9 de janeiro de 2013

O FMI, vulgo FIM da República


O bradado relatório do FIM sugere que se cortem 50 000 empregos na Educação, num universo de, cerca, 150 000. Um terço. Deduzo que o cálculo de merceeiro de 33,33333% a 20% deve também ser aplicado nas forças de segurança, pensões do estado e outras "profissões privilegiadas". Sugerir isto a um país como Portugal é desconhecer, no todo, toda a história desta República! Tenho pena que os catedráticos do Fundo Monetário não tenham sugerido a alteração da arquitectura e estrutura do estado... que é a principal fonte de atraso, corrupção e subdesenvolvimento. A sociedade embruteceu-se com o mote "tudo à mama" e largar este conceito não só é doloroso como perigoso para os instalados no poder. É que a "mama" não só sustenta o bicho como sustenta a permanência do regime republicano. É um 2 em 1 estabelecido há 102 anos e com relativo sucesso. Sobre o funcionalismo público devo dizer que ele é necessário e nalgumas áreas tem défice de funcionários noutras excesso de empregados. Convém lembrar que o relatório sugere cortes nos empregados da empresa/patrão falido e devedor mas, ler as sugestões do FIM, face ao panorâma socio-dependente do português, subentende uma previsão de que vão existir menos um terço dos alunos, muitos menos doentes, menos criminosos, menos conflitos, menos processos em tribunal, mais emprego, uma dinâmica histérica de novos empresários a abrir empresas e a necessitar de braços amigos. Como em todas as dietas, o sucesso só de vê no fim. Vamos a ver se este recanto, quase defunto, aguenta mais injecções nos magros glúteos.

1 comentário:

Paulo Cunha Porto disse...

Sobre isto, tentei tocar na chaga que causa estas dores, em lamento agudo, lá onde sabe.
Já não siomos País, ouvir destas sem um protesto oficial...

Abraço, Meu Caro João