22 de janeiro de 2013

Crescer depressa, morrer rapidamente


Não me espanto com estas afirmações repugnantes, sobre doentes terminais ou idosos com doênças sem recuperação, mas não pensem que elas são paridas de um espírito liberal. Não, elas são a utopia do Socialismo a esventrar-se. O Estado, o grande-estado de olho atento, o estado dono da propriedade, colector de impostos, que não investe o que cobrou na economia apenas resolve em salários e subsídios, o estado dono da iniciativa privada, das liberdades, o estado dono do pensamento, o estado dono do tempo de reforma, dono das reformas. A dor está a aparecer antes da morte. Muitos dos que criticam estas palavras cruéis e que estão de boa saúde e longe da idade de reforma exigem de outros, dos, anónimos, cidadãos-do-estado, o que não conseguem ter mesmo sabendo que alguém perde para que o tenham. É disso, claramente, do ácido equilíbrio dos subsídios públicos, que este estuporado ministro japonês fala. Contudo vou imaginar o que ele, se calhar, queria dizer para registo de conversa: Cresce depressa, para pagares impostos, morre rapidamente, para não gastares os impostos daqueles que tudo exigem.

2 comentários:

Paulo Cunha Porto disse...

Este mundo não é para Velhos, meu Caro João,
Se o Japonês o disse, o Dr. Correia de Campos melhor o fez e aos Socialistas Socráticos cabe a responsabilidade de terem despachado muito idoso.
Eu acho que a dignidade implica o sacrifício pelos nossos maiores e não o deles em nosso proveito. Mas sou um extraterrestre, claro está.

Abraço

João Amorim disse...

caro Paulo, não é um extraterrestre, pelo menos não está só na sua visão; eu vejo com muita preocupação o problema da demografia e natalidade em portugal mas o problema do abandono e solidão dos idosos vai ser brutal pois não vai ser a nova geração destes jovens frustrados e indignados que vai saber resolver a questão.

abraço