26 de abril de 2013

A PIDE do discurso oficial de esquerda


A PIDE das nossas opções, consciências e atitudes anda aí, nos jornais, blogges, TV's, faculdades, institutos públicos, cafés; Quem não for formatado com o pensamento do 25 de Abril está apontado no caderninho do desdém oficial. Eu não uso o cravo ao peito no dia 25 de Abril nem em nenhum outro dia. A agenda da bisbilhotice, da perseguição moral e intelectual continua a ser feita, desta vez, pelos adesivos, os situacionistas, os ignorantes e por aqueles que se acham donos da política e da história, dos costumes e do sumário das conversas possíveis neste regime. Não precisamos de usar cravos, estamos, há três décadas encravados.

Ausências



O Otelo também esteve ausente das comemorações.



Ai 25, ainda bem que hoje é 26


(...) Mas a criança nasceu mal. Com uns meses de vida, foi atacada de grave moléstia de sarampo que a deixou cega e surda para a vida. Entre os 2 e os 12 anos sofreu a dura fome para, logo, arranjar uns pais europeus adoptivos que lhe permitiram passar a adolescência e a vida adulta entregue aos excessos de glutoneria. 
Aos trinta e poucos, pediram-lhe contas do que havia feito. Só então se deu conta que nada havia feito, que não se havia preparado, que era dependente, que parasitava os doadores, que pedia emprestado para comer, para morar, para se transportar. (...)

25 de abril de 2013

Todas as "vitórias" acentes em revoluções são seladas com tanto de verdade quanto de farsa


Hoje, ao acordar, a minha filha, com 10 anos, contou-me o que escreveu no teste de história: Que no tempo da monarquia o povo vivia com fome e os nobres eram muito ricos, que o Rei D. Carlos vivia em palácios e ganhava muito dinheiro, que depois de o Rei ser morto o país implantou a República e começou a aparecer a Liberdade e o pais começou no caminho do Progresso! Rejubilei. Disse-lhe que se ela tinha escrito isso iria ter um futuro brilhante e que seria bem aceite em qualquer partido, principalmente nos partidos de esquerda, e que teria um lugar garantido no jornalismo luso, caso quisesse seguir a via de Letras. Fui ver o livro escolar e, de facto, o que consta nas folhas não anda longe do que ela disse. Ínfame.
Todas as vitórias acentes em revoluções são seladas com tanto de verdade quanto de farsa. Uma coisa é a ocorrência factual outra é a forma como deve ser escrita e propagandeada. Um exemplo, o "nosso" 25 d'Abril. O que aconteceu foi uma revolta militar que pelo facto de ter infiltrados comunistas evoluiu para uma "revolução" a "favor" da "Liberdade". O que não se pode esquecer é que os revoltosos mais extremistas que queriam deitar abaixo a ditadura faziam-no com o propósito de implantar uma outra ditadura, mais férrea, logo, não pretendiam gerar liberdade! Mas a farsa veio com a propaganda e os pró-ditadores apoiaram-se na historieta dos "cravos" e do "povo unido" para suavizar e escrever um livro de boas intenções
E de farsa em farsa eu vou contribuir para esta data e encerrar esta mensagem com uma visão tão verdadeira como aquela que ensinam nas escolinhas aos meninos de 10 anos: ... e depois veio o 25 de Abril que foi uma revolução em que o povo saiu à rua para festejar o fim da ditadura e depois veio a Liberdade, a Prosperidade, a Felicidade, Trabalho e Igualdade para todos e Portugal não parou mais, deixamos de Emigrar e podemos falar todos de política e quem quiser pode ser Presidente da República e depois vieram as auto-estradas para nos levar ao Algarve e um rôr de coisas Maravilhosas que nos fazem ser Hoje muito Felizes e Prósperos, muito Íntegros e muito Satisfeitos, tal como hoje somos.

24 de abril de 2013

23 de Abril. Um dia feliz


Ontem, dia 23 de Abril a minha mulher fez anos. Ainda a recuperar de uma recente intervenção cirúrgica, quis a Teresa, cujos belíssimos olhos azuis são o coral onde me banho, que eu fosse a Lisboa, assistir à homenagem ao Professor Victor Wladimiro Ferreira, porque, caso não fosse, não ia ficar bem com a minha consciência. Pois não. E com este gesto e com a minha consciência fui, estive presente e não me senti ausente de nenhuma celebração! Na Biblioteca Nacional, não me sentei para ouvir falar dos predicados intelectuais do ínclito professor mas para ouvir "as consciências"! Não privei o suficiente com Victor Wladimiro para o conhecer com intimidade mas sobeja-me o que vou falando com os seus filhos, para além das conversas que tivemos. Não saí defraudado. Confirmei os meus sentimentos. Por algumas vezes, ao longo dos discursos, pensei: mas onde andavam nos últimos anos os Guilhermes de Oliveiras Martins desta vida, tão disponíveis e abertos nos discursos? Exibiram e divulgaram o seu nome quando ele ainda tinha pujança? São dúvidas próprias de quem gosta mas que de todo abandono quando me lembro das ideias que troquei com o professor e que me afiançam uma das suas melhores qualidades, a sua independência. Tão presente na natureza dos seus filhos. 
Por esta homenagem, estão de parabéns a Biblioteca Nacional, o Centro Nacional de Cultura, a família do professor, pela sua mulher, D. Ana Plácido Castelo Branco (cuja obra pictórica, descritiva, se revela tão emocionante e ambrangente quanto a de Victor Wladimiro), os seus filhos, Miguel, Nuno e Ângela Camila Castelo Branco. 
23 de Abril. Um dia em que Victor Wladimiro nos fez feliz. E, para ti, Teresa, também, parabéns.

23 de abril de 2013

"Há sempre uma candeia dentro da própria desgraça"





Ó Manuel, como faço minhas as tuas palavras! Também eu "pergunto ao vento que passa notícias do meu país". Um país que tem sido ignorado, como dizes nos versos, crucificado por aqueles que o dizem amar. Dia 25, eu também estarei ausente, como tu, das "comemorações", nos trinta e nove anos desta "pátria parada à beira de um rio triste", recordarei os teus versos e escreverei a minha resistência.


19 de abril de 2013

Boston

Ao ler os comentários desta notícia na CBS fiquei com a certeza que a sociedade americana é uma sociedade dividida sobre a aceitação de emigrantes mas perentória no julgamento sumário dos "islâmicos" e dos "anti-americanos". O atentado de Boston não foi perpetrado por "profissionais" do médio-oriente mas por dois desintegrados, jovens, falhados, porventura, "saudosos" do radicalismo que os levaria a deixar a Tchetchénia. Há quem nunca aprenda. Outra questão que me despertou é a condenação, por parte dos cidadãos americanos (a "amostra" dos comentários não pode ser extrapolada mas denota muito do nervo daquele povo), ao "terrorismo". Todavia, nem uma frase sobre os milhares de mortos no Iraque ou sobre o apoio militar à Al Qaeda, nos anos 80, entre outros grupos agora do "lado contrário". A guerra de palavras que vai nos media americanos denota os grupos e seitas que vivem fechados sobre si no país: os cristãos, os judeus e os outros! A tolerância, essa, fica para tempos mais moderados porque o momento que está a parar a América é conseguir o melhor plano para seguir em directo uma caça ao homem. Uma história que eles sabem bem dividir em capítulos de forma a inserir a publicidade, intercalada.

Nem Soares, nem Sócrates, nem Gaspar. Nesta República ninguém erra


Vários jornais dão notícia que o ministro Vítor Gaspar usou as conclusões do estudo de Kenneth Rogoff e Carmen Reinhart para defender a austeridade mas que este se sustentava num erro (no excel!) agora descoberto. Não acho relevante saber essa informação. Quantas pessoas nós conhecemos que falam erradamente? Quantas políticas partidárias nós constatamos que são em si um erro e no dia das eleições, Olha!, mais do mesmo? Quantos defensores ideológicos de políticas erradas nós não ouvimos todos os dias a desfiar exceis marados na televisão? Quantos erros nós aceitamos em nós e não perdoamos nos outros? Quantos erros este país já pagou, bem caro, e os seus culpados andam aí de chafeur e carro pago pelos contribuintes, porque a "maioria" gosta de continuar a pagar? Quantas almas nós não ouvimos dizer, de carinha laroca, que são comunistas quando todos sabemos o que é/foi o comunismo e os seus custos? Porque razão os jornalistas são hábeis em divulgar constatações "pequeninas", como exceis, e não conseguem ser críticos em relação a coisas grandes-gordas como esta República? 
Porque razão o nosso ministro da economia não pode ter citado um estudo que à data da menção não se sabia errado? A visão crítica deve ser outra. O mal não está em errar – partindo do pressuposto que o erro pode ser desencadeador de outras perspectivas na pesquisa de soluções. O mal está em persistir no erro.

17 de abril de 2013

Uma notícia "de Telejornal": Homenagem a Victor Wladimiro Ferreira



Uma notícia "de telejornal" que não será noticiada como deveria ser: a evocação, na Biblioteca Nacional de Portugal, com a colaboração do Centro Nacional de Cultura, a Victor Wladimiro Ferreira. Fico feliz por esta homenagem.

Victor Wladimiro Ferreira disse-me, por escrito, que confiava em mim. Temi quando li essas palavras pois tal elogio eleva a responsabilidade de quem as recebe. Espero ter estado à altura de tal generosidade apesar da brevidade da nossa amizade. Estou certo de que em nada me destaquei mas a sua ausência e saudade vem comprovar o bem que me influenciou. Várias das nossas trocas de correspondência tinham a ver com um projecto em que eu me dispus voluntariamente a colaborar. Infelizmente não foi no seu tempo mas estou certo que com a ajuda dos seus filhos a obra verá a luz do dia. À custa de tal empreendimento eu conheci a família Castelo Branco Graça Ferreira e conheci o país. Um país mais complexado do que eu supunha, um país que não sabe reconhecer pela genuinidade mas pela cunha, um país onde as editoras recusam editar sempre que o tema é uma ex-colónia, um país com gente que tem medo de ir além do politicamente correcto, um país onde o tema da "descolonização" é um dado intocável, um país onde em reuniões com editores, que eu bem conhecia, pelo facto de eu apresentar pinturas, únicas, autênticas viagens analíticas, sobre vivências de Moçambique, me perguntaram se eu era simpatizante do colonialismo. Em boa verdade, caro professor, fomos colonizados pela ignorância, pela inferioridade dos que nos governaram nos ditames do facciosismo que queriam revolucionário, tão revolucionário quão pobre e vazio, qual o actual estado do país.
"Um Homem Livre", assim diz o seu filho Miguel Castelo Branco. Mais do que livre. Victor Wladimiro Ferreira possuía, pela sua integridade, Alma e cultura, o dom de Libertar.


16 de abril de 2013

O país do fato de treino de cerimónia



Não sabia que se passavam credenciais, tipo Diploma, aos eleitos como "presidente da república" mas não estamos a falar de um país qualquer mas sim de amigos do socialismo português, na figura do ex-ministro José Sócrates, a Venezuela. Só em países com este nível de socialismo é que o fato de cerimónias é um fato de treino; e para as idas à televisão uma "farda à civil" com a indispensável boina e estrelinha. Por cá a moda ainda não pegou, completamente, mas já está assimilada há 38 anos. Para os que não repararam a maioria dos políticos são adeptos do estilo chinelo.

15 de abril de 2013

A induvidável leveza do ver


As estações de televisão andam às aranhas com as questões das audiências. Para subir o seu share a RTP convidou o antigo primeiro-ministro do Portugal não pode parar e pensou que ia ter 99%, no mínimo. As últimas novidades dizem que o programa comentareiro daquele que se apresenta com o nome de baptismo perdeu clientes e foi o 20º mais visto: 757 mil pessoas! Serve esta introdução para levantar uma questão: as medições fazem-se por televisores ligados ou pela plateia doméstica? Sim, porque em frente a 1 televisor podem estar 6 almas (incluindo o cão) ou estar apenas 1, ou nem estar nenhuma. Posto isto 757 mil aparelhos ligados a ouvir um aluno de filosofia é muita coisa para quem devia andar perturbado com a vida real. Em Portugal somos ligeiros, muito leves, também, por isso, a forma de medir audiências se faça numa induvidável leveza do ver.

Por muito menos que aquilo que Soares tem feito ao país


Com esta frase, "por muito menos que isto foi morto o rei D. Carlos", o sr. Soares revisiona, mais uma vez, a história e dá a entender, de forma infame, que o Rei D. Carlos foi "bem" morto pois era um criminoso para o país...! Faço minhas as suas palavras e digo ao sr. Soares que por muito menos que aquilo que Soares tem feito ao país foi morto o rei D. Carlos.



12 de abril de 2013

A agitação senil



Soares, de quem as enciclopédias escreverão 600 páginas de erros, está-se a agigantar como um agitador. Pelo que ele diz, deve pensar-se um agitador de consciências, mas não. A sua senilidade (própria da idade mental) não se coaduna com a idade moral, da prudência, da experiência. Ao dizer, como um fariseu, que se não podemos não devemos pagar a dívida, dando como exemplo a "Argentina" – cujos prejuízos políticos, sociais e económicos congelaram e aniquilaram uma geração – só está a dar razão à esquerda radical, ao oportunismo populista, que espreita, à escumalha, à gentalha, aos que vivem de expedientes. Se o estado, que alimenta Soares, não paga a dívida aos seus credores porquê pagar aos seus pensionistas, porquê eu pagar aos meus fornecedores, porquê as famílias pagarem as hipotecas, porquê pagar se "não podemos"? Até a minha filha de 10 anos sabe que quando se pede deve-se pagar e, mesmo que com negociações, honrar o compromisso. Mas as regras de conduta não vêm na Constituição! O que Soares devia ter dito é que se o estado não pode pagar agora deve construir uma anuência, junto dos financiadores da nossa causa, para liquidar mais tarde! Soares tem na mão a responsabilidade moral de milhões de deslocados, refugiados e mortos em guerras civis, agora prepara-se para provocar o coiro dos incautos ou biltres que o ouvem proclamando uma luta, d'esquerda, esclerosada. A senilidade de uma sociedade ausculta-se pelos ouvidos que dá a senís.

11 de abril de 2013

Um Grande Português - Gonçalo Ribeiro Telles


Acabo de desligar o telefone após uma breve e emotiva conversa com o arquitecto Ribeiro Telles onde lhe transmiti o orgulho que tenho em o conhecer. 
Conheço o arquitecto pessoalmente desde 2007 mas há muito que sigo a sua lide na arquitectura e na acção monárquica. Quis o triste destino que nos viéssemos a conhecer no velório do meu querido primo João Camossa. Desde aí, tenho mantido algum contacto, até, fruto de uma saudade que o meu familiar me deixou. Disse a Ribeiro Telles que o país não o compreende! Ouve-o, lê-o mas não o compreende. Os jornalistas – que o dizem "utópico" – fazem um esforço mas não conseguem chegar ao âmago da sua conduta: o ser monárquico. A sua ligação à história, a sua ligação ao território, não é uma peça descolada da estrutura de Ribeiro Telles. É, aliás, a sua cultura ideológica, e política, que impregna de seriedade e objectividade a sua carreira de paisagista. E depois, o amor ao espaço onde se sente integrado, a geografia dos contornos, cheiros, cores, o sentir da construção da paisagem como a forma mais sustentável de uma vida satisfatória. A paisagem, também, como essência – afectiva – do país.


10 de abril de 2013

O primeiro dos que se seguem até à ditadura


Muito bem. O ministro Gaspar proferiu um "despacho" a proibir qualquer gasto. O que é importante frisar é que a noção de despesa está inerente à noção de serviço público (já nem falo na distribuição da riqueza cobrada em impostos!!); sem possibilidade de gastar/produzir para que servem os milhares de funcionários públicos nas câmaras, institutos, ministérios, nos pelouros da "acção social", "cultura", "educação", "desporto", etecétera?  Muito bem. Se o ministro tem poder para isso também terá poder para emitir um "despacho" a proibir o pagamento dos juros e importâncias devidas às PPP's. Também pode emitir um "despacho" a obrigar à descida das tarifas eléctricas, a obrigar à descida dos preços dos combustíveis. A "democracia" é boa nestas coisas, na liberdade para "despachar", contrair empréstimos para asfaltar 800 klm de auto-estrada, na liberdade para os juízes "despacharem" ao sabor de uma constituição ambígua e prenha de ideologia utópica. "Despacha-te" Gaspar! Este foi o primeiro dos que se seguem até à ditadura.



6 de abril de 2013

A PIDE da constituição d'Abril


Um sujeito de barbichas grisalhas leu um "acórdão" como se fosse uma sentença de um tribunal de menores, depois falou aos jornalistas fora da mesa. Os sujeitos do Tribunal Constitucional são a PIDE da revolução d'Abril, do PREC, da coisa parida em 1976, atentos, vigilantes dessa coisa em forma de rolo a que chamam Constituição. Não é a dita que tem de ir ao encontro das emergências e da realidade é o contrário. A "esquerda" está de parabéns, os tempos que se seguirão poderão ser os últimos que passaremos em liberdade até a Constituição nos enxaguar na bancarrota (e desavença social) que se avizinha.


5 de abril de 2013

Outros pormenores a não esquecer


Sem querer ser chato por pegar em pequenos detalhes sem importância, pois o que interessa é ter saúde, relembro, desculpem, o caso da "licenciatura de José Sócrates" e, só me lembro, porque na altura a imprensa não fez tal alarido. Mas há outro pormenor que me assombra como um grande detalhe: o Ministro Relvas decidiu demitir-se no dia em que sabia que a coisa ia a lume forte no caso da sua "licenciatura" coisa que o Ministro Sócrates nunca fez! Não me lembro de ver, hoje, nenhum artigo jornalístico a frisar o facto passado. Sabem, a imprensa portuguesa, da República, também tem destes pormenores, o detalhado pormenor de seleccionar!


Pormenores a não esquecer


Numa altura em que todos barafustam contra o facto do antigo reitor da Lusófona ter "facilitado" e ter aceite um relato oral, de uns não sei quantos artigos de jornal, como equivalente a uma prova que devia ter sido escrita, convém lembrar que no corredor das (obscuras) aparências figuram outras dezenas de casos, para não dizer centenas. Relembro, a correr, que a melhor nota de toda a licenciatura (3 anos) de António José Seguro, na Universidade Autónoma, foi um "19" atribuído pelo Exmº Professor Vítor Ramalho, esse mesmo, o ex-dirigente socialista e amigo dos seus amigos do PS. São coisas de que não devemos suspeitar, eu sei, apenas os elenco como pormenores a não esquecer no meio de tantos pormenores com pormenor que prefazem o constante folclore da República Portuguesa.

4 de abril de 2013

Olha, todos a bater palmas


Rejubilação, rejubilação...!... olha todos a bater palmas. Com a demissão do Ministro Adjunto não sai, apenas, o ministro saco-de-areia, o bombo (bimbo) da festa da oposição, com a sua saída entra na cabeça de muitos o desejado fim da agregação de freguesias, o fim da provável união de câmaras, acaba a reestruturação da RTP, a reestruturação dos ministérios, enfim, com Relvas acaba(-se) uma força reformista que todos os portugueses exigiam há 5 anos atrás – o despesismo com as RTPs, TAPs, etc, etc, etc, etc, – e que agora todos criticam por se querer fazer. Saiu por não ter carácter? Saiu por "tratar" da sua "vidinha"? No fundo, Relvas é em tudo semelhante a todos os políticos e videiros que o criticam.

3 de abril de 2013

O Evangelista do Impulso



O Ministro Relvas criou uma embaixada e deu posse ao “embaixador”... do "Impulso Jovem". Estive a ver de que se tratava e consegui pouca informação, o que me sobrou foi uma iniciativa em forma de subsídio e de curta duração. Não estou certo que as empresas adiram em virtude das contrapartidas dos contractos. Para além das boas intenções, o nome do programa deixa-me muitas dúvidas. A ver. O que é um Impulso? Será um Impulso Jovem mais forte ou diferente que um Impulso Adulto? Que género de Impulso está o programa a sugerir? Não será um Impulso a forma errada de tomar uma acção? Não seria mais correcto apelidar a coisa de "Ajuda à Concretização  de Emprego para Jovens"? Não estará este governo a governar por impulsos, denotando uma ausência de ponderação? Por outro lado, porque razão é o bracarense Miguel Gonçalves "Embaixador"? Pela sua prosa? Pelo facto de tratar os congéneres por Tu (mesmo que para uma plateia)? Pelo que eu vi pareceu-me muito idêntico aos evangelistas americanos a vender o paraíso... talvez uma mistura de chefe de vendas, bispo da IURD, psicólogo (curandeiro), treinador de futebol e telefonista de call center
A vida não se faz por impulsos ou sustentada em cursos de auto-confiança mas com objectivos/ideias concretas, coisa que não estou certo que esta Embaixada evangelizadora consiga empreender.