24 de abril de 2013

23 de Abril. Um dia feliz


Ontem, dia 23 de Abril a minha mulher fez anos. Ainda a recuperar de uma recente intervenção cirúrgica, quis a Teresa, cujos belíssimos olhos azuis são o coral onde me banho, que eu fosse a Lisboa, assistir à homenagem ao Professor Victor Wladimiro Ferreira, porque, caso não fosse, não ia ficar bem com a minha consciência. Pois não. E com este gesto e com a minha consciência fui, estive presente e não me senti ausente de nenhuma celebração! Na Biblioteca Nacional, não me sentei para ouvir falar dos predicados intelectuais do ínclito professor mas para ouvir "as consciências"! Não privei o suficiente com Victor Wladimiro para o conhecer com intimidade mas sobeja-me o que vou falando com os seus filhos, para além das conversas que tivemos. Não saí defraudado. Confirmei os meus sentimentos. Por algumas vezes, ao longo dos discursos, pensei: mas onde andavam nos últimos anos os Guilhermes de Oliveiras Martins desta vida, tão disponíveis e abertos nos discursos? Exibiram e divulgaram o seu nome quando ele ainda tinha pujança? São dúvidas próprias de quem gosta mas que de todo abandono quando me lembro das ideias que troquei com o professor e que me afiançam uma das suas melhores qualidades, a sua independência. Tão presente na natureza dos seus filhos. 
Por esta homenagem, estão de parabéns a Biblioteca Nacional, o Centro Nacional de Cultura, a família do professor, pela sua mulher, D. Ana Plácido Castelo Branco (cuja obra pictórica, descritiva, se revela tão emocionante e ambrangente quanto a de Victor Wladimiro), os seus filhos, Miguel, Nuno e Ângela Camila Castelo Branco. 
23 de Abril. Um dia em que Victor Wladimiro nos fez feliz. E, para ti, Teresa, também, parabéns.

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