25 de fevereiro de 2013

Direito Republicano de bater ou os ajustes directos


Dizem do sindicato das polícias que tem de forçosamente haver policiamento nos estádios porque quando não há acontece como aconteceu no jogo Guimarães B - Braga B!! Devia ficar atónito mas não fico. Então o público quando não vê polícia começa a agredir os congéneres visitantes? Parece que sim. Esta república da igualdade, liberdade e fraternidade está no ponto de amadurecimento máximo, tão máximo que já começa a ficar pôdre. Porquê? Só um ausente não vê que toda a linguagem dos direitos adquiridos acompanhado da exaltação da "crise" e das "dores" legítimas, levou uma larguíssima franja da sociedade a achar que também tem direito republicano a bater quando quer e pode, nem que seja para desanuviar. Num outro registo, porque, de facto, assim se passa na praxis contractual do estado, podemos falar que o país está em modo de ajuste directo. 
Será que os "que se lixe a troika" vão cantar a "Grândola" à porta dos estádios?

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