27 de março de 2013

Legitimar a Nacionalização


A questão do assalto aos depósitos bancários não deve ser vista como legítima. Nunca. Hoje os depósitos a seguir as propriedades, mais tarde as camisas. Se, de facto, muitos depósitos são provenientes de lucros ilícitos então que os governos decretem uma lei, tal como existe nos EUA, e, presumo, já na Europa, de confisco objectivo e cirúrgico a determinadas contas ou bens. Promover uma lei que apanha tudo em redor acima de um valor (100 000 euros) assumido como "milionário" é roubar sem legitimidade. Este saque devia ser baptizado tecnicamente e chamar-se Nacionalização. Este ocaso vai transformar-se em fenómeno e, que ninguém duvide, vai ganhar proporções inflamadas em Portugal, como "programa" inevitável para tapar os buracos do "estado social". Quem nada fez vai ficar a rir-se do esforço alheio e vai incrementar o ódio e o ressabiamento. Estas medidas (não só esta "ideia" para o Chipre mas outras já implementadas no nosso caso Português) ao invés de justas vão alimentar a passividade, a mediocridade, a moleza, o desdém, o rapar o tacho, a subsídioapetência pelo bicho mamão estado-é-tudo-nosso. É deixar a brisa assobiar por uns tempos; não tarda todos verão que já ninguém trabalha para si, para o seu presente-futuro, trabalha para o comum, apenas, imaginado, do qual não participa, todos estarão a trabalhar num sistema de escravatura fiscal que transforma os capazes em fracos.

2 comentários:

Paulo Cunha Porto disse...

Um confisco é sempre roubo ainda maior que uma nacionalização, Meu Caro João, porque não avoca responsabilidades, apenas se locupleta com o carcanhol. A Comissão Europeia & Associados confessaram a falta de escrúpulo consequente, quando se trate de rebelar-se contra a voz do dono e Berlim reedita a propensão imemorial para a rapina.

Abraço

João Amorim disse...

caro Paulo
Por muitos zigezages que o Eurogrupo diga por estes dias uma vez feito outra vez se voltará a fazer. O "Estado" está a tornar-se demasiado feroz quando nem devia ser sentido!

abraço