20 de março de 2013

Uma garrafa que queria ser vivida


Diz-se que o vinho dá vida a muita gente, que dele depende; por estes dias, uns tragos desse líquido salvou da desidratação e da fraqueza um sexagenário que se havia perdido numa serra. Mas, como tudo na vida, nada surge espontâneamente e se a garrafa viajava no carro, até como companhia, sem o, provável, saca-rolhas a providência não tinha operado a não ser que a garrafa já viajasse aberta e, aí, podemos falar do destino, não como noção de fatalidade mas como factos que se desencadeiam entre si. Somando a felicidade e sobrevivência da pessoa perdida, parece-me a história de uma garrafa que queria ser vivida.

2 comentários:

Paulo Cunha Porto disse...

A Felicidade que o dia e o substrato fazem corresponder a letras garrafais...
Mas, Caro João, nota-se progresso da responsabilidade pessoal e da Crise: tempos atrás, seria bem plausível num protagonismo similar o garrafão de 5L...

Abraço

João Amorim disse...

Eh, eh, eh, Ó Paulo, ainda bem que nos podemos rir, até porque a pessoa ficou bem; era de 5L e verde-tinto e não acredito que não viajasse, também, a respectiva brôa.

abraço