4 de maio de 2013

A inebriada "federação académica" do Porto.


O "presidente" da Federação Académica do Porto decidiu que a festa da Queima das Fitas vai-se realizar apesar do assassínio de um estudante durante um assalto, não consumado, à bilheteira do recinto. Mais importante que a decisão por um luto académico a ordem para encaixar uns milhões de euros tem mais força, dinâmica. O "queimódromo", mesmo ao lado de minha casa, é um recinto de incongruentes atitudes por parte dos "estudantes", onde se tropeça no vomitado das ressacas, onde o asfalto da rua é uma boa cama para adormecer as bebedeiras. Em comunicado, vieram os estudantes-mores anunciar o reforço policial. Eu pergunto, para precaver outros assaltos ou para vigiar a boa ordem pública e os níveis sonoros dos concertos?
Lamentável a morte do estudante às mãos da escumalha, neta desta democracia abrilada, lamentável atitude da inebriada "federação académica" do Porto.

2 comentários:

Paulo Cunha Porto disse...

Meu Caro João,

Eu nunca gostei da vida estudantil, mesmo quando era estudante, por ver nela um mergulho cego numa alegria oca, sem propósito transcendente ou critério, o contrário da que pregava S. Paulo e exemplificava Chesterton. A atitude do líder académico é consonante com o meio, um luto não deve atrapalhar essa rapaziada que só vê peso na vida quando está de ressaca.

Abraço

João Amorim disse...

caro Paulo

A "queima" é um negócio e a "organização" só se interessa por estudantes que pagem bilhete!