5 de fevereiro de 2013

Perder a vida


Li, hoje de manhã, que ontem foi o "Dia Mundial da Luta contra o Cancro". Por coincidência ontem soube que um grande amigo meu, pai de um dos meus mais antigos amigos, dos poucos que confundo com a minha família de sangue, estava internado no hospital. Ao final da tarde fui estar com ele. A história não é nova mas não pensei que a doença se tornásse tão dramática. Tão terminal. Sei o que é perder alguém pelo cancro. Vi o meu avô falecer em casa quando tinha 18 anos, vivi a morte da minha mãe quando eu tinha 24 anos. Não sei o que eu poderia fazer para ajudar na luta contra o cancro apenas sei como acarinhar, se é que a minha ajuda pode ser válida para além de oferecer esperança ou rezar. É difícil falar da vida para além da morte quando alguém que amamos perde a vida para a morte que não deseja. Talvez, por isso, seja mais fácil encarar a morte quando esta nos depara do que quando se depara com os outros. Porque a morte dos outros, que amamos, é uma silenciosa subtração da nossa vida.



2 comentários:

Paulo Cunha Porto disse...

Meu Querido Amigo
as minhas palavras não têm dignidade para abordar o tema. Só o pode fazer Quem tenha passado pelo transe referido. Conheço um livro de Autor nessas condições, que recomendo sempre a quem atravessa ordálias destas:

«DOR», de C. S. Lewis

Que a leitura dele, se assim o decidir, O possa ajudar.

Abraço apertado

João Amorim disse...

Obrigado, Paulo.

abraço,