30 de janeiro de 2013

Pesar


Duas notas de pesar dos passados dias; faleceu Jaime Neves, um dos poucos "capitães" que não emprenhava pelos ouvidos a cantilena da gaivota, faleceram no IC8, na Sertã, 11 pessoas que iam a um evento religioso depois do autocarro onde seguiam se ter descontrolado e caído numa ravina. Sobre o Jaime Neves muito se falou em vida sobre as onze víctimas muito se falou após a morte. Todavia, qualquer vida tem o mesmo valor, o mesmo peso, o mesmo pesar. O que difere é o peso que o peso dos outros adiciona em nós. Tenho de assumir que Jaime Neves sempre me cativou. Não foi um dos queridos do PCP, antes pelo contrário, nem da esquerda unida, caviar ou de brincó-piercing. Nunca deixou de se sentir militar mas nem por isso militou na conversa fiada das associações do correctinho. Outros "capitães" ainda cá andam. Muitos deles andam bem satisfeitos pela "estrada" que nos tem conduzido às ravinas do nosso desastre nacional. Pesar pelas vítimas da ignomínia da política e pesar pelas víctimas, inocentes, da imprudência estupor que vagueia nas estradas em Portugal. Duas estradas, duas ravinas, o mesmo destino.


5 comentários:

Paulo Cunha Porto disse...

Mwu Caro João,
Jaime Neves foi um Militar de valia, que se distinguiu mais por missões e comandos, do que pela política como satisfação de reivindicações de classe, embora no momento crítico de 1074, tenha, por outras razões, embarcado com os que por tão mesquinhos motivos se nortearam.
O despiste é a revivescência da síndroma de Entre-Os Rios, com a mitigação do número de mortes e a muito maior probabilidade estatística do que a da queda duma ponte. Que nada mitiga, claro, salvo a nossa parcela de Humanidade, na proporção em que se deixe dominar pelos números.

Abraço

juncker naut non é juggernaut кешин disse...

Mwo caro amicus de capitães capitoas e outros dignos de efemérdes

faltou nesse obi-wan-kenobituário

a homicida suicida que é mais representativa da populaça e b-loggers alucinados que por aí andam

o pobre do bruto matuto do coronel jaimite só conseguiu o generalato 4 anos antes de ir prá cova


era bom garfo, deve ter sido por isso que foi à almoçarada na costa da caparica em 73...

ê juro que nã o vi lá já o cornel de engenharia vasco gonçalves tava lá..e nã parecia acreditar muito no fin da guerra colon i all
pois aconselhava os futuros recrutas a irem para oficiaes de engenharia militar a melhor das armas

o jaimite era un broncossauro...nã desfazendo no intelecto dos broncos

bаш коммента-kapitan сохранен disse...

nunca deixou de ser um militarão

era um simples pé-de-alferes que nem a pistola sabia usar em serviço de guarda quando o eanes era um tenentezinho em Mafra...

morreu? antes ele do que eu...

e o pae do mello antunes com a idade dele continuava major

e era o dobro do homem que qualquer esses capitãzitos de pacotilha
e muito menos militar que o seu quase civil filho...

apesar de serem uns snobs antes antunes que neves...

e pelo que vi o neves continuou um fanático depois de velho
aquela mania da ordem e do aprumo
dum alferes que nem a alma estriada da pistoleira sabia limpar diz muito

amorim tamém havia um capitão mas esse foi saneado no 25 de avril e está morto há que tempos

bom bom bom foi o capitão da guerra das batatas que saneado antes do 25 de avril inda chegou a major valente ou a valem tintin major uma cousa dessas

Dois doidos dois burracos? disse...

ou dois toneis tanto faz

João Amorim disse...

caro Paulo

Para mais, nunca ouvi o general a querer colocar-se no topo dos heróis como reclamam os Otelos e Gonçalves.

abraço