15 de fevereiro de 2013

Nada como um beijo que não se dá


Ontem foi "dia dos namorados", para o comércio e para os que se regem por "datas oficiais". Hoje sai a propósito uma notícia do beijo mais longo. Eu não me impressiono com records apenas me pergunto o que vale a pena. Face à motivação por figurar em tabelas e livros, prefiro os beijos anónimos que se dão por paixão, os pequenos beijos de acordar, os beijos que se detêm. A duração do acto pouco importa, é métrica sem expressão no tudo que representa o amor. Por outro lado, a interrupção de um beijo alimenta o desejo de um outro e outro beijo. Sem obrigações, nada como um beijo que não se dá, nada como, um beijo que nos dão.

2 comentários:

Paulo Cunha Porto disse...

O que é incrível é tanta estima pela longevidade em matéria beijiqueira, quando ela é proscrita da Política, to trajo e de tantos outros domínios escravizados pela Moda. Dito o que acho que sou arisco a estatuições nesta matéria. Cada qual dá como lhe saiba bem. Ou cairemos nas definições risíveis como a insuficieníssima do «DICIONÁRIO DE OXFORD, segundo o qual o beijo seria o movimento dos lábios que tocando numa superfície se unem e logo se afastam de novo, tendo dado motivo a uma crítica correctiva:
«O Dicionário pode saber muito do idioma, mas nada percebe de beijos».

Abraço, Meu Caro João

João Amorim disse...

Uma boa prova são as fotografias em que conhecidos políticos se beijam denotando uma tradição que é confundida com afectos (ou hipócrisia!). A definição de beijo devia ser apenas "acto de beijar"!... o resto não vem nos livros, porventura num outro livro de poesia.

abraço,