12 de abril de 2013

A agitação senil



Soares, de quem as enciclopédias escreverão 600 páginas de erros, está-se a agigantar como um agitador. Pelo que ele diz, deve pensar-se um agitador de consciências, mas não. A sua senilidade (própria da idade mental) não se coaduna com a idade moral, da prudência, da experiência. Ao dizer, como um fariseu, que se não podemos não devemos pagar a dívida, dando como exemplo a "Argentina" – cujos prejuízos políticos, sociais e económicos congelaram e aniquilaram uma geração – só está a dar razão à esquerda radical, ao oportunismo populista, que espreita, à escumalha, à gentalha, aos que vivem de expedientes. Se o estado, que alimenta Soares, não paga a dívida aos seus credores porquê pagar aos seus pensionistas, porquê eu pagar aos meus fornecedores, porquê as famílias pagarem as hipotecas, porquê pagar se "não podemos"? Até a minha filha de 10 anos sabe que quando se pede deve-se pagar e, mesmo que com negociações, honrar o compromisso. Mas as regras de conduta não vêm na Constituição! O que Soares devia ter dito é que se o estado não pode pagar agora deve construir uma anuência, junto dos financiadores da nossa causa, para liquidar mais tarde! Soares tem na mão a responsabilidade moral de milhões de deslocados, refugiados e mortos em guerras civis, agora prepara-se para provocar o coiro dos incautos ou biltres que o ouvem proclamando uma luta, d'esquerda, esclerosada. A senilidade de uma sociedade ausculta-se pelos ouvidos que dá a senís.

2 comentários:

Paulo Cunha Porto disse...

Caro João,
é defesa em causa própria, o homem, nem que vivesse mil vezes poderia pagar pelos danos que causou a Portugal, logo quer legitimar-se pela generalização.

Abraço

Anónimo disse...

Retrato de um homem MAU.
António.