31 de janeiro de 2013

Nús


Convém começar por afirmar que eu entendo a nudez como uma coisa do espírito. A minha nudez não implica eu tirar a roupa e mostrar os genitais. Essa nudez, dos genitais ao léu, é uma forma básica, pobre, de despir não de ser transparente, verdadeiramente nú. Daí que eu veja as atitudes associadas à "nudez" como uma matéria vazia que só cora quem está vestido de preconceitos. Vem isto a propósito de uma exposição promovida pelo Museu Leopold, em Viena, em que o objecto é o nú e quem for visitar a exposição de genitais à mostra entra gratuitamente. Está bom de ver que a coisa atraiu os amigos do nudismo, do voyer e do revolucionismo careta. Por cá estas modas de atrair atenções ficaram por meia dúzia de jovens a andar de cuecas no metro mas não faltará tempo para que a moda do andar nú seja uma realidade quando se for visitar, não um "Museu" mas a Repartição de Finanças ou a Segurança Social.

2 comentários:

Paulo Cunha Porto disse...

Meu Caro João,
mesmo que a imitação não viesse a ser protagonizada cá pelos eternos macacos, ora de rabo pelado, a frequência dos organismos que refere tende a obrigar ao despojamento extremo, se não voluntário, por via das penhoras.

Abraço penhorado, mas noutro sentido

João Amorim disse...

caro Paulo

É o que eu temo!
Retribuo um abraço penhorado, não hipotecado!