31 de dezembro de 2013

Sei que encontrarei


Não colecciono os pedaços de tempo que se afiguram por bons ou maus. Não faço selecção dos "melhores momentos". Não uso o novo em prol do velho. Não uso médias para qualificar espaços de vida. Não recorto a minha vida por anos, antes, vejo os anos como mera referência arquivística. 
A alegria e a tristeza são, para mim, uma só matéria construída com 2 lados. Por vezes de um lado só. Mais do que a vivência, o tempo, por si, acalma a dor ou a satisfação e diz-me que tudo vai, independentemente da minha força e da minha razão. Enquanto existo procuro deixar-me ir, nesse tempo, em que estou, que é a mesma brisa dos idos – ou longínquos – tempos que me precederam. A brisa que eu chamo de permanência. E como a sinto quando vejo partirem os que amo, os que ficaram para trás e que, levado por esta brisa, encontrarei mais à frente.

25 de dezembro de 2013

Escarradela



Quando eu vejo os heréticos, os ateus, os agnósticos com a vertigem da "época", os paineleiros desenssabidos do costume, falar do Natal, quando durante o ano só blafesmam, puxo logo do pulmão e mando um bom escarro para a boca dessa gente. O Natal é só um! O do nascimento de Jesus.

21 de dezembro de 2013

Pedir ao Pai Natal


Na senda das prendinhas diz uma notícia que, através dos CTT, foram enviadas 150 000 cartas ao "Pai Natal" e que existe uma equipa equipada de espírito "natalício" para dar resposta aos pedidos. Presumo que nas cartinhas sejam poucos os que se lembrem do menino Jesus ou da família. O que interessa é fomentar nas criançinhas o espírito do velhinho de barbas brancas. Já não é mau. Num país onde os idosos são tão esquecidos, e abandonados, ao menos que haja um que seja tão lembrado e desejado. Para ser chulado, tá claro!



Foto tirada daqui.

19 de dezembro de 2013

Mudar de "frequência"


Os sindicalistas-braços-armados são como os incendiários. Lançam fogo, atiçam o lume, provocam labaredas nas mentes da turba distraída ou aflita e colam-se em frente à televisão para ver os resultados. No meio da agitação movem-se os agitadores e os agitados, influenciados pela situação; porventura, serão estes os que têm razão de protestar mas, as companhias não ajudam. Quando eu vejo as televisões histéricas a fazer reportagens ultra-dramáticas por causa de uma dúzia de agitadores tele-comandados, mudo de "frequência".

18 de dezembro de 2013

Dâ-se, Dâ-se, ... Dâ-se


Certa prole da esquerda, sempre a dizer mal mas sem construir uma ideia exequível – em "democracia" –  que não leve à bancaesfrangalhada, está a convergir no palco a pedir pão para a, sua, boca/"missão". Os argumentos deste filme são a ininterrupta cassete dos camaradas sobre os direitos adquiridos, inadaptada à realidade económica e produtiva do país, apenas adaptada à ideologia das nacionalizações e extremismos. Os actores são os mesmos e os sósias destes. A película estreia para o ano e requer óculos 3D: Dâ-se, Dâ-se, ... Dâ-se.

17 de dezembro de 2013

O facciosismo em todo o seu esplendor


Um jogador croata gritou num estádio umas palavras conotadas, outrora, por movimentos nazis. Este jogador é jovem, corajoso, mas imprudente. Devia saber que nesta "Europa" formatada, imbecilizada, traumatizada, comprometida, facciosamente tolerante, só se pode, e deve, erguer-se a mão ao alto pelo comunismo! Se ele tivesse gritado que era Comunista em vez de 10 jogos de castigo tinha sido convidado para embaixador do "Respect" (trad. respeitinho) instituído!

16 de dezembro de 2013

Gajos fedorentos


Sem humor, sem "fibra", sem imaginação, sem profissionalismo, uns gajos fedorentos seguem na linha de outros gajos para quem a violência física é a solução. Não é. O humor não justifica tudo e se justifica já não é humor. Já fede.

13 de dezembro de 2013

O traque do "natal" materialista




Este ano não é excepção e as perguntinhas sobre o "natal" correm como sempre para a mesma tecla: "Quanto pensa gastar este Natal"? Medir o sentimento e expressão natalícia pelo número de euros que gasta nesta "época" é o mesmo que medir a qualidade de um jantar pelo número de "traques" que se der a seguir. E é mesmo isso que eu penso do materialismo – ateu, que invadiu o Natal católico –  como meio de transmissão de amor e felicidade: um grande "traque".

A postura diz tudo.


O que é que uns amigos fazem quando vão a um estádio ver um jogo? Tiram uma fotografia juntos! O que é que uns amigos fazem num estádio no intervalo de um jogo? Procuram descontrair da tensão, ou monotonia, do jogo! O que fazem ministros e chefes de estado lavados em lágrimas um dia antes, por Mandela, no estádio onde ocorrem as "cerimónias"? Tiram fotografias juntos e procuram divertir-se....

A postura diz tudo.


10 de dezembro de 2013

Frederik Willem de Klerk


Frederik Willem de Klerk ainda está vivo mas para a grande imprensa já foi enterrado há muito. Se hoje é justo prestar tributo a Nelson Mandela, como símbolo de pacificação, mais do que como político, este nada poderia ter feito sem o gesto inteligente e agregador de Klerk. Foi este, que libertou Mandela, abriu o seu consulado ao diálogo, terminou com o apartheid, convocou eleições, aceitou ser vice-presidente de Mandela durante o mandato de transição. Dividiu um Prémio Nobel com Mandela. Afastou-se da política sem mordomias. Um homem de gestos notáveis relegado para o seu tempo. O tempo que fez emergir o "gigante da história"*.

* Por cada dia que passa os jornais, paineleiros e opinistas parecem competir pelo melhor epíteto e adjectivo sobre Mandela. Contudo, está-me a parecer que a multidão adoradora está a tornar Mandela na figura que ele nunca procurou ser em vida.

6 de dezembro de 2013

Notícia e crónica - SAR, Dom Duarte nos "Serões da Bonjóia", no Porto



Notícia:

Sobre o tema "A Importância da Herança Cultural Portuguesa no Mundo" o "Serão da Bonjóia" aguardava SAR, Dom Duarte. Antes das 21h00 a sala/auditório da Casa de Bonjóia, tinha os 150  lugares todos ocupados. Foi necessário ocupar uma ala lateral da sala para colocar mais três dezenas cadeiras que não chegaram para todos os interessados. Pela hora marcada chegou o Presidente da Câmara do Porto que horas antes havia oferecido um jantar a SAR na Casa do Roseiral (reservada para cerimónias oficiais da Câmara Municipal do Porto) acolhendo, com dignidade, a presença de Dom Duarte na cidade. Logo após, já na presença do conferencista, o eloquente, Professor Mota Cardoso, da administração da Fundação Porto Social, fazia as apresentações. A hora seguinte foi marcada por uma palestra fluente onde a história de Portugal foi relembrada e sobreposta a outras estórias, vivências, culturas, numa viagem pela Lusofonia, pela nossa Diplomacia dos últimos 500 anos entre Américas, África e Ásia, pela relação afectiva do nosso país com outros povos, sem nunca esquecer a situação actual em que vivemos. Muito bem disposto e à vontade, Dom Duarte teceu também comentários sobre o regime, a monarquia e aquilo que diz ser "a má preparação das pessoas que nos têm governado", num tom mais acutilante do que aquele em que costuma surgir. Mais de uma hora depois e após algumas perguntas, com reincidentes e animadas gargalhadas da plateia, o Serão terminava com a particular referência de ter sido o mais concorrido dos últimos, quase, 14 anos! O Porto está de parabéns.

Crónica:

Numa época em que os portugueses são maltratados com o vómito dos programas televisivos, telejornais facciosos e onde os jornais resvalam para o sensacionalismo ideológico da política-vs-crime-vs-coscuvelhice, a mais concorrida tertúlia dos "Serões da Bonjóia", no Porto – que detém o record, invejável, de mais de 13 anos de tertúlias culturais, semana após semana (todas as quintas feiras!) – não teve a honra da visita de nenhum jornalista, rádio, tv-disco ou estação de televisão!  Durante a palestra, ouvi Dom Duarte falar como (por culpa minha, seguramente) nunca o tinha ouvido. Porque razão a imprensa, de uma forma lata, faz uma mediação censurativa e omissa dos temas que exaltam do monarquismo? Bem, é indiferente. Ontem, enquanto escutava SAR, Dom Duarte, e pela sua voz senti entoar Portugal, eu não me senti viver neste regime que amordaça, coage, que divide, que inibe, onde a parte é tomada pelo todo, eu senti-me Livre.



4 de dezembro de 2013

A Herança Cultural Portuguesa no Mundo, por Dom Duarte


Sobre este tema apraz-me registar a vinda ao Porto, amanhã, dia 5, pelas 21h15, do Senhor Dom Duarte que falará sobre a Diáspora como ela pode ser entendida. Numa semana em que tanto se discute a imigração como uma "falha" do sistema que tudo devia pagar e sustentar aguardo para ouvir uma opinião serena e equilibrada sobre os portugueses no mundo, desde os últimos séculos.

2 de dezembro de 2013

Dizer o que toda a gente vê



Alberto Gonçalves, matosinhense, meu colega de escola secundária, não tem papas na língua e diz tudo aquilo que toda a gente vê mas não assume. A bandeira que dizem portuguesa não representa o país mas a República. Alterada em 1910, com as cores da carbonária terrorista – duas listas cruzadas de verde e vermelho – e do partido republicano de Lisboa e do Porto, verde e vermelho, o trapo não possui a beleza heráldica, a história e o alcance psicológico do eterno azul e branco Português. A nossa decadência começou com o ultraje às seculares cores identitárias que nos edificaram.

29 de novembro de 2013

Pica-te


Um piquete de greve, dos CTT, decidiu colocar-se em frente a um portão, de saída de viaturas, e não deixar nenhum carro sair. Note-se que os carros eram conduzidos por trabalhadores que decidiram não fazer greve. Os grevistas, cada vez mais, são picados a fazer disto. Picados pelos comunistas arruaceiros, pelos esquerdistas brutalmente intelectuais, picados pelo estupor do sensacionalismo televisivo. O direito, por mais legítimo, a fazer greve não pode colidir com o mesmo direito de não adesão à greve. Um direito que obstruiu não é um direito é uma transgressão. 
Mas, coitadinhos dos dois deputados que foram "empurrados"; deles é que eu tenho pena perante tal desmando. Quanto ao outro, grão-mestre da sindicalização, esse piqua-se todos os dias. Está-lhe no sangue.

26 de novembro de 2013

O biolento



O sr. soares deve ter memória curta!!! Lembram-se do que o biolento disse depois de ter sido interpelado por um ex-combatente do ultramar?? Não foi há muito, foi em 2007! O que dirá este ex-combatente das recentes incitações do biolento à violência?

Ai!, que biolência


Por estes dias, desde a "aula" magma, onde falou o sr. Soares, até ontem, onde falaram os srs. Saraiva e Gonçalves, tem-se vivido uma extrema biolência. Não Violência mas uma biolência atendendo à biologia da nossa República. Já todos sabemos que estamos doentes, já todos sabemos que temos defeitos congénitos, também já sabiamos que a idade não perdoa e as memórias passadas assolam como se fosse hoje. Não é mau. É a vida. E a vida-história diz-nos que os portugueses não desejam a violência. A pseudo-revolução de 1910 foi perpretada por uma minoria ressabiada e violenta e se a prostração nacional deixou cair o regime essa lição, de acovardamento, revelou-se a 25 de Novembro de 1975, quando uma vasta franja da sociedade estava consciente que poderia ir para a guerra civil, lutando contra outra minoria ressabiada que pretendia impor uma nova ditadura. Alguns dessa minoria incitam, novamente, à violência tentando com isso mascarar a face. Mas, toda esta biolência pôe a nú a nossa natureza e a nossa tolerância. Os que hoje incitam à violência, "alertando" como um acto a consumar, demonstram os sonhos inacabados que pretendiam ter concretizado. Eles que falem, pode ser que os seus violentos desejos actuem sobre almas adormecidas que vejam nessa purga o gatilho para ajustar contas, óbvias, primeiro com o passado depois com o presente.

25 de novembro de 2013

O muro


Com a paz que quatro dias trazem após o "evento", dou comigo a pensar o que leva a pandilha da "defesa da Constituição, da democracia e do estado social" a juntar-se num auditório formatado para as estações de televisão? Eles defendem o quê? Especificamente, ao que vêm estes "amigos"? Porventura algum deles apontou soluções para os problemas? Porventura algum deles enunciou erros do passado? O que a pandilha, descarada, pretende é filiar o seu nome no muro Abrilista/berlinista que julgam nunca puder ser derrubado. As boas intenções de "Abril" na construção de um edifício resvalaram, pela mão de muitos velhacos, alguns presentes na passada quinta feira no dito auditório, para um muro, cinza, sombrio que não nos permite vislumbrar saídas, seja para a crise económica, social ou moral, que vivemos. Os distraídos e os envolvidos não o visionam antes o acham pleno na paisagem. É esse muro que nos depara e nos pára. Não temos de ter medo de sair! A cada discurso da pandilha ergue-se mais um tijolo e enterra-se a coragem dos que sem medo não temem a mudança e ousam lutar pelas gerações futuras. O tempo trágico pede homens com esperança, sem preconceitos, descontaminados da propaganda dominante – que domina. Só quando deitarmos abaixo o muro que nos ergueram com mentiras, falsas palavras, saque, ignomínia e traição poderemos construir um país cujo corpo não seja uma prisão.

22 de novembro de 2013

Reviver o passado em Soareshead


"Os portugueses habituaram-se a viver demasiado tempo acima dos seus meios e recursos".

(Mário Soares, o espicaça violência, RTP,1 de junho 1984)


"Quem vê do estrangeiro, este esforço e a coragem com que estamos a aplicar as medidas impopulares, aprecia e louvam o esforço feito por este governo".

(Mário Soares, o espicaça violência, JN, 28 de Abril 1984)

Já se sabe que não gostam


mas... gostem ou não gostem.

Cão de fila


Tal cão de fila com raiva, o responsável pela descolonização possível late perante uma alcateia frustrada. A "esquerda" anda doida por uma revolução na rua, mas o máximo que terá será violência gratuita porque não é esta esquerda que contém qualquer solução. O incitamento à violência atingiu os limites. Nunca de uma forma tão clara os comprometidos, que agora esganiçam, mostraram a sua índole e o seu desprezo pelos cidadãos que lutam pela mudança e por um novo país. O sinal, óbvio, da incapacidade intelectual da mesa que, fingiu, que falou para o povo foi a teoria da paulada ante a razoabilidade da mobilização social como oponente. Eles não querem mais do que serem eles a governar. Só isso. Como gostariam de fazer um golpe de estado com mais conselhos de revolução, MFA's e nacionalizações à mistura. Se isso nos fizesse ir para melhor....!! mas não, o que a alcateia pretende é impor mais do mesmo que nos levou até aqui. A "Constituição" não é uma Bíblia, não é, nem deveria ser para estes ateus que perante o seu fim à vista nos querem fazer, a todos, enterrar.

20 de novembro de 2013

Confrangedor


"Tudo isto é confrangedor. A cronofobia das esquerdas, a falta de pudor em reclamar para a oligarquia um lugar que não soube merecer, a insensibilidade quase patética, o fechamento autista em relação ao país, o espírito de aquário de gente que se habituou a mandar, a monopolizar lugares e a dominar todas as manifestações de vida política com a naturalidade de quem respira; tudo isto é sintomático de um fim de ciclo histórico a que o bunker responde com mais fechamento, mais teimosia, mais  intolerância. Estas esquerdas não têm 90 anos como Soares; não, são avós intelectuais dos anciãos que as manipulam."

Novo Presidente


Porque carga d' água, neste país que se diz laico e republicano, onde a visão do passado é distorcida com fel e estupor, se atribui o título de Rei a tudo quanto se julga supremo? Cristiano Ronaldo é o melhor (o "maior")? É! Mas por coerência com a terraplanagem mental instalada, devem apelidá-lo de "Presidente Ronaldo".

18 de novembro de 2013

À "boa maneira republicana" portuguesa



Quando a República se instalou em Portugal os ataques aos jornais eram o dia-a-dia. Era a "boa maneira republicana" tão apoiada pelos imprensa francesa da altura que dizia que o país estava a dar um salto para a "liberdade".
Uma das coisas que mais intriga na comunicação social portuguesa é nunca ter promovido uma evocação ou rememoração, uma só, aos atentados terroristas, coadjuvados com a Guarda Nacional Republicana, que a ampla imprensa sofreu durante mais de uma década com o "empastelamento" a todos os jornais que não colaborassem com a situação. Intrigante o silêncio sobre a I República, a tal que é grande mãe da filha II e da abastardada III.

Livra...! ...!


"Devolver" (?) ao país a realidade da Constituição"! É assim que começa o novo partido, "Livre" (!), do marxista Rui Tavares, um partido que quer estar ao centro da "esquerda", ou lá o que isso for. O símbolo será uma Papoila, que os cravos já têm dono, por certo para captar a franja consumista da charrada.
Os camaradas são fertéis em arranjar desculpas e linguagens subtis, mansinhos, doces, a favor da "liberdade", dos oprimidos, donos da verdade, doninhos da "sensibilidade social", anti-troikos, pró-abortos, a derreterem bondade e ecologia pelos sovacos. Cada novo partido de esquerda é mais um actor neste filme pornográfico em que se tornou a partidarite chupista do estado.

15 de novembro de 2013

Um CAFE com bagaço


Pois é, caro Miguel, fosse a "direita", na oposição, a vomitar tais incitações e o sado-socialismo acasalado à imprensa idiota-ó-correcta estava a exigir a cabeça dos instigadores, penas sumárias, exílios e, quem sabe, ajustes de contas à letra do Tribunal Constitucional. Mas como vem de quem vem o odôr não provoca náusea e repulsa. É o fedor normal dos "pais" do regime.

13 de novembro de 2013

Portugal joga o play-off para a permanência no Euro


Sem chefe que nos represente à altura, sem treinador à altura, com uma táctica desajustada, com jogadores mal preparados, com um público que só canta (bem sentado) o socialismo e o "quem vier a seguir que feche a porta", mesmo que à custa de endividamentos e anti-jogo, com dívidas em atraso e um défice nas contas correntes brutal, vai ser muito difícil a Portugal bater-se de igual para igual com os seus adversários; o "Euro" 2014 pode ser uma miragem. Talvez não seja pior. À que levantar a cabeça e pensar no próximo campeonato, construindo uma causa. À nossa custa, sem cometer os mesmos erros. Com a nossa soberania.

11 de novembro de 2013

Até amanhã, incongruentes


Os mesmos que odeiam e não se calam sobre Salazar, por ter sido um ditador – não "ditador", que coisa, mas fascista –, veneram Cunhal que amava a ditadura comunista soviética e tinha o sonho de ser ditador em Portugal. Até amanhã hipócritas, até amanhã incongruentes.



9 de novembro de 2013

Os donos do país


Se dúvidas houvesse sobre a pressão alta que certa equipa faz sobre os distraídos, desunidos e marambistas deste país, ela esfuma-se na patética protecção que a dita faz daquilo que assume como seu. A Constituição foi orquestrada para um regime que não admite mudanças, alterações, actualizações sem o consentimento de certa equipa que se acha dona vitalícia do país. As "esquerdas" unidas arrotam e fazem a festa porque se julgam donas da Constituição e donos do pensamento corretinho que todos temos de cantar. Eu não respeito a ditadura da intransigência que uma centena de indivíduos teima em manter perante uma sociedade que se transforma, se move e se altera de forma tão rápida e, cada vez mais, sem medo de ir à discussão.

8 de novembro de 2013

Assim está bem!


Desde que lícito, ético e feito com suor e com inteligência, nada tenho contra as fortunas, nada tenho contra os ricos – ui!, esses faxistas – nada tenho contra a ambição alheia. Já não suporto a inveja, a maldicência, o ódio primário que só vê a superfície, que viola o carácter dos outros movendo-se na mesquinhez e no ressabiamento. Sempre reclamei contra a criminalidade financeira, por uma maior fiscalidade ante a fuga aos impostos, por uma maior equidade e justiça na cobrança (saque) dos mesmos. Em 23 anos de trabalho, metade (estou a ser optimista) do que ganhei foi para o "Estado" e ao longo dos anos cansei-me de ouvir "paga e não bufes".  Para os que ambicionavam passar o tempo a beber umas cervejas na esplanada, assim está bem! Sabendo que os actuais, elevadíssimos, impostos são a ressaca da festa ideológica sado-socialista eu só posso tecer críticas aos que nela votaram e a quem espera o regresso do despesismo autista para mais uma dose do "é tudo nosso". Para esses o "Estado" que se desenrasque a pagar as conquistas – feitas por decreto – mesmo que já nada tenha e "os ricos que paguem a crise"... Assim está bem!

5 de novembro de 2013

Um atraso


Sou irredutível com os horários marcados e apenas por duas vezes, em vinte anos, cheguei atrasado a uma reunião de trabalho. Tive sorte, dizem-me. Talvez. Já me aconteceu chegar uma hora antes do combinado por suspeitar de excesso de trânsito. Prefiro assim. Mesmo que aflito de afazeres um encontro merece nota especial na minha agenda e nunca me senti dono do tempo de outrém. Prefiro abdicar do meu tempo. Uma ida do Vice-Primeiro Ministro a uma recepção em Macau pode ter muitos contratempos mas é para precaver essas situações que existem quilos de secretárias(os) nos Ministérios, telemóveis (para avisar se chega cedo se vai para tarde), saídas e chegadas "VIP", polícias de trânsito, ruas vedadas. Paulo Portas atrasou-se e, Diplomáticamente, não há desculpas. A única, e legítima, seria um motivo de saúde. Não adianta funcionar à maneira Portuguesa. À nossa maneira, a culpa não existe e é sempre dos outros, do vento, das coisas, dos problemas. É assim com os atrasos, com a economia, com o trabalho, com as amizades. De tantas desculpas não é novidade que, por cultura ruim, desculpemos os erros dos políticos. É um atraso.

O Natal do Socialismo é em Novembro e estende-se até Outubro



No país onde o fato de treino é o traje oficial da presidência, o Natal vai ser decretado em Novembro para que os cânticos tornem as pessoas "mais felizes" e o consumo pró-capitalista, afinal, afinal, dê outro ânimo à economia deste país em permanente maratona para os amanhãs que cantam. Não sei de que tipo de "Natal" fala o camarada mas presumo que seja mais uma estratégia da bondade socialista. Grande amigo de Portugal, e dos computadores Magalhães, o Presidente já pediu "autorização" para governar sem o parlamento, nesse acto revolucionário que irá fazer aparecer Bolivar, Chávez, Che, Mao, Estaline, Pol Pot, aos magotes, em escavações, espelhos domésticos, caricas de cerveja ou no fundo das panelas. Talvez apareça por lá Sócrates, o zé! Talvez apareça por lá o Pai Natal.

4 de novembro de 2013

Nossas Pátrias


A Pátria Portuguesa  perfilha outras Pátrias.

A eito


Após o atentado criminoso que vitimou 2 jovens, que se encontravam à porta de um edifício pertencente a um partido de extrema-direita, Grego, espera-se que a polícia encontre a escumalha assassína e a puna com a severidade física e sociológica que merece. Caso se prove que foram cometidos por "adeptos" da extrema-esquerda, que se proíbam os movimentos simpatizados pelos "intelectuais" helénicos, os partidos extremistas de esquerda e se retirem os subsídios de estado. E assim, de eito a eito, pode ser que se comecem a julgar os actos criminosos para além balas e se renove a Grécia da partidocracia que dominou o país nos últimos 40 anos, com responsabilidades acrescidas das duas décadas "de sonho" do PASOK.

30 de outubro de 2013

Não mais do que um PSD e um CDS por apartamento. Nunca menos de dois socialistas por habitação.


Num país onde abortar é apoiado, aplaudido e pago pelos contribuintes, proibir mais de dois cães é imoral. Assim como é imoral proibir o abandono dos ditos cães quando os donos não têm forma de os sustentar ou paciência para os aturar; que os aturem os vizinhos – mesmo que 99% das casas e apartamentos não tenham sido construídos a pensar na forma como albergar animais (insonorização, odorização, circulação de animais nas zonas comuns, logradouros, etc). Eu avançaria com proibições mais consentâneas com a sociedade deste "Portugal não pode parar": não mais do que um PSD e um CDS por apartamento. Nunca menos que dois socialistas por habitação, para não contrariar a Constituição. No caso de haver um comunista no apartamento, no prédio todo ou tinham todos a mesma marca de cão e gato ou então ninguém tinha nada.

26 de outubro de 2013

Tanto masoquista em Portugal



"Somos socialistas, somos inimigos do injusto sistema económico capitalista que explora os mais fracos, com o seu sistema de salários injustos, com a sua desproporcionada avaliação do ser humano de acordo com riqueza e propriedade em vez de responsabilidade e mérito; estamos determinados em destruir este sistema de todas as formas possíveis."

Adolf Hitler, 1 de Maio de 1927


"A bandeira das liberdades democrático-burguesas foi atirada fora. Penso que vós, representantes dos partidos comunistas e democráticos, deveis erguer essa bandeira e levá-la para adiante, se quiserdes agrupar em torno de vós a maioria do povo. Ninguém mais a pode erguer."

Estaline, XIX Congresso do Partido Comunista da União Soviética


"No projecto comunista “não cabe apenas a realização dos seus grandes objectivos, a construção do socialismo e do comunismo”, mas também as “múltiplas causas” como “a defesa dos trabalhadores e do povo, dos seus justos interesses e direitos, contra a ofensiva e prepotência do grande capital”."

Jerónimo de Sousa, Partido Comunista Português, 25 de Outubro de 2013

Não é a teoria é a Prática. Tanto masoquista em Portugal...

* Foto: Hungria, Budapeste. Populares ocupam um tanque soviético durante a breve revolução anti-comunista em Outubro de 1956. Na retaliação foram mortas 26.000 pessoas pelo exército comunista.

24 de outubro de 2013

Uma lição de Respeito e Educação


Dar-se ao Respeito, respeitar, ser respeitado.

O retornado


O retornado-mor de Portugal publicou um livro. Nele fala de "tortura". Que oportuno. Uma semana antes, para aquecer, "publicou" uma entrevista num jornal, fundado por um filho da mãe da direita. Numa verdadeira acepção da palavra, o Retornado-mor (os "retornados" do 25 de Abril nunca o foram, eram, sim, Refugiados) da 3ª República surge nessa entrevista a dizer ao que volta. Exorta o calão, porque lhe dói, como um ressabiado que foi, porque fugiu, porque a fuga foi mais forte que a coragem de assumir os erros. Ainda com medo da verdade, destila o fel que lhe aprova a sua conducta. Não pensem que ele se dirige nos seguintes termos, apenas, aos visados. Ele ira para com todos os que o não veneram, o censuram, todos os que não o percebem, todos os que não esquecem na pele o "êxito" da ignorância irresponsável que conduziu à duplicação do défice do PIB em apenas 5 anos. Somos todos filhos da mãe.


«Esses gajos enganaram-se quando olharam para mim e disseram que era de direita.»
«Uma insinuação dessas ... E assinado JSD, sempre a mesma técnica. Os pulhas!»
«Na televisão insinuou (Santana Lopes) que eu era homossexual, queria que eu dissesse que era, era isso que ele queria. O bandalho!»
«Estamos a falar de pistoleiros. Fui alvo de uma perseguição política e pessoal de uma direita hipócrita.»
«Os filhos da mãe da direita em Portugal...»

21 de outubro de 2013

O "Não Aceitável"

Curioso este relatório censurativo acerca de um dos livros mais ostracizados do pós-25 de Abril, o tal período que se prolonga até hoje neste mar de rosas. Como, bem, dizem os camaradas: Nunca Esquecer.




Acabar de vez com a República e voltar ao plano A


Em Coimbra a renda sobe e a República fecha, os "republicanos" dizem-se coitadinhos porque o património ficou caro de um dia para o o outro e o "é tudo nosso" que o socialismo propalou está a finar. O estado hibernado em que as rendas permaneceram durante décadas, no nosso país, é um dos melhores espelhos da apropriação dos bens privados em detrimento dos "direitos" que a mentalidade marxista prometeu para os republicanos desta república dos cacos. Só tenho pena que a República-mãe não feche de vez e se instale o plano A desta pátria, hoje falida de esperança e de proveitos. O Plano A, original e com provas dadas até o assalto pela escumalha do 5 de Outubro de 1910, é este!

17 de outubro de 2013

Cadernilhos da Casa Amorim de Carvalho


Amanhã, dia 18, pelas 18h00, ocorrerá na FNAC, de Santa Catarina, Porto, o lançamento dos "Cadernilhos da Casa Amorim de Carvalho", cujo tema será "O caso António Sérgio". Uma boa oportunidade para ouvir o diplomata Júlio Amorim de Carvalho, na sua irreverência, cultura e habitual deconstrução dos cânones estabelecidos e considerados beatificados.

16 de outubro de 2013

Deixem lá, por aqui aceita-se o Comunismo



Em Itália andaram histéricos com a ideia de um funeral para um ex-Capitão das SS, no repúdio pelo Nacional Socialismo, por aqui aceita-se o Comunismo, o Partido Comunista, acarinha-se a extrema-esquerda, fazem-se homenagens aos Buiças assassinos de um chefe de estado, desculpam-se, na lavagem histórica, os criminosos da pátria Portuguesa.

15 de outubro de 2013

"Nada mais errado"


A "poetisa" Margarida Botelho canta a marcha da CGTP, do "25 de Abril", dos direitos, e vai tentando rimar com liberdade, igualdade, os "grandes erros" (deste governo, claro). É tudo muito bonito, legítimo, mas não passa de um poema negro, tão negro como a situação. A Margarida parou num tempo antes de ter nascido. A Europa mudou, Portugal mudou, o mundo mudou velozmente nos últimos dez anos. A Constituição de 1976 está desadequada e adaptada ao (antigo) Escudo. A nossa moeda é outra. Já não nos relacionamos da mesma maneira e a forma de trabalho e relacionamento empresarial é assustadoramente diferente dos anos 90. Vivemos, também, uma sobreposição de civilizações (tecnológicas). A natalidade ficou no papel. Os vivos continuam a envelhecer e a fórmula do nosso sistema contributivo, em que os descontos pagam reformas (não "descontos" [tipo PPR] como a esquerda sempre fez questão de proferir e mentir por conveniência), já se afunda em défices e tem um rácio de quase 1,5 para 1! Os poemas agora têm de ser outros. A poesia não me dá de comer. As boas intenções não me pagam as contas. Precisamos de outra prosa, mesmo que dura, mas real, a que nos faça falar e escrever sobre o mundo que aí vem com soluções que resolvam o fim, já iniciado, da actual Segurança Social, feito à medida dos anos 70 mas desajustada para o presente e para os anos futuros, muito próximos. Eu não quero poesias na rua que me levem a uma ditadura social do tipo "se eu não tenho tu também não podes ter", não quero uma poesia que me rape as ambições ou que me roube o fruto do meu esforço, nem pretendo marchar para o autismo do socialismo utópico do dinheiro emprestado, tão pouco quero atravessar pontes para um passado inclinado que nos levou a este fosso. A única poesia que eu quero ler é a rima da discussão que devemos exigir aos que nos governam, mas, discutir uma mudança radical que nos permita ser sustentáveis, enquanto país - independente – e que decidamos se queremos sofrer mas erguermo-nos, pelos nossos, ou se queremos penar pela covardia em aceitar que o tempo foi, vem, e nos obriga a adaptar. Não é um direito, é um Dever.

14 de outubro de 2013

"Desafricanização"


No jornal Público, edição papel, deste passado Domingo, 13 de Outubro, um artigo ocupou, logo nas primeiras páginas, com "destaque", a atenção dos leitores. O título "Os relatórios médicos da Diamang como espelho da "desafricanização"". Fiquei na dúvida ante a cumplicidade entre a escrita de Vanessa Rato e nas citações da historiadora Teresa Mendes Flores, autora do estudo antropológico "História da cultura visual da medicina em Portugal" de onde a jornalista extraiu o título do artigo. Espantada, revoltada com o fascismo dos fascistas colonialistas, a jornalista descreve-nos a ciência da autora que caracteriza o homem português em África como um insano explorador que alimenta o "freak show" colonialista e onde "os negros são diminuidos, a paisagem angolana é extirpada da sua africanidade". Estas e mais estas conclusões:" (é) incontornável constatar a "diabolização e inferiorização do negro". Todos estes diamantes literários foram constatados através da visualização, análise e mergulho nas fotografias técnicas de relatórios internos, numa visão de relatório médico, (da década de 60) da empresa Diamang, que operou em Angola desde 1927 até 1975, pela antropologista Mendes Flores.
Não subtraindo qualquer dote às capacidades de Mendes Flores (que nos é apresentada como uma sumidade na "interpretação visual" – quem me dera ter um frente a frente num seminário qualquer, poderia aprender tanto!), o estudo é mais um obsceno sopro na contínua ventania que detrata e escarra no Portugal anterior ao 25 de Abril (para que este não perca a sua utilidade), fustigando a verdade histórica e apresentando o que mereciam ser Adendas como se fossem páginas ilustres da história sociológica moderna que, ao invés da mera subjectividade, deviam ser escritas com imparcialidade. O temor dos "centros de estudos" em contrariar o bailinho do pensamento carneiro e canhoto é sintomático. A investigadora coloca até uma questão que merecia resposta dos milhares de refugiados que fugiram para Lisboa. Diz a Teresa: (os portugueses foram) Um povo amigo?
Sem querer interferir com o "trabalho" da investigadora eu proporia, apenas, nos casos em que cita sobre a "desafricanização do território" e sobre os "apontamentos evocativos de África - não mais do que uma palmeira, um arbusto local... como se não estivessemos em África, mas numa Europa deslocalizada e só muito vagamente exótica" (sic), eu proporia, dizia, o crucial Dicionário de iconografia portuguesa, Lisboa, Instituto para a Alta Cultura, vol. 1, 1947., apenas como achega para a vasta contribuição de fotógrafos portugueses em África (desde os finais do séc. XIX) e das suas reportagens visuais, e, ainda, para não ser incomodativo, o fantástico catálogo da Exposição-Feira de Angola, 1938, com "interpretação visual" do fotógrafo Firmino Marques da Costa. Deste mesmo autor também podemos ver no Arquivo Fotográfico de Lisboa as suas fotografias (COL FMC) que remetem para a viagem de Américo Tomás a Angola, Cabo Verde e Guiné (1968).  Mas, temo que nem assim a autora consiga ver a paisagem africana e a fusão cultural e social, de muitas gerações, da África Portuguesa.

Fotos: Miguel e Nuno Castelo Branco Graça Ferreira com a Maria, o Bernardo, e o cão Barine. Lourenço Marques, 1964/65 
+ Exposição-Feira de Angola, 1938, fotos de Marques da Costa
 

Nuremberga, saloia


Num acto de auto-liquidação, o inenarrável socialista abriu caminho para o seu próprio julgamento ao declarar que os políticos deviam ser julgados depois de saírem do poder. Não sei o que estaria a pensar mas, a avaliação tem de ser feita a todos os implicados na nossa ruína. Faça-se uma nova Nuremberga, saloia, que os portugueses estão ávidos por descarregar a frustração e o ódio naqueles que sempre trouxeram ao colo. Talvez por isso.

13 de outubro de 2013

Jornalismo etiquetado



O jornal Público desenvolve uma reportagem sobre Rui Moreira e descreve com notório voyeurismo os aspectos pessoais e familiares do visado sem esquecer o essencial preconceito pela linguagem politicamente correcta e as inerentes colagens e etiquetismos bem direccionados. Citações de amigos e colaboradores de campanha compoêm o ramalhete e descrevem a "personalidade" do presidente da Câmara do Porto. Estou certo que ao ler o artigo, Rui Moreira, deve esboçar um sorriso quando Helder Pacheco lhe atribui "um certo pensamento republicano, numa certa tradição liberal de esquerda setembrista e patuleia" (eu nunca vi um elogio tão complexo e reboscado, tão insosso e salgado) e quando, mais à frente, o jornalista exalta-se a baptizá-lo com "uma imagem de portuense e portista culto, engagé, corajoso, informado e, à boa maneira republicana, determinado a bater-se por causas". Mas o que é isso do "pensamento republicano" e "boa maneira republicana", das "causas"? Necessito de fazer um desenho do que foi, de facto, o "pensamento republicano" de 1890 a 1910 (arruaçeiro, conspirador, regicída), de 1910 a 1926 (terrorista, opressivo) e de 1926 a 1974 (ditatorial)? Teria sido fundamental o jornalista ter perguntado ao Rui Moreira o que ele acha do "republicanismo" e se os "republicanos" são os únicos a terem causas porque se bater!

11 de outubro de 2013

Praguentos



Entendo todas as indignações mas não encaro o insulto e a violência verbal e física. Do mesmo modo, não entendo os corajosos que afinal são do "disse não disse". Se dizem, assumem. A mea culpa e mea desculpa apenas ilustra a mea personalidade dos meãos. Não é de agora. Lá longe no tempo em que os homens se faziam com os músculos das pernas e dos braços os praguentos (1) eram muitos e tinham lugar cativo nos poemas populares e nos folhetos de Teatro. Muitos destes personagens (no teatro escrito) tinham como ponto alto a contradição e o desdizer perante a força da espada. A sociedade não mudou, mudou o estilo e a edição/publicação, agora nas redes sociais, mudam-se as denominações – de praguentos a paineleiros, "cronistas", fazedores de "opinião". Talvez seja um tique português pensar mal de tudo precipitando o ódio e a falta de educação à frente da inteligência. Uma coisa é a crítica, mesmo que emocional, outra é a falácia. Como disse, não é de agora. Uma passagem pelas deliciosas peças de teatro de Luís de Camões (porventura, o seu estilo menos conhecido) mostram-nos como se figuravam os personagens e a contextualização social dos finais do séc. XVI; na minha opinião, de uma forma mais genuína do que em Gil Vicente. Na "Comédia d'El-Rei Seleuco" lá diz o Mordomo, ao público na plateia, a modos de apresentação da peça: "Ora quanto à obra, se não parecer bem a todos, o Autor diz que entende dela menos que todos os que lha puderem emendar. Todavia, isto é para praguentos, aos quais diz que responde com um dito de um filósofo que diz: Vós outros estudastes para praguejar e eu para desprezar praguentos."

1) Maldizentes.

10 de outubro de 2013

O Problema


O país está confrontado com um tal problema* que este governo é o menor problema dos que temos para tratar.



* Quem é que disse, lá para as terras de fránça, que as "dívidas" não são para pagar?

Plano Desorientador Municipal


Estive 4 anos à espera que a Câmara do Porto aprovasse algumas alterações ao projecto inicial da minha casa. Não foi por excesso de leis foi por excesso de burocracia. Inconcebível. Depois das obras estarem acabadas esperei 8 meses pela licença de habitabilidade! Mais uma vez a desculpa das leis. Eu sei que não, apenas da parcimónia e do desleixo.  
Esta notícia não augura nada de bom. Promete mais desorientação nos Planos Directores. Querendo dar uma sugestão que a "burocracia" está a acabar e com isso motivar investidores a acelerar projectos imobiliários, ou pequenos proprietários a iniciar obras por conta própria, colocando a fiscalização à posterióri, o governo está a dar um passo atrás naquilo que devia ser o apaziguamento das construções desordenadas. Se por um lado esta iniciativa parece simpática para quem pretende realizar pequenas obras em interiores, antevejo imprudente o fim da proponência prévia de projectos de construção. Por outro, o Plano de Ordenamento do Território (nacional) e os Planos Directores Municipais deviam ser fiscalizados com a mesma intolerância que o Fisco pratica. Não facilitar. Temo que as obras se continuem a arrastar por processos de contra-ordenação, que voltem a surgir os fiscais de envelope na mão, que volte a ter lugar o facilitismo autárquico por mais IMI em detrimento de mais planeamento.

9 de outubro de 2013

Chéchés


Faz hoje 46 anos que foi morto, na Bolívia, um dos meninos revolucionários mais queridos deste mundo, Che Guevara. Médico, revolucionário, dizia-se, foi ministro e presidente do Banco de Cuba, mas a sua maior obra foi a implantação e planeamento dos campos de concentração cubanos, não poupando, deficientes, homossexuais e indigentes (não esquecendo o seu virtuosismo ao inventar um campo de "correcção" para aqueles que não compreendiam a "moral revolucionária"!). Foge João! Um assassino desculpado pela historiografia marxista. Bem teria feito o Hitler em dizer-se revolucionário, hoje seria um herói e os meninos andavam todos com o bigodinho a jeito. Che teve a sorte de não ter judeus entre os subjugados ou se os teve os protectores anti-holocausto não se preocupam a perseguir os guardas desses campos. Fuzilou pessoalmente muitos, mandou fuzilar centenas, tendo até dado entrevistas sobre o facto. Um Senhor. Apesar disso, é um querido da esquerda boa, da boa esquerda, dos comunistas, socialistas e dos distraídos que acham que ele era amigo dos pobres e desprotegidos!! Que o digam os milhares de cubanos perseguidos, os familiares dos Congoleses assassinados pelo ímpeto cubano além fronteiras, que o digam os familiares dos soldados portugueses mortos pelos "ideal" cubano em Angola. Apesar disso, dizia, a sua carantonha ilustra milhões de t-shirts e é, também, um sucesso entre muitos portugueses, que não se coíbem de colocar a estrelinha na bóina, qual Che da sua freguesia. Querem ser Ches não passam de chéchés.

8 de outubro de 2013

Subvivência


Porque o Governo fala a conta-gotas e desintegradamente, as opiniões são muitas mas em concreto serão poucas. As propaladas Pensões de Sobrevivência deviam ser explicadas e criterizadas para que se possa fazer ilação. Todavia, adiantando a justeza do "baptismo" da pensão e esperando que estas sejam atribuídas no caso, flagrante, de (desamparo, doênça, invalidez, viuvez, não acumulação de outras pensões!) , falar de cortes nas ditas pensões é o maior erro moral deste governo. Não estamos a mencionar pensões de desemprego para adultos ou jovens mas, em muitos casos, em situações de incapacidade e solitude. Temo que este seja o último corte para a subvivência, num país que subvive sem dinheiro e esperança, para muitos. Para muitos. Mesmo que o declínio não seja mera culpa dos odiados cortes.

7 de outubro de 2013

Portugal


"Portugal está a 30 anos do seu 900.º aniversário. Em 2043, sopraremos 900 velas. É obra. Na ONU, se os países fossem ordenados por antiguidade, julgo que Portugal (1143) só seria suplantado pelos impérios orientais, que parecem imunes ao tempo, e pela Inglaterra (1066). E, se o critério fosse a imutabilidade das fronteiras, até os chineses teriam de dar prioridade aos portugueses. É obra. É motivo de orgulho. Não, não estou a invocar o lero-lero quinto imperalista da missão universal. Estou apenas a falar da calma serena que nasce da simples constatação: estamos aqui há 900 anos.
Além de motivo de orgulho, os 900 anos são uma campanha de publicidade que se escreve sozinha. Conseguem imaginar o impacto do "the oldest country in the world" no nosso turismo? Eu consigo. Porém, de forma trágica, os portugueses ignoram a proximidade dos seus 900 anos. O país está desligado da sua própria fundação. Portugal foi fundado em 5 de Outubro de 1143. Sim, não me enganei no dia. Portugal foi fundado num 5 de Outubro, o mesmo 5 de Outubro do golpe de estado que implementou um regime anti-democrático e violento vulgarmente conhecido pelo eufemismo I República. Por outras palavras, a glorificação dos revolucionários de 1910 esconde a fundação do país. Portugal fez 870 anos no sábado, mas a elite comemorou 103 anos de um golpe de estado que uma minoria impôs ao país.
O país é anterior às ideologias. O país precede os regimes. Os regimes e as ideologias existem para servirem o país, e não o contrário. Ao celebrar 1910 em vez de 1143, a III República está a dizer que Portugal existe para servir a ideologia da esquerda jacobina. Eis o absurdo que leva as almas sensíveis a rotular de "fascistas" ou "nacionalistas" aqueles que têm orgulho nos (quase) 900 anos do seu país. Mas podem ficar com o rótulo, que eu fico com o orgulho. Um orgulho que será partilhado por todos daqui a 30 anitos." 

Henrique Raposo, Expresso

Já não há respeito por um camarada


O laureado, com justiça, José Luís Peixoto, amigo da esquerda boa, de que fala Louça, foi assaltado e agredido na Guiné - Bissau, "pais" onde os camaradas do PAIGC se andam a matar mutuamente desde 1973 na luta pelo poder (talvez seja o "país" com mais assassinatos de chefes de estado, por década, desde a antiga Roma). A linda Guiné, por onde anda Peixoto, é um "país" amigo de Portugal, muito mais amigo depois do Conselho da Revolução, d'Abril, ter participado no reconhecimento relâmpago da independência da Guiné e mais ainda depois do sr. Mário Soares, nos anos 80, ter anuido a receber o foragido presidente Luís Cabral para um simpático exílio em Portugal; se a memória não me falha, na mesma altura em que são conhecidas e divulgadas valas comuns em várias regiões da Guiné com os corpos apinhados e mutilados de soldados portugueses e de soldados africanos que combateram por Portugal, fuzilados e estropiados por ordens directas do amigo Cabral. Desde o golpe de estado de 2012 que, a Guiné devia parecer calma para este escritor-viajante, adepto da Coreia do Norte, e, talvez por isso, o agredido não tardou a explicar que encara o que lhe aconteceu como um "acto isolado". Temos aqui uma consciente veia diplomática. Ora, é para isto que serve a sociologia politicamente correcta. O problema não é a Guiné-Bissau – fundada no terrorismo étnico e comunista – ser um dos locais mais violentos de África, o problema, então, esteve no desconhecimento da personalidade do assaltado pelos assaltantes, esses iliterados. Já não há respeito por um camarada.


5 de outubro de 2013

5 de Outubro - 5 polícias de intervenção . O dia pôdre da nação





Um "manifestante" anti-governo-mas-pró-fôsgasse-situacionista do regime pôs a mão no carro da "República" e caíram-lhe em cima uma mão de agentes especiais. Coitado. Já nada é como há 105 anos. Os que assassinaram o chefe de estado Carlos de Bragança, em 1908, foram uns heróis, hoje, no orgasmo da República "igualitarista", não se pode nem por a mãozinha, doce e terna, no carrinho do veículo que transporta o representante da Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

O dia 5 de Outubro será sempre um dia pôdre. O dia em que a legitimidade da nação portuguesa foi posta em causa por uma escumalha de cidadãos que, embebecidos por uma noção putéfia de "revolução", quiseram acabar com o país público para imporem um país privado (de uns, poucos) acorrentado por uma ideologia anti-natura da génese portuguesa, que sonega e maquilha o passado a bel prazer da revisão histórica, das minorias dominantes.

O dia 5 de Outubro, também, é o "Dia dos Covardes", e distraídos, que se calam perante a ignomínia que nos resvalou até o que somos hoje.

4 de outubro de 2013

Pois não



Um dos socialistas da cúpula veio avisar que o PS ainda não é alternativa "clara" e "imediata". Pois não. Clara nunca foi, antes tentacular, imediata nem pensar. Só um secretário distraído poderia pretender  liderar o aterro que os claros-imediatos ajudaram a criar.


30 de setembro de 2013

A ler

Publicitado pelo João Távora, só agora li uma entrevista, muito interessante, que denota muito da personalidade de Rui Moreira.




Pela primeira vez


Pela primeira, desde que voto,  foi a eleições um candidato com o qual me revejo, em quem votei, em que acredito e que pressinto não seja mais um entre os muitos que passearam a incongruência e as agendas partidárias. A vitória de Rui Moreira foi uma lição para o país e para o candidato Menezes, o dos leitões e Quim Barreiros. O Porto já se vendeu aos partidos e aos sonhos mal paridos. Não ontem.
Parabéns Rui Moreira.

Foto: JN

27 de setembro de 2013

Flávio Nunes

Tal como o João Távora, eu não voto em Tomar, mas gostava....

Nanda


Contorcionista, malabarista das palavras, ávida por pronunciar palavrões, amiga, muito, dos anti-fascistas, embaixadora da esquerda democrática, Nanda não pára de dançar no varão do 25 de Abril e dá show ao comparar o actual primeiro-ministro a Estaline (!), à laia de aula de história, como que a justificar a expressão que critica: "para trás mija a burra". 

26 de setembro de 2013

E assim vai a emoção das eleições no Porto - queques, não queques e católicos


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Manuel Carvalho

26.09.2013/18:22

Vão ganhar os queques da Foz. Vai ganhar a gente fina, vaidosa e bem falante. Mas é a democracia. Como portuense não fico nada chateado. Quem levou com o Rui Rio durante 12 anos mais as suas corridas de pópos, pode bem com uma fotocópia por mais 12 anos.

Utilizador Não Registado

Carvalho tira o V e mete

26.09.2013/18:37

Anda aqui à Ribeira ver em quem é vamos votar ò Morcão, vem cá na sexta-feira ao final da tarde quando fizermos a festa e depois diz que somos os queques a voterem no Moreira, deves estar fodiiidooo por o Menezes não ganhar mas aqui estamos de pestana aberta e tivemos porcos e quim barreiros, mas o voto vai para quem o merece Moreira a presidente
Utilizador Não Registado

Lisboeta

26.09.2013/18:34

Deus te ouça e que os Portuenses o concretizem.
in DN

23 de setembro de 2013

A educação


O país parou por se saber que o treinador de futebol do Benfica vai ser constituído arguido. Vi o vídeo que argumenta a coisa e o que vi foi um normal momento de má educação por parte das "gentes" que vivem desse desporto. Ficaria admirado se a notícia fosse sobre cortesia, bons discursos explicativos do fenómeno, diálogos conjugados por mais de 70 palavras diferentes. Mas não. O país vibra com a má educação, com a inveja, com o escárnio, adora a intriga e o escavar no terreno alheio e no fundo, no fundo, adoravam estar no lugar dos que criticam. A grosseria, o à vontadex, a ligeireza, de palavras e actos, é a nova maneira "de ser" do "Portugal não pode parar". Dizem que esta semana "vai dar que falar" e que "muita tinta vai correr pelos jornais". Que bom. Muitos cérebros já vão ter com que pensar.

22 de setembro de 2013

António José de Brito


Faleceu um dos maiores intelectuais portugueses. Face ao panorama de padronização mental que ceifa Portugal, e de que António José de Brito tanto falava, foi com admiração que vi "desenvolvido" aqui uma referência à sua pessoa, mesmo que tardia e demasiada elementar e, de forma minimalista, noutros orgãos de informação. António José de Brito foi um homem de coragem, toda a sua inteligência era coragem. Independência. Rigoroso, minucioso, científico, uma breve passagem por Ensaios de Filosofia do Direito e outros estudos ou Pensamento Contra-Revolucionário, levam-nos a caminhos "incómodos" e difíceis tão vasta é a referenciação filosófica e tão clara é a projecção das suas questões. Sem rodeios, pleno de humor e ironia, conversar com este professor catedrático (jubilado) era como nadar num mar de cultura, de fácil travessia.
Tive o privilégio de o conhecer pessoalmente e de com ele falar sobre assuntos que hoje em dia são reservados aos clandestinos que não se resignam a ser fanatizados pelo politicamente correctinho das ideologias semi-triunfantes. Respeitava a suas ideias, sem abdicar das minhas diferenças.
A cerimónia fúnebre realiza-se na segunda-feira, dia 23 de Setembro, pelas 15h00, na Igreja das Antas, no Porto.