21 de janeiro de 2013

O crápula


Em 2013 os Comunistas vão comemorar o centenário do nascimento de um dos maiores crápulas da política portuguesa. Álvaro Cunhal foi um dos maiores hipócritas da cena política, "lutava" contra o que dizia ser uma ditadura ao mesmo tempo que desejava e sonhava impor uma outra ditadura, bem mais feroz, no país; berrava contra a PIDE mas apoiava a presença da KGB, a STASI, a NKVD, todas as polícias políticas que policiavam os regimes comunistas de leste e balcâs, ladrava contra a prisão da Trafaria e Peniche mas nunca se ouviu um "ái" sobre os Gulag estalinistas ou os campos de concentração da Letónia, China, Jugoslávia, Checoslováquia, Bulgária e Polónia, falava mal de Salazar mas nunca se referiu a Lenine, Estaline, Ceausescu, Mao, Kim Jong-il, Kim Il-Sung, Pol Pot, Fidel, Ho Chi Minh, etc. Cunhal foi um defensor do terror totalitário do estado sobre as liberdades individuais. Pelo meio do sonho ditatorial dizia estar ao lado dos "direitos dos trabalhadores" desde que as massas fossem a carne para canhão das manifestações e "revoltas populares", controladas pela ideologia, obviamente. Cunhal lutou contra o país. Não merece mais palavras que desdém. Não merece o cuspe.



2 comentários:

Paulo Cunha Porto disse...

Esse não foi hipócrita, Caro João. Lutava contra todas as coisas que referiu porque não eram dos dele e assumia-o. O que não impede que, como agente do Internacionalismo bolchevique, se tenha tornado um serventuário do imperialismo soviético que o instrumentalizava.

Abraço

João Amorim disse...

caro Paulo, a persistência, a mesma cassete, a frontalidade, não esconde a hipócrisia. Digo hipócrita no sentido do sujeito sempre ter feito passar a mensagem de ser a favor da "liberdade" quando a sua doutrina era contra a mesma, fez passar uma mensagem de estar "ao lado" dos "trabalhadores" quando estes nem sonhavam o que o camarada desejava para eles...!

abraço