fuga". Por ora apenas "soa". Por outro lado, Joe devia ter sido cauteloso em dizer as suas "bocas", logo agora que o jornalismo de referência procura esgazeadamente pontas por onde se lhe pegue com a crise e a austeridade. Temos um jornalismo jacobino. Joe sabe disso. No passado, com a ajuda do regime, conquistou certa imprensa, por estes dias só levantam "lebres"; ele é as avultadas dívidas aos bancos e acções não pagas. Joe devia olhar para a sua comenda e encomendar outro raciocínio quando falasse. Os tempos estão conturbados e a sensação de injustiça cresce como erva daninha mesmo que essa "injustiça" seja fruto das milhares de facturas, do vibrante socialismo e da "social" democracia, que estão justamente por pagar.

(Foto: Egidio Santos)


2 comentários:

Paulo Cunha Porto disse...

Só a Quadra me impede de sentir coisa pior que algum dó por aquele que abreviadoramente trato por Comendador Bera. Deu cabo de um banco e esforçou-se por fazer o mesmo ao meu clube, destilando ódio contra ricos menos novos. Que Deus tenha piedade dele.

E, mas esperemos que por motivos bem diversos, de nós. Um Natal muito feliz e para Todos Os Que preze,
Meu Caro João.

Abraço

João Amorim disse...

caro Paulo

Muito obrigado e desejos de um Santo Natal para si e os seus.

abraço