19 de março de 2013

Um país de protestantes


Belmiro de Azevedo disse que as manifestações são um "carnaval permanente", mais ou menos isto, mas que sempre é melhor uma manifestação, protestar, do que nada. Concordo. Não conheço pessoalmente o empresário mas sei que é um dos portugueses que, através das empresas que fez nascer e crescer, mais emprego gerou. Tornou-se rico, sem nunca ter sido pobre, mas a sua riqueza vem da economia, legítima, não da especulação, das cunhas, de benefícios em negociatas com o estado. Portugal está como está porque tem mais sindicalistas que Belmiros, tem mais "indignados" que Belmiros, tem mais críticos que empreendedores, tem mais chulos e perseguidores da carreira-na-política que Belmiros. Na vida nem tudo é negócio, nem tudo é dinheiro. Também, por aí, Belmiro de Azevedo já demonstrou não ser um adesivo de conveniência tal como os gestores Coelhos que polulam em redor do "estado". O país está a ficar de rastos porque o patrão-estado ficou falido com tanta incompetência e ideologia protestante. Poucos como nós sabem protestar, poucos como nós sabem de cor os direitos nacionais, internacionais, galáxios, universais, adquiridos nesta feira da ladra chamada República Portuguesa.


3 comentários:

Paulo Cunha Porto disse...

Meu Caro João,
eu não posso condenar os que gritam quando lhes arrancam a pele.
Mas claro que um sistema que fez do conflito a sua essência, o laboral-patronal, como o das siglas políticas, não se pode queixar de tomar do próprio remédio, mesmo quando em atitude defensiva e não já na reivindicação.
Claro que a voragem das promessas como elevador para o Poder é o anúncio da tragédia.

Abraço

Anónimo disse...

Nota-se que não conhece Belmiro. Sabe de onde veio o dinheiro inicial do Belmiro. Já ouviu falar de uma fortuna de umas irmãs, que mudou de mãos e foi parar milagrosamente a ... Belmiro? Investigue melhor de como começou Belmiro. Não se esqueça que Belmiro não teve a ideia do "Continent" apenas a importou para Portugal, o que não faz dele uma grande personagem, apenas um aproveitador com sorte.
Se deu emprego a muitas pessoas retirou emprego a muitas mais do comércio tradicional. Meu caro, às vezes é melhor não seguir as balelas da carneirada. Um merceeiro é apenas alguém que sabe roubar pela técnica da mercadoria. E não há nada de digno nisso.

João Amorim disse...

caro Paulo
Eu não ponho em causa o direito/dever de manifestação, o que critico é a tal politização militante das manifestações, o dito, assalto ao poder; por detrás dos manifestantes esconde-se a agenda oportunista das "oposições".

caro anónimo
Estou dentro da "biografia" do empresário, já trabalhei com empresas do universo Sonae, só não o conheço pessoalmente. Não creio que a sua dinâmica se deva a sorte mas ao engenho de uma estrutura vencedora e geradora de empregos. É isso que eu queria colocar em causa. Falo da mentalidade passiva e subsidiária da maioria; do querer, do não seguir a "carneirada".