20 de fevereiro de 2013

Enquanto o pau vai e vem as costas descansam


Ontem, os meninos ocupados da "Que se lixe a troika" mais uns meninos dos aparelhos juvenis d'esquerda foram insultar e dar barraca numa palestra onde iria discursar o ministro Relvas. Não se tratou de uma manifestação em espaço público, legítima, onde poderiam cantar e exibir cartazes mas mais uma arruaça num local privado. Fazer-se ouvir com inteligência, gozar do direito de opinião e expressão, não chega o que é necessário é insultar, vociferar e fazer uma "moche" para dar nas vistas na televisão. Estas "manifestações" estão assumidamente organizadas e fazem parte da linguagem desta nova geração Vod(k)atroika. A ralé fica satisfeita, ficam satisfeitos os insatisfeitos da vida (pré-pré e pós troika) e as audiências televisivas. Face ao que eu vi não percebo porque não foi chamada a polícia de choque. Não vejo grande diferença entre estes meninos e os meninos das claques, que também têm todas as razões do mundo para odiar os seus opositores. Por este andar eu posso ir ter com o presidente da minha junta de freguesia e chamar-lhe ladrão, fascista, filho de uma galdéria, agredi-lo, porque não gosto dele, anda a gastar dos "meus" impostos, anda com um carro melhor que o meu e tudo isso enquanto há buracos na minha rua que só existem porque o presidente da junta é de um partido que eu não gosto. Concordar com "acertos de contas" pode ser um perigosíssimo jogo onde poucos políticos estarão inocentes e poucos cidadãos estarão protegidos. Mais do que uma revolta social a transparência destas acções denotam um contorno de ódios, invejas, frustrações pessoais e manipulação política. Este jogo dos meninos que se estão a lixar merece uma reflexão por parte da autoridade (não do governo) e para a próxima devem, na minha opinião, enviar uma carga policial para malhar consistentemente em quem insultar e tentar agredir o seu semelhante, tal qual nos jogos de futebol, com a atenuante que, como diz o ditado, enquanto o pau vai e vem as costas (dos meninos) descansam.




2 comentários:

Paulo Cunha Porto disse...

E não percebem que a festa permanente lhes prejudica o Trágico mobilizador. Mas é lá com eles. Agora, ninguém falou nisso, mas não gostei nem um pouquinho da expressão cúmplice ou babada de José Alberto Carvalho, quase neutralizando a correcção da maioria das palavras que proferiu, também sabotadas pela referência à aliança dos jornalistas.

Abraço, Meu Caro João

João Amorim disse...

A confusão e arruaça é um elemento a considerar na "luta" dos camaradas visto que os votos que obtêm nas urnas pouco ruído fazem.

abraço