11 de abril de 2013

Um Grande Português - Gonçalo Ribeiro Telles


Acabo de desligar o telefone após uma breve e emotiva conversa com o arquitecto Ribeiro Telles onde lhe transmiti o orgulho que tenho em o conhecer. 
Conheço o arquitecto pessoalmente desde 2007 mas há muito que sigo a sua lide na arquitectura e na acção monárquica. Quis o triste destino que nos viéssemos a conhecer no velório do meu querido primo João Camossa. Desde aí, tenho mantido algum contacto, até, fruto de uma saudade que o meu familiar me deixou. Disse a Ribeiro Telles que o país não o compreende! Ouve-o, lê-o mas não o compreende. Os jornalistas – que o dizem "utópico" – fazem um esforço mas não conseguem chegar ao âmago da sua conduta: o ser monárquico. A sua ligação à história, a sua ligação ao território, não é uma peça descolada da estrutura de Ribeiro Telles. É, aliás, a sua cultura ideológica, e política, que impregna de seriedade e objectividade a sua carreira de paisagista. E depois, o amor ao espaço onde se sente integrado, a geografia dos contornos, cheiros, cores, o sentir da construção da paisagem como a forma mais sustentável de uma vida satisfatória. A paisagem, também, como essência – afectiva – do país.


2 comentários:

Paulo Cunha Porto disse...

Caro João, cá venho fazer coro no devido reconhecimento desta Jóia que, sendo da Coroa, é também de todos os Portugueses.

Abraço

João Amorim disse...

Como bem o diz, caro Paulo, pena que as televisões estejam viradas para a fantochada e alarmismo, uma voz prudente e experiente como a de Ribeiro Telles poderia dar mais força do que a dos evangelistas do progresso.

abraço