30 de maio de 2013

Com a CRESAP podemos ficar descansados


Não nomear pelo "curriculum" pode ser frustrante. A Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública (CRESAP) poderia dar que falar se não confinasse a sua actividade a "gestores" nomeados para altos cargos públicos. Se a dita comissão avaliasse os dirigentes não eleitos nos quadros intermédios da administração local, regional e participada, então, poucos dirigentes seriam nomeados. Mas começemos pelo princípio. Quem nomeou a CRESAP? E quem nomeou a comissão que nomeou a CRESAP? Este pequeno detalhe, "ridículo", porventura, na opinião de quem vier a ler este artigo, é o espaço que permite um proponente vir a ser nomeado. Segundo, os critérios são estabelecidos pela CRESAP ou pelas entidades/instituições que recebem os nomeados? Este segundo detalhe, também, "ridículo", porventura, na opinião de quem vier a ler este artigo, é a diferença que permite um proponente ser ou ser o ideal-nomeado. Mas vamos aos meu óbices. O detalhe da caracterização psicológica das avaliações e a garantia associada! Face a esta notícia, os psicólogos do trabalho vão ter uma vida difícil ante tão generosa e sublime capacidade de avaliação psicológica da CRESAP. Tão grande quanto a capacidade dos juízes do Tribunal Constitucional em avaliarem a qualidade psicológica das propostas governativas. De igual modo, de que forma o rigor da CRESAP pode gerar a garantia de uma prestação adequada e genial por parte do nomeado?
Com a CRESAP podemos ficar descansados. Não é por falta de avaliações curriculares que os cargos públicos, não eleitos, ficarão mal entregues. Resta-nos, então, pensar que o que, quase todos, precisamos é de um curso intensivo empinaCRESAP para que possamos conseguir avaliar os proponentes a cargos políticos que mandamos para o governo e que depois não paramos de insultar. Não ousemos reclamar, a culpa não é deles. A culpa é nossa. 

28 de maio de 2013

Insuportáveis


Paul Krugman, de olho atento em Portugal, escreve no New York Times que vivemos um "pesadelo". Desde quando? 1910, 1926, 1928,1974, 1975, 1976, 1978, 1980, 1986, 2001, 2003, 2008, 2011? Ó Paul, obrigado pelo teu cuidado. Recentemente li-te a dizer que os salários nacionais deviam baixar, que o investimento devia ser medido a conta gotas. A preocupação do Paul são as finanças! O euro, o dolar, os juros, os seus propósitos. De pesadelo em pesadelo andamos nós Paul. Anda para cá! Pior que o mau momento é suportar a desinteligência, a ignorância, a hipocrisia dos que vaticinam sem contribuir, dos que reclamam sem construir. Se todos os que dessem uma opinião fechassem o discurso a garantir que não podem garantir o que dizem, a compressão cerebral era menor. Não é só neste país. O mundo está apinhado de insuportáveis.


25 de maio de 2013

Palhaços


Não fosse a natureza distraída e frágil dos portugueses e ninguém se alarmava com as expressões do Miguel Sousa Tavares, que fala de boca cheia, tal é a cultura republicana. A República foi talhada na difamação, na porcaria, na distorção, na palhaçada, na agressão verbal ao chefe de estado monárquico. Os jornais diziam o que queriam, porque a Liberdade era total e fazia parte da política constitucional monárquica, os jornais publicavam as mais vís mentiras e estórias sobre a família Real, os seus colaboradores e figuras de prestígio.  Após o regicídio e a implantação do terrorismo Republicano, vieram os palhaços do regime impôr respeitinho em letra de lei às altas figuras da "nação". A República ficou isto. Uma palhaçada, onde os seus figurantes continuam a abusar da linguagem no que se refere aos chefes de estado, onde a falta de educação é usada como se fosse "irreverência", uma palhaçada onde abundam palhaços que não sabem rir, pelo despeito, palhaços que não sabem aceitar a má disposição das plateias, palhaços que vencem na vida sem vocação para nos fazer rir antes chorar.

23 de maio de 2013

Lançamento do livro "Elegia Heróica e outros Poemas"


Da autoria de Amorim de Carvalho, será apresentada na FNAC de Santa Catarina, no Porto, esta sexta, dia 24 de Maio, pelas 18h00, o livro "Elegia Heróica e outros Poemas". A apresentação estará a cargo do diplomata Júlio Amorim de Carvalho, filho do poeta e filósofo, administrador da Casa Amorim de Carvalho, que abordará a obra poética do autor, a Escola de Coimbra, a poesia do pensamento em Portugal, o Modernismo, a inovação de Amorim de Carvalho na técnica conceptual e formal, entre outros assuntos amorinianos. 

Pelas características eloquentes e anti-politicamente correctinhas que caracterizam o apresentador, a não faltar!


21 de maio de 2013

Um intelectual sem medo


Faleceu um dos grandes mentores da direita moderna Francesa. Assumido e coerente, a sua coragem na guerra com a Argélia definiu-o enquanto homem e influenciou a sua obra política. Tornou-se um ensaísta obrigatório para quem quer ler mais qualquer coisa que não o folhetim marxista. Ao contrário dos pensadores (!) portugueses, Dominique Venner, não era homem de falinhas mansas, cautelosas, com medinhos da seita académica, jornaleira, opinadeira. No livro Histoire de la Collaboration, Venner escreveu o que nenhum historiador português ousaria investigar, por exemplo, sobre o processo de descolonização ou a tentativa de implantação de um regime comunista entre 1974 e 1976, a bem do politicamente correcto e do situacionismo, cada vez mais, vigente. No dito livrinho, baseado em centenas de documentos verídicos, Dominique exibe o colaboracionismo da esquerda francesa com os ocupantes Nazis, assim como expõe os fascistas franceses, tão contemporâneamente de "esquerda".
Venner suicidou-se. Os comentários nos blogges e jornais, on-line, traduzem a total ignorância sobre um intelectual que tomou a sua opção – como também a tomam os seus opositores ideológicos – e uma intolerância à liberdade ideológica, num desejo Pidesco que não nos abandona. Independentemente de estar em desacordo com algumas das suas "teorias", reconheço em Venner a coragem em afirmar as suas convicções e o seu desejo de viver Livre.
Não compreendo o suicídio. Compreendo o que ele desejava em vida.


17 de maio de 2013

Suavemente os comunistas mostram os dentes


Tive a infelicidade de assistir na SIC notícias, por minutos, a uma mesa redonda com um deputado chamado Fazenda e outro do PSD. Dizia Fazenda que na escola foi obrigado a saber a constituição fascista. O homem destilava ódio e ressabiamento. Não sei a idade do fazendeiro mas deve ser próxima da minha e eu nunca estudei a constituição fascista na escola. Isto a respeito do fazendeiro querer implantar o ensino da constituição nas escolas!! Salazar não faria melhor! 300 páginas de artigos e adendas, qual papel higiénico. Se calhar até um exame nacional, para satisfazer os fazendeiros desta quinta chamada República. Diz o sujeito que isso iria abrir a consciência dos alunos para a cidadania e a política. Para a sua política, óbviamente. Suavemente os comunistas mostram os dentes. Pôdres.

15 de maio de 2013

O que diria a Aldinha se fosse visitar os nossos hospitais IPO?



Enquanto a maioria das pessoas tenta sobreviver às doenças e tece preçes para ter saúde, uns tantos "pedem" para morrer! Lendo a "estórinha" de Alda, fico com a convicção que muita desta gente anda a reboque de umas quantas injecções de ideologia fracturante. O que diria a Aldinha se fosse visitar os nossos hospitais IPO? Que professaria e aconselharia aos doentes, alguns muitos jovens, que Lutam por um resto de Vida? Que diria a Aldinha se fosse visitar os doentes da APPACDM, onde os acamados e dependentes, alguns muito jovens, Lutam por mais um sorriso, mais um dia? Fecharia, a Aldinha, todas as máquinas dos doentes em coma, dos doentes cardio-assistidos? O que receitaria a Aldinha aos hemofílicos, aos diabéticos?
Se a Alda quer morrer que não coma. Que desista, que prove que a sua desistência está na sua consciência não no arbítrio, anti-natura, de uma "lei". Se a Alda quer morrer mas não se quer "magoar" que beije a ferrugem das linhas do combóio, vai ver que é arrastada menos tempo que os processos nos tribunais!

13 de maio de 2013

Uma bola



Não é preciso mais do que uma bola para exaltar multidões. Quantos poemas seriam precisos para inflamar, da mesma forma, as mesmas almas?

10 de maio de 2013

Já temos "freiras de patins", já tivemos "freiras eróticas", em breve teremos "freiras carjacking"


As Freiras sempre estiveram sobre o foco dos ateus, laicos, republicanos, desinteressados, feministas, machistas, voyeristas, trocistas, paineleiristas, parôlos entusiasmados com o desdém, sacrilégio, enfim, de todos aqueles que não sabendo, tão pouco, como a missão cristã foi instituída, não esperam para opinar. Sempre existiu, da parte dos anti-católicos, o anátema do Ser freira; coitadinhas, exploradas, víctimas da "situação". Freita, irmã, monja, missionária, tudo metido no mesmo saco da ignorância que só procura o espectáculo da crítica. Por estes dias, na imprensa, desta vez (escrita pela excelente jornalista Joana Gorjão Henriques) o título da notícia casa com uma foto apelativa – "freiras de patins" –, como que a justificar o adjectivo "radical". Yeha. Os católicos americanos são todos Evangelistas e Protestantistas e não se firmam pela Igreja Romana! Todas as diferenças na evangelização e teologia, praticada, têm sido alvo de confrontos sobre os géneros de doutrinas. Nada de novo. Nada que os Papas, em Roma, possam fazer. Nada que seja passível de transposição para a cultura religiosa latina, mediterrânica. Importar estes estilos – evangélicos, litúrgicos, doutrinais, sensacionalistas – é um erro, tão errado como pensarmos que as ruas de Chicago são frequentadas pelas mesmas pessoas que as de Leiria. 
Já temos freiras de patins, já tivemos freiras eróticas, em breve teremos freiras carjacking.

9 de maio de 2013

Em Portugal os cidadãos pagam por bébés mortos. Não é tráfico, é assassínio


A Guardia Civil Espanhola investiga um crime de tráfico humano, de recém-nascidos, em que estarão envolvidos parteiras, médicos, pais e até duas freiras. O objecto do tráfico assentava na compra de bebés. Deve haver muita gente escandalizada. Eu também estou mas não me esqueço que uma parte da população portuguesa votou a favor do aborto legal em Portugal o que é o mesmo que dizer que os contribuintes, os cidadãos, pagam por bebés mortos. Não é tráfico, é assassínio.

8 de maio de 2013

A Maria


Ainda em convalencência, em casa, após uma operação, a minha mulher tem mantido contacto com os seus alunos de apoio pedagógico. Uma das alunas, a Maria, com 15 anos, telefona frequentemente  e pede explicações e apoio no estudo a várias disciplinas. Na falta da professora esta aluna não quer perder as aulas de apoio! De uma família desestruturada, a Maria percorre vários klm até chegar a minha casa. De Gaia ao Porto! Fá-lo após as aulas e ao fim de semana. Para Maria, o estudo é uma solução para sonhar. Para a Maria, a vida já tem demasiadas dificuldades, demasiados défices - dívidas para que se possa queixar dos "exames" e demais tricas. Sem contar com apoios da família esta jovem denota um esforço e uma independência, precoce, deveras, que bem trocaria por uma casa confortável e por um monte de mimos. Mas a vida é como é. Adoro a Teresa por esta entrega abnegada, generosa, e ela agradece a alunos como a Maria por poder sentir-se realizada. Para mim, fora ou dentro dos limites físicos de uma escola, esta deve ser a relação entre professor e aluno. Não só a do professor que dá, por vocação, mas do aluno que pede, que exige, sem imaginar, por ventura, que é a exigência, a pergunta, que faz o Professor. E depois há a ligação afectiva que fica para lá do tempo de aulas. A saudade, a preocupação, a visão de quem constacta o crescimento dos alunos que se afastam como se se aproximassem, permanentemente, do nosso percurso. Se calhar, não todos os alunos, mas uma maioria. Eu sei porque já dei aulas a miúdos e volta e meia a graúdos.
Algumas vezes, na escola da minha filha mais nova, deparo-me com uma antiga professora do meu secundário, agora avó. Um dia vou parar e dizer-lhe que é por causa dela que sou apaixonado por História. Ainda não o disse mas sinto-o sempre que leio um livro ou folheio um caderno de actividades escolares. Se calhar, por isso, não tenho urgência em lhe falar. Um professor pode ficar para sempre na nossa memória, mas só fica para sempre quando nós também nos mantemos, para sempre alunos.

Parir


Segundo esta notícia, Portugal é um bom país para se ser mãe! Não deixa de ser curioso quando somos um dos países do mundo com menos natalidade e o pior da Europa em termos de percentagem de nados vivos na última década, isto sem falar em nados mortos, vulgo, aborto pago pelos contribuintes, onde devemos ter uma boa "taxa"! Se aliarmos isto ao envelhecimento da população, não é animador o cenário para as próximas décadas; todavia, os estudos são o que são. De facto, sou testemunha que somos um bom país para se ser mãe, o que não implica que sejamos um bom país para se ser pai, muito menos que sejamos um bom país para se ser filho. Não obstante, devemos ser um dos países onde há mais gente a parir, não digo mães, mas gente que consegue parir do nada, gente que consegue parir admiração sem nunca ter feito algo de notável, gente que consegue parir dívidas e défices sem ser responsabilizado por isso, gente que consegue parir dinheiro do bolso dos contribuintes para o seu próprio bolso sem que os desembolsados se preocupem, gente que está permanentemente a nos mandar para a nossa mãe com o mesmo desplante com que falam da infância democrática deste país e dos lindos olhos que o menino já tem.

6 de maio de 2013

A Sociedade portuguesa


O recente assassinato na "queima" do Porto é um espelho do que é a Sociedade portuguesa em 2013. Cidadãos que em vez de trabalharem roubam, cidadãos, covardes, que utilizam armas para roubar assumindo, assim, a sua deplorável educação, carácter e falta de escrúpulos, cidadãos víctimas da violência que se noticía como "natural", nos dias que correm, e atractiva face às penas de prisão suaves, leves, levezinhas, cidadãos que não respeitam o luto e aderem ao evento com a "consciência" de que um "minuto de silêncio" é quanto basta para honrar com formalidade, cidadãos com responsabilidades institucionais que não agem por valores morais mas por valores materiais, que colocam os seus interesses e os "contractos" à frente das exigências éticas, cidadãos sem motivação colectiva que não a aglomeração com finalidades lúdicas e evasivas, cidadãos com a incapacidade de memorar, erguer e reconhecer a História para além de 24 horas, cidadãos incapazes de agir por conta da sua índole que não o pensamento colectivo e o estabelecido como norma.
Não são juízos pessoais que eu evoco, são características visíveis que a sociedade transporta e que fazem com que este país se tenha transformado numa grande "queima".

4 de maio de 2013

Contra a voz das latrinas de serviço do regime, um Herói português



Por estes dias a RTP, em serviço púdico, passa umas entrevistas a "heróis" d'Abril sobre a guerra colonial. Uma corrente de argumentos a favor da descolonização, uma sucessão de ruídos saídos das latrinas de serviço do regime. O ouvinte ouve, a borracha de má consciência passa mais vez pelo cérebro dos distraídos. Para não ficar infectado, relembro Daniel Roxo, apenas para ter, mais uma vez, a certeza que, à data dos acontecimentos, ainda havia quem amasse Portugal:
 "(...) Reparto com os meus homens [indígenas] tudo o que me chega à mão. Sei que não aguentarei sempre. Dentro de alguns anos, as forças começarão a faltar-me. Inclusivamente, não estou livre de ter um azar. Mas, enquanto puder, cá estarei de pé firme, para o que der e vier. E depois, há os homens que lutam comigo, que confiam em mim, que de mim dependem. E há, sobretudo, a população em peso da província [Niassa], que conta incondicionalmente comigo. Sinto-me no dever de ajudá-los até ao limite das minhas forças. É para isso que cá ando".
Uma biografia que nunca passará nos programinhas da RTP.

A inebriada "federação académica" do Porto.


O "presidente" da Federação Académica do Porto decidiu que a festa da Queima das Fitas vai-se realizar apesar do assassínio de um estudante durante um assalto, não consumado, à bilheteira do recinto. Mais importante que a decisão por um luto académico a ordem para encaixar uns milhões de euros tem mais força, dinâmica. O "queimódromo", mesmo ao lado de minha casa, é um recinto de incongruentes atitudes por parte dos "estudantes", onde se tropeça no vomitado das ressacas, onde o asfalto da rua é uma boa cama para adormecer as bebedeiras. Em comunicado, vieram os estudantes-mores anunciar o reforço policial. Eu pergunto, para precaver outros assaltos ou para vigiar a boa ordem pública e os níveis sonoros dos concertos?
Lamentável a morte do estudante às mãos da escumalha, neta desta democracia abrilada, lamentável atitude da inebriada "federação académica" do Porto.